celular com logotipo da Binance e uma bandeira da França ao fundo
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O jornal francês Le Monde, reportou nesta sexta-feira (16) que a filial da Binance na França está sob investigação desde fevereiro de 2022. As investigações envolvem supostos crimes de lavagem de dinheiro e exercício ilegal no país da função de Prestador de Serviços sobre Ativos Digitais (PSAN, na sigla em francês).

A promotoria pública da França confirmou as acusações para a imprensa local, informando que, no relacionado aos crimes de lavagem de dinheiro, a Binance francesa é investigada por temas como “ocultação e conversão de investimentos, sendo estas realizadas por infratores que tenham gerado lucros”, disse o promotor público ao Le Monde.

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O presidente da filial Binance França, David Prinçay, foi ao Twitter prestar esclarecimentos, dizendo que “Na França, as inspeções no local por reguladores e inspetores fazem parte das obrigações regulatórias que todas as instituições financeiras devem cumprir. Tivemos uma visita ao local na semana passada pelas autoridades competentes.”

A empresa também é suspeita de violação da lei que enquadra as plataformas de criptoativos. Este registo feito junto à Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF) é essencial para poder realizar anúncios no país e captar potenciais clientes franceses.

No entanto, a Binance, que oferece seus serviços na França desde 2020, é suspeita de ter comprado anúncios para promover sua atividade no país antes de ser devidamente registrada na AMF em maio de 2022. Informações também são do Le Monde.

David Prinçay também discorda, conforme comunicado no tweet: “A Binance, como sempre, foi totalmente colaborativa e cumpriu totalmente as obrigações legais”, mas informa que não comentará sobre detalhes de uma investigação em andamento.

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“Cumprimos todas as leis na França, assim como em todos os outros mercados em que operamos.”

David Prinçay, presidente da Binance França

O criador da Binance, Changpeng CZ Zhao, também foi ao Twitter para negar as acusações, que ele classificou como FUD.

Ele disse que a inspeção feitas pelas autoridades francesas já ocorreu há semanas e que a Binance “cooperou inteiramente” com o processo. Segundo o empresário, a França “continua a ser o nosso centro de operações na Europa”.

Momento delicado para a Binance

Além da investigação na França, a Binance também está sendo processada pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC, em inglês) nos EUA. Sob acusações envolvendo 13 diferentes infrações, envolvendo ocultação de dados financeiros, wash trading e negociação de valores mobiliários não-registrados.

Recentemente, o mercado viu a ascensão de um novo executivo na companhia — Richard Teng — com vasta experiência com reguladores e compliance.

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O executivo foi rapidamente promovido nas fileiras da Binance, em um momento de fortes incertezas regulatórias, jurídicas e legais, que têm se desenrolado desde então.

A corretora se retirou do Canadá no início de abril, quando o país estabeleceu regulamentos rígidos para plataformas de negociação de criptoativos, enquanto a Austrália cancelou a licença de serviços financeiros da empresa em março, em meio a uma investigação regulatória. O Reino Unido também limitou parte das rampas de acesso com sua moeda local.

Também nesta sexta-feira (16), a Binance anunciou sua saída do mercado holandês, por motivos semelhantes aos anteriores.

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