Imagem da matéria: Manhã Cripto: SEC desafia demanda da Coinbase na Justiça e empresa americana é acusada de ter inflado TerraUSD
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O mercado de criptomoedas pisa no freio nesta terça-feira (16), em linha com a cautela nas bolsas internacionais, com investidores ainda atentos às negociações sobre o teto da dívida americana, que seguem emperradas. 

No espaço cripto, Bitcoin e Ethereum são negociados abaixo da média móvel de 20 dias em meio à baixa liquidez. 

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O Bitcoin (BTC) apresenta queda de 1,2% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 27.066, segundo dados do Coingecko.  

Em reais, a maior criptomoeda recua 1,6%, para R$ 133.679, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH) opera com estabilidade, em leve queda de 0,7%, negociado a US$ 1.815.  

Enquanto o tempo de espera para fazer “staking”, isto é, depositar Ethereum na blockchain e se tornar validador da rede é de quase um mês, a Lido, maior protocolo de staking líquido de ETH, decidiu liberar saques do token na plataforma após a atualização para a versão 2. 

Tokens de staking como Lido (LDO) e Rocket Pool (RPLacumulam ganhos em sete dias diante da maior demanda. 

Já o cofundador da Polygon, Sandeep Nailwal, e a empresa de capital de risco que ele ajudou a fundar, a Symbolic Capital, anunciaram na segunda-feira (15) o lançamento do programa “Nailwal Fellowship” para apoiar desenvolvedores principiantes a fazer o salto da web2 para a web3, segundo o CoinDesk

MATIC, o token nativo da blockchain Polygon, recua 2,1% nas últimas 24 horas, enquanto outras altcoins operam entre perdas e ganhos, entre elas BNB (-1,3%), XRP (-1,3%), Cardano (-1%), Dogecoin (-0,9%), Solana (-2,3%), Polkadot (-2,3%), Shiba Inu (-0,9%) e Avalanche (-2,3%). 

Bitcoin hoje 

O Bitcoin não tem conseguido deslanchar diante de problemas técnicos na rede, falta de liquidez e menor interesse de investidores institucionais, apesar da fidelidade de traders de longo prazo. 

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Investidores retiraram mais de US$ 54 milhões de grandes fundos de ativos digitais pela quarta semana consecutiva, de acordo com relatório da CoinShares publicado pelo Decrypt. O dinheiro deixou grandes fundos com foco em investidores credenciados como Grayscale, 3iQ e 21 Shares. 

Paul Tudor Jones, um veterano gestor de hedge funds, disse em entrevista à CNBC que o Bitcoin se tornou menos atrativo devido à pressão regulatória nos EUA. 

“O Bitcoin tem um problema real, porque nos Estados Unidos você tem todo o aparato regulatório contra ele”, afirmou. 

Jones, que já destacou o Bitcoin como ativo de proteção contra a inflação, acredita que o banco central americano vai encerrar o ciclo de aperto monetário, o que pode impulsionar a demanda por ações. 

SEC rebate Coinbase 

Um dos alvos da investida regulatória da SEC, também chamada de “xerife de Wall Street”, é a Coinbase Global, maior corretora cripto dos EUA. 

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A SEC pediu a um juiz que rejeite a demanda da Coinbase para obrigar a agência a responder a uma petição de regulamentação apresentada pela empresa no ano passado para que explique como as leis de valores mobiliários se aplicam aos criptoativos, informou a Bloomberg

A Coinbase alega que a SEC não foi ágil em fornecer uma resposta. 

“A preferência da Coinbase por uma ação regulatória mais rápida ou diferente da comissão não lhe dá direito a alívio extraordinário deste tribunal”, escreveram os advogados da SEC no processo. “O pedido deve ser negado.” 

Investigações sobre TerraUSD 

Outra empresa investigada pela SEC é a Terraform Labs, fundada pelo sul-coreano Do Kwon, devido ao colapso dos tokens LUNA e TerraUSD. 

De acordo com o Wall Street Journal, a gigante de trading americana Jump Trading teria fechado um acordo secreto para inflar a TerraUSD um ano antes do colapso da stablecoin, mostram novos documentos judiciais, destacando os laços entre a Jump, com sede em Chicago, e Do Kwon. 

A SEC publicou os documentos na sexta-feira (12) como parte de seu processo de fraude movido contra Kwon e sua empresa, a Terraform Labs.  

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Os registros confirmam que a Jump era a empresa de trading não identificada dos EUA no processo e teria lucrado US$ 1 bilhão por meio de suas negociações com a Terraform Labs, de acordo com a SEC. 

Um porta-voz da Jump não quis comentar. 

Outros destaques das criptomoedas  

Um juiz de Nova York rejeitou acusações de prática de extorsão por Steven Nerayoff, um dos primeiros consultores da rede Ethereum. A decisão, anunciada em 5 de maio, encerra uma batalha legal de três anos e meio que incluiu polêmicas alegações de Nerayoff contra investigadores americanos, de acordo com o CoinDesk. Promotores federais decidiram arquivar o processo contra Nerayoff, admitindo em um documento judicial de 20 de março que não havia sido possível “provar as acusações” além de “uma dúvida razoável”. 

Nerayoff e seu funcionário, Michael Hlady, foram inicialmente acusados de extorquir uma startup cripto não identificada de Seattle que havia contratado Nerayoff para prestar consultoria em sua oferta inicial de moedas (ICO) em 2017. Os promotores disseram que a dupla fez ameaças de “destruir” a empresa se não recebessem milhões de dólares. Hlady se confessou culpado de extorsão em abril de 2021, mas Nerayoff sempre alegou inocência. 

Grupos de hackers afiliados à Coreia do Norte roubaram US$ 721 milhões em criptomoedas do Japão desde 2017, informou o jornal Nikkei na segunda-feira (15), citando um estudo da provedora de análise blockchain Elliptic. O valor equivale a 30% do total dessas perdas globalmente, segundo o Nikkei. Enquanto isso, um político da Coreia do Sul deixou o partido ao ser pego com US$ 4 milhões em criptomoedas. 

A Faber-Castell registrou três pedidos de patente nos Estados Unidos relacionados a produtos para o metaverso e tokens não fungíveis (NFTs), conforme a Exame. Os pedidos foram identificados por Michael Kondoudis, um advogado especializado no registro de patentes no mercado americano. 

Segundo a reportagem, “os documentos sugerem que a Faber-Castell planeja ingressar no metaverso a partir da oferta de criptoativos e NFTs colecionáveis que vão imitar os produtos que já são vendidos pela empresa em diversos países, incluindo o Brasil”.  

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