Imagem da matéria: Vítima da Mt. Gox processa falso Satoshi Nakamoto por roubo da corretora
Australiano Craig Wright diz ser Satoshi Nakamoto mas não consegue provar (Foto: Reprodução/Youtube)

Um escritório de advocacia que representa Danny Brewster, uma das vítimas da falida Mt. Gox, pode entrar com uma ação contra Craig Wright, o australiano que se autoproclama o criador do bitcoin, Satoshi Nakamoto.

O motivo da ação é que recentemente Wright resolveu processar os desenvolvedores do bitcoin para que eles restaurarem seu acesso a uma carteira com cerca de 80.000 bitcoins. Segundo o Coindesk, numa carta redigida pelo escritório de advocacia, é revelado que o australiano tinha controle sobre o seguinte endereço:

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1FeexV6bAHb8ybZjqQMjJrcCrHGW9sb6uF.

Diante das declarações, os advogados de Brewster intimaram Wright. Eles alegam que bitcoins perdidos da Mt. Gox foram parar na carteira em questão e por isso Wright pode responder pelo hack da Mt. Gox. O endereço da carteira também apareceu em uma análise do caso da exchange japonesa, que foi publicado pela agência WizSec em junho do ano passado.

A carta também exige que Wright preserve todas as evidências relacionadas à carteira, incluindo emails, publicações nas redes sociais e outras informações armazenadas eletronicamente.

Se Wright nunca teve controle sobre o bitcoin no endereço 1Feex e pode confirmar esse fato, então as duas partes podem evitar qualquer litígio desnecessário, conclui a carta.

Passado controversos

Além da controversa história de Craig Wright se apresentar como o criador do bitcoin, o cientista da computação já foi acusado de roubo pela família de seu antigo colega de trabalho David Kleiman. Após seu falecimento, em 2013, a família alegou que Wright teria se apossado de mais de 1 milhão de unidades de bitcoin, que seria a parte do parceiro.

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Por outro lado, Brewster também não tem uma boa história para contar. Atualmente ele é diretor de uma empresa de desenvolvimento de software voltada para o mercado de criptomoedas. Contudo, no passado, ele liderou uma também contestável startup chamada Neo & Bee.

Uma publicação do Coindesk há cinco anos conta que ele chegou a ser preso por não enviar bitcoins pagos por dois clientes.

Hack Mt. Gox

Até agora, cerca de US$ 6 bilhões foram recuperados, durante o plano de recuperação da Mt.Gox que começou logo após o hack de 2014.

Na época, em que 850 mil bitcoins roubados, a Mt. Gox era responsável por 70% das transações em bitcoin em todo o mundo, quando várias criptomoedas foram retiradas da plataforma indevidamente e os culpados nunca foram encontrados.

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A bolsa faliu e muitas pessoas perderam muito dinheiro. Seu administrador na época era Mark Karpeles, que se declarou não culpado.

Posteriormente, os credores entraram em um processo de anos em uma tentativa de recuperar seus fundos presos, visando os valores remanescentes.

Desde então, corre o processo de restituição a fim de liquidar os criptoativos de milhares de usuários que aguardam indenização.

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