Imagem da matéria: Criptomoeda sobe 382% após apoio da gigante chinesa Huawei e gera suspeita de insider trading
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FACTR, o token nativo do projeto de finanças descentralizadas (DeFi) Defactor, registra nesta quinta-feira (23) alta superior a 382% no acumulado das últimas 24 horas, após receber o apoio da Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia da China.

Em um vídeo de 30 segundos publicado no perfil oficial da Huawei no Twitter, o cofundador da Defactor, Alejandro Gutierrez, apresentou o projeto como uma ponte entre as finanças tradicionais e as descentralizadas, criando soluções por meio da tecnologia blockchain e tokenização de ativos do mundo real. 

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“Essas relações entre startups e grandes corporações são fundamentais para escalar os negócios, mas também para o sucesso do ecossistema de startups”, diz o executivo no vídeo em que anuncia o início de um programa de expansão em parceria com a Huawei.

O mercado reagiu à parceria de maneira positiva, como mostra o comportamento do preço do token FACTR nas horas seguintes ao anúncio.

Em 24 horas, o ativo foi de US$ 0,03 para uma máxima no dia de US$ 0,23, alcançada por volta das 6h da manhã desta quinta-feira (23). Conforme dados do CoinGecko, atualmente a cotação do FACTR se estabelece por volta de US$ 0,16. Esse é o melhor momento do token desde o final de 2021, quando bateu um recorde de preço de US$ 0,88.

Gráfico de 24 horas do token FACTR (Fonte: CoinGecko)
Gráfico de 24 horas do token FACTR (Fonte: CoinGecko)

Insider trading?

Ao repercutir a recente alta do token FACTR, o jornalista chinês Colin Wu, do perfil Wu Blockchain, apontou um dado on-chain curioso. Apenas 12 dias atrás, um investidor desconhecido comprou cerca de 200 mil tokens FACTR.

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Ao checar o endereço de Ethereum no qual esse token estava armazenado, foi possível ver que todos os ativos foram despejados nesta quinta-feira no mercado, logo depois que a Huawei publicou o vídeo promocional da Defactor e o preço disparar.

Na análise de Wu, esse investidor misterioso lucrou o equivalente a R$ 128 mil nesse trade. A movimentação se assemelha à prática de insider trading, na qual o funcionário de uma empresa usa informações privilegiadas para lucrar em uma negociação e sair na frente de traders concorrentes, que não têm acesso às mesmas informações.

A prática de insider trading é um crime, com penalização prevista na maior parte das leis que regem os mercados financeiros mundo afora.

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