Imagem da matéria: Mt. Gox já vendeu US$ 230 milhões em Bitcoin e Bitcoin Cash desde março; queda recente coincide com divulgação dos números
(Foto: Shutterstock)

Nobuaki Kobayashi, administrador nomeado pelo governo japonês para conduzir a extinta exchange de criptomoedas Mt. Gox, divulgou nesta terça-feira (25) um documento que revelou a venda de mais de US$ 230 milhões em criptomoedas desde março, incluindo Bitcoin e Bitcoin Cash.

A divulgação do documento intitulado “Declaração sobre medidas para proteger a concordata de interesse de credores”, coincidentemente ocorreu ao mesmo tempo da recente correção do mercado de criptoativos, reportou a CCN.

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Eventualmente o mercado de criptomoedas suporta movimentos de correções de bilhões de dólares devido à volatilidade, mas se US$ 250 milhões em Bitcoin for despejado em vários grandes blocos, é possível acionar um efeito dominó nas principais plataformas de negociação e fazer com que seu preço caia.

Os novos detalhes sobre o ritmo das vendas de criptomoedas, que faz parte do processo de falência e reabilitação da Mt. Gox foram os seguintes:

Venda de 24.658,00762 bitcoins (BTCs) e 25.331,00761 de Bitcoins Cash (BCHs), operações que trouxeram um montante de 25,975 bilhões de ienes (moeda fiduciária japonesa), cerca de US$ 230 milhões para a carteira da empresa judicialmente controlada.

De acordo com Kobayashi, que por administrar a fortuna remanescente da antiga bolsa ganhou o apelido de ‘Baleia Mt. Gox’, após essas operações, o saldo em dinheiro na conta ficou em 70 milhões de ienes, ou cerca de US$ 621 milhões.

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No comunicado, o administrador também explicou que foi criado um fundo em moeda corrente para preservar o direito de ressarcimento dos credores e que todo o processo realizado até o momento “era necessário e apropriado”.

Processo de reabilitação e ressarcimento

O Mt. Gox foi a exchange de bitcoin dominante até 2014, quando centenas de milhões de dólares em criptoativos foram roubados em um ataque hacker.

A exchange que na época chegou a ser responsável por 70% das transações em Bitcoin em todo o mundo, teve, então, 850 mil BTCs retirados da plataforma indevidamente e os culpados nunca foram encontrados. A bolsa faliu e muitas pessoas perderam muito dinheiro.

Posteriormente, os credores entraram em um processo de anos em uma tentativa de recuperar seus fundos presos, visando os valores remanescentes do roubo. Desde então, corre o processo de restituição a fim de liquidar os criptoativos de milhares de usuários que aguardam indenização.

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Os derramamentos de bitcoins no mercado

As primeiras vendas de Bitcoin e Bitcoin Cash remanescentes da Mt. Gox, de US$ 400 milhões, aconteceram entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018.

Na ocasião, Kobayashi disse que a venda era importante para assegurar uma certa quantidade de dinheiro para a distribuição de recursos e que se esforçou para vender os criptoativos no preço mais alto possível.

Logo depois, no mesmo mês de março deste ano, o administrador explicou a estratégia para o ressarcimento dos clientes lesados com o ataque cibernético de 2014.

Ele disse estava consultando especialistas em criptomoedas e vendendo de maneira que não prejudicasse o preço do mercado, algo que alguns ‘detetives’ de blockchain discordavam.

Em abril, a Mt. Gox movimentou 16 mil bitcoins e 16 mil bitcoins cash. Essas transferências abalaram o setor devido ao grande volume que voltou ao mercado, o que acabou causando uma redução de valor. Não houve conhecimento de qual forma os BTCs e BCHs foram gastos pela companhia.

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Em maio, uma movimentação de 8.200 BTCs supostamente abalou o mercado durante 24 horas. Kobayashi entrou na mira dos ‘detetives de plantão’ que indicaram que as operaçõe foram realizadas a partir de quatro carteiras administrada por ele.

Em junho, uma decisão da Justiça japonesa permitiu que os usuários que perderam seus Bitcoins na exchange recuperassem suas criptomoedas ‘na mesma moeda’. Kobayashi ficou impedido de despejar criptoativos no mercado.

Na prática, o efeito é que os credores poderiam receber de volta seus bitcoins em bitcoin mesmo, e não mais em moeda fiat japonesa.

Recentemente, um relatório dos advogados dos clientes, publicado pela Mt. Gox Creditors, revelou que finalmente a Mt. Gox vai começar a pagar seus credores em 2019 com Bitcoin, Bitcoin Cash e dinheiro, e primeiramente serão ressarcidos os credores comuns depois os acionistas.

A próxima reunião de credores está marcada para esta quarta-feira (26).


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