Imagem da matéria: “Ethereum Killers”: Conheça os projetos que querem derrubar a principal altcoin do mundo
(Foto: Shutterstock)

Em 2015, um grupo de desenvolvedores habilidosos apresentou a primeira blockchain do mundo para contratos autônomos: o Ethereum. Hoje em dia, sua criação hospeda aplicações de Finanças Descentralizadas (ou DeFi, na abreviatura em inglês) com mais de US$ 100 bilhões de dólares.

Apesar de ter tido muito sucesso em sete anos, o Ethereum se tornou bastante caro de usar devido a suas taxas e também sofre para ganhar escalabilidade.

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Assim, surgiram os “Ethereum Killers”, redes adversárias que ainda não derrotaram a segunda maior blockchain do mundo. Muitas fracassaram nessa missão e desapareceram – mas algumas ainda seguem tentando destronar o Ethereum a todo custo. Conheça as cinco maiores “rivais” da blackchain:

5. Polkadot

Moeda: DOT

Capitalização de mercado: US$ 14 bilhões

Valor total bloqueado (TVL): US$ 4,4 milhões

Polkadot foi pensada por Gavin Wood, um dos cofundadores do Ethereum, que estava determinado em consertar os problemas de uma blockchain com uma nova rede.

Diferente do Ethereum, que opera com um modelo “hub and spoke” — ether está no centro da blockchain e seus mineradores processam todas as transações de contratos autônomos —, Polkadot permite que seus contratos autônomos operem de forma independente da blockchain principal.

Contratos autônomos da Polkadot podem ser executados nas chamadas “parachains” (blockchains individuais), cuja segurança pode ser garantida por seu próprio token, e não apenas por DOT.

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4. Avalanche

Moeda: AVAX

Capitalização de mercado: US$ 15 bilhões

Valor total bloqueado (TVL): US$ 7,8 bilhões

Avalanche não é apenas uma “matadora”, e sim um trio de assassinos grandalhões que esperam colocar uma armadilha no Ethereum.

Em termos técnicos, é uma blockchain composta por outras três: X, P e C. Combinadas, as chains — que lidam com a criação de tokens, contratos autônomos e a validação proof of stake (ou PoS) — realizam a mesma função que o Ethereum. É outra blockchain de contratos autônomos, mas mais rápida e barata.

O valor de AVAX, a moeda nativa da blockchain, disparou em 2021, além de o projeto ter recebido grandes investimentos de empresas como a Three Arrows Capital.

3. Cardano

Moeda: ADA

Capitalização de mercado: US$ 27 bilhões

Valor total bloqueado (TVL): US$ 202 milhões

Inventada por Charles Hoskinson, outro cofundador do Ethereum, Cardano é uma blockchain que possui pesquisa revisada por diversos acadêmicos.

Apesar de estar entre as dez principais criptomoedas em termos de capitalização de mercado, é uma das “atrasadas” à festa das “Ethereum killers”, pois só apresentou contratos autônomos — e aplicações DeFi — no segundo semestre de 2021.

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2. Terra

Moeda: LUNA, UST e outras stablecoins descentralizadas

Capitalização de mercado: US$ 27 bilhões

Valor total bloqueado (TVL): US$ 21 bilhões

Seria possível dizer que o protocolo Tendermint, a infraestrutura desenvolvida na Cosmos sobre a qual o Terra foi desenvolvido, seja o verdadeiro Ethereum killer. Cosmos não tem líder — não possui uma moeda oficial, assim como o Ethereum —, mas Terra surgiu como seu garoto-propaganda.

Por meio do protocolo de comunicação entre blockchains (ou IBC), protocolos do Cosmos (também conhecidos como “appchains”) compartilham validadores. O Cosmos Hub e ATOM, sua moeda, já foi um token popular mas, em 2021, LUNA se tornou a maior moeda do ecossistema Cosmos em termos de capitalização de mercado.

Terra é um protocolo de stablecoins. A maior stablecoin é UST, lastreada no dólar americano. Seu preço é estabilizado por um fornecimento dinâmico e traders fazem sua arbitragem com LUNA, a volátil criptomoeda do Terra.

Do Kwon, fundador do Terra, “tem sangue nos olhos”: se não for pelo ether, é por DAI, a maior stablecoin descentralizada e nativa na blockchain Ethereum. “Se depender de mim, DAI irá morrer”, tuitou ele em março.

O protocolo Terra também tem suas polêmicas. Para proteger a stablecoin da volatilidade de mercado, uma organização autônoma descentralizada e relacionada ao protocolo comprou bilhões de dólares em bitcoin.

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Terra também está bastante envolvida com as “Curve Wars” — uma operação bizantina que incentiva investidores a fornecerem liquidez ao seu ecossistema para diminuir a influência da MakerDAO.

1. Solana

Moeda: SOL

Capitalização de mercado: US$ 27 bilhões

Valor total bloqueado (TVL): US$ 4,3 bilhões

Solana é outra plataforma de contratos autônomos que promete altas velocidades, escalabilidade e baixos custos de transação.

Disparou para o top dez de principais criptoativos após receber enormes aportes de capitalistas de risco e grandes nomes da indústria cripto. Por exemplo, Sam Bankman-Fried, o bilionário fundador da corretora cripto FTX, e o chinês fundo de hedge cripto Sino Global Capital investiram bastante na moeda.

Solana deu algumas engasgadas em sua curta vida. Em setembro de 2021, a blockchain ficou fora do ar por horas antes de desenvolvedores consertarem uma falha e a rede voltar ao normal. Recentemente, a rede também voltou a apresentar problemas de disponibilidade. Os desenvolvedores prometem novas soluções em breve para resolver o problema.

O incidente chocou alguns investidores e prejudicaram as afirmações sobre sua escalabilidade: Para que ter uma blockchain de alta velocidade e baixo custo se ela pode cair do nada?

Ainda assim, sua influência no setor DeFi rapidamente imitou o sucesso do Ethereum. Solflare e Phantom preencheram a lacuna deixada pelo suporte da carteira MetaMask e protocolos, como Orca e Serum, realizam a mesma tarefa que protocolos como Yearn Finance e Uniswap.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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