Imagem da matéria: Projeto DeFi acusa principal desenvolvedor de roubar US$ 2 milhões: “Enganou a comunidade”
Foto: Shutterstock

O projeto de finanças descentralizadas (DeFi) Hope Finance mal durou um dia. Isso porque poucas horas após seu lançamento, no início desta semana, o projeto anunciou no seu perfil oficial no Twitter que um dos desenvolvedores da equipe havia roubado US$ 2 milhões do tesouro da comunidade.

“Maldito scammer!!! Ele enganou a comunidade por 2 milhões de dólares”, diz o tweet que vem acompanhado com uma foto do desenvolvedor junto com seu documento de identidade. Trata-se de um suposto hacker nigeriano chamado Ugwoke Pascal Chukwuebuka. 

Publicidade

Em outra mensagem, a equipe do Hope Finance acusa o desenvolvedor de ter reivindicado todos os valores do protocolo genesis, divulgando a transação em que o exploit aconteceu na Arbitrum, a maior rede de segunda camada do Ethereum.

De acordo com a empresa de segurança em blockchain PeckShield, após o desenvolvedor fazer o ataque e se apossar de 1.095 ETH, cerca de R$ 9,1 milhões na atual cotação do ativo, ele transferiu os fundos para o Tornado Cash, um mixer de criptomoedas geralmente usado por usuários que querem ocultar o rastro de tokens na blockchain do Ethereum.

Culpas do projeto DeFi

Apesar das alegações da equipe da Hope Finance, especialistas do setor colocam em dúvida se o desenvolvedor nigeriano é o único culpado pelo colapso do projeto recém-lançado.  

“Embora a história oficial possa ser de um desenvolvedor desonesto, a transação que preparou a puxada do tapete foi aprovada por todas as três contas no multisig da equipe”, aponta a investigação do site Rekt, famoso por expor hacks no setor cripto. Eles ainda acrescentam que “um KYC falsificado não é difícil de encontrar”, em referência a foto da identidade do nigeriano acusado de roubar o protocolo.

Publicidade

Outro fato que chama atenção dos especialistas é que a Hope Finance havia passado por duas auditorias que “garantiram” a segurança do projeto para os investidores. Uma delas foi a Cognitos, que aprovou o código embora auditores tenham sinalizado dois problemas ‘principais’ no protocolo — nenhum deles relacionado a brecha usada para de fato aplicar o rug pull desta semana, segundo a Rekt.

A outra empresa que fez auditoria do projeto foi a AuditRateTech que, após o incidente, excluiu o relatório de auditoria. Apesar disso, o site da Hope Finance ainda informa que seu código foi aprovado pela empresa em questão. 

VOCÊ PODE GOSTAR
Imagem da matéria: De “Bitcoin é uma fraude” a candidato cripto: como Trump mudou para agradar investidores

De “Bitcoin é uma fraude” a candidato cripto: como Trump mudou para agradar investidores

O ex-presidente dos EUA já chamou o Bitcoin de fraude, mas agora se aproxima do setor cripto para angariar votos
Imagem da matéria: Em evento na Europa, Vitalik Buterin discute melhorias cruciais para evolução do Ethereum

Em evento na Europa, Vitalik Buterin discute melhorias cruciais para evolução do Ethereum

Além de uma palestra de Vitalik Buterin, evento focado em Ethereum mostrou a força do Brasil na comunidade e reconhecimento como um hub na América Latina
Imagem da matéria: Projeto irá ensinar blockchain e criptomoedas para povo indígena Paiter-Suruí

Projeto irá ensinar blockchain e criptomoedas para povo indígena Paiter-Suruí

Um projeto na Aldeia Gamir, na Floresta Amazônica, tem como objetivo promover a alfabetização digital de indígenas da etnia Paiter-Suruí
Imagem da matéria: Viden.vc investe na Liquidium, plataforma que permite empréstimos na rede Bitcoin

Viden.vc investe na Liquidium, plataforma que permite empréstimos na rede Bitcoin

A Liquidium é o segundo investimento da Viden em empresas que desenvolvem a tecnologia para o ecossistema financeiro do Bitcoin – o primeiro foi na Magisat