Cadeado e bitcoin
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Após a suspensão de saques pela Binance no fim de semana devido ao congestionamento da rede do Bitcoin (BTC), a maior criptomoeda recua 3,1% nas últimas 24 horas, para US$ 27.944,55, segundo dados do Coingecko.  

Em reais, o BTC tem baixa de 2,98%, cotado a R$ 140.154,41, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

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O Ethereum (ETH) registra queda de 2,4%, negociado a US$ 1.859,27.  

As principais altcoins também operam no vermelho nesta segunda, entre elas BNB (-2,1%), XRP (-4,9%), Cardano (-3%), Dogecoin (-2,8%), Polygon (-3,9%), Solana (-3,3%) Polkadot (-3,8%), Shiba Inu (-4,1%) e Avalanche (-4,3%). 

O Pepecoin (PEPE) reduz o ritmo de perdas e cai 9,4% após despencar quase 50% em relação à máxima na sexta-feira (5).  

Tokens como Pepe, Wojack e WSB são a última sensação entre os degens, um termo específico de cripto para traders com apetite insaciável por risco, dispostos a apostar alto em tokens obscuros que tiveram pouco tempo para cultivar uma reputação. 

Bitcoin hoje 

A Binance voltou a autorizar os saques de Bitcoin após uma segunda pausa, em meio ao congestionamento sem precedentes da rede. 

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A Binance suspendeu brevemente as retiradas de BTC por cerca de duas horas na tarde de domingo (7), quando o número de transações não confirmadas atingiu um recorde. A segunda pausa, na noite de domingo, no horário de Nova York, também durou pouco mais de duas horas, conforme o CoinDesk

“Para evitar uma recorrência semelhante no futuro, nossas taxas foram ajustadas. Continuaremos monitorando a atividade on-chain e ajustando de acordo, se necessário”, disse a Binance em tuíte. “Nossa equipe também tem trabalhado para permitir retiradas de BTC por meio da Lightning Network, o que ajudará em tais situações.” 

Bitcoin passou por um final de semana de números históricos: a rede atingiu no domingo a barreira de 400 mil transações não confirmadas na “mempool” e as taxas para transações saltaram 60% em menos de sete dias, subindo de US$ 4,40 para US$ 6,90 conforme dados do Mempoool Space. 

O culpado pelo aumento vertiginoso de transações na rede Bitcoin é o polêmico projeto Ordinals, que permite inscrever mídia semelhante aos NFTs na blockchain do Bitcoin.

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Usuários cripto na China 

Reportagem da Bloomberg revela que, 19 meses depois de a China proibir transações com criptomoedas, surgem mais sinais de que seus cidadãos continuam comprando e vendendo ativos digitais. 

Dados do processo de recuperação judicial da exchange cripto FTX, por exemplo, mostram que 8% dos usuários eram chineses, de acordo com a agência. 

E, apesar do esforço das corretoras cripto para bloquear endereços do protocolo de Internet chinês, redes privadas virtuais podem burlar essas tentativas mascarando a localização. 

Entrevistas da Bloomberg com investidores chineses destacam o desafio enfrentado pelo governo chinês. Quatro disseram que negociaram na plataforma da Binance e outro investidor afirmou que utilizou a OKX após a proibição do governo de Pequim. 

A Binance é a maior exchange de criptomoedas, enquanto a OKX ocupa a segunda posição, mostram os dados da CoinGecko. 

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A OKX não quis comentar. Um porta-voz da Binance disse que a empresa não opera na China continental ou possui qualquer tecnologia, incluindo servidores ou dados, instalados no país. 

Na sexta-feira (5), a Bloomberg também informou que os EUA investigam a Binance por suposta violação das sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia. 

Regulação global 

A nova regulamentação da União Europeia para os criptoativos pode ter influência em legislações semelhantes no mundo todo, disse a S&P Global Ratings em relatório publicado pelo Wall Street Journal.  

O marco do bloco para os criptoativos, conhecido como MiCA, vai “melhorar a visibilidade regulatória para os participantes do mercado e colocará a região na vanguarda das regulamentações financeiras digitais”, diz a S&P, destacando que as regras podem ter um efeito positivo na adoção de criptoativos. 

Ao mesmo tempo, a UE está na fase final de negociações para o “Data Act”, que visa regulamentar o compartilhamento de dados entre dispositivos inteligentes nas redes da Internet das Coisas.  

A indústria cripto está preocupada com o fato de os textos jurídicos não indicarem claramente o escopo, o que pode ter um impacto negativo nos protocolos descentralizados e nos contratos inteligentes, de acordo com o portal DL News

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Segurança para investir em cripto 

A regulação do mercado cripto também é um tema que ganhou destaque entre autoridades no Brasil. 

À espera da definição do decreto que vai regulamentar o setor no país, 55% dos brasileiros que investem em criptoativos revelaram que se preocupam muito com a segurança online, o que inclui golpes por e-mail, telefone ou esquema fraudulentos, de acordo com pesquisa da empresa de cibersegurança Kaspersk divulgada pelo Valor Investe

Enquanto isso, a cidade do Rio de Janeiro segue com os planos de aceitar criptomoedas para os pagamentos do IPTU. Em entrevista ao Portal do Bitcoin, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio de Janeiro, Chico Bulhões, disse que a prefeitura já fez sua parte. 

“A aplicação do projeto agora está mais na mão do setor privado do que do público”, analisou Bulhões ao lembrar que, em outubro de 2022, o prefeito do Rio assinou um decreto que abriu o credenciamento de empresas interessadas em oferecer o serviço de pagamento do IPTU com criptomoedas. 

E a cidade maravilhosa deu mais um passo em sua ambição de se tornar um “hub nacional das criptomoedas”. Por meio de uma parceria entre a Orla Rio e a Transfero, o quiosque de Lamare, localizado no posto 8 da Praia de Ipanema, passará a aceitar pagamentos com moedas digitais, segundo a coluna Anselmo Gois do jornal O Globo. 

Outros destaques das criptomoedas  

O Itaú Unibanco planeja o lançamento de seu serviço de custódia de criptomoedas no início de 2024, na esteira da publicação da Resolução 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que libera fundos de investimentos com exposição a cripto a depositar seus ativos digitais com instituições brasileiras, segundo informações da agência Broadcast do Estadão. 

“Quando a gente começou a estudar blockchain, ficou muito claro que em algum momento a tecnologia vai ser usada como infraestrutura de mercado”, afirmou Eric Altafim, diretor de Produtos e Mesas do banco. 

A Embrapa é outra empresa brasileira que aposta em blockchain, segundo reportagem do Valor Econômico. Com um projeto-piloto da estatal, o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (Sibraar), o açúcar mascavo embalado da usina Granelli chega aos supermercados com um código QR que fornece informações sobre a produção da mercadoria. Neste mês, também será possível rastrear o açúcar demerara da empresa. 

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