Imagem da matéria: Manhã Cripto: Primeira mineradora dos EUA movida a energia nuclear entra em funcionamento; Alameda processa gestora do maior fundo de Bitcoin
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O mercado de criptoativos opera com poucas variações nesta terça-feira (7), em linha com os índices futuros dos EUA, à espera de comentários do presidente do banco central americano, Jerome Powell. 

O Bitcoin (BTC) é negociado estável nas últimas 24 horas, cotado a US$ 22.400,70, segundo dados do Coingecko.  

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O Ethereum (ETH) também mostra estabilidade, negociado a US$ 1.568,10. Em reais, o BTC registra baixa de 0,7%, a R$ 116.359,59, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB). 

As altcoins operam entre perdas e ganhos, entre elas BNB (+0,6%), XRP (+1,8%), Cardano (-1,4%), Dogecoin (+0,3%), Polygon (+2,7%); Solana (-0,7%), Polkadot (-1,5%), Shiba Inu (+0,4%) e Avalanche (+1,4%). 

Bitcoin hoje 

Investidores do mercado cripto e de renda variável aguardam comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que fala ao Congresso dos EUA nesta terça e quarta-feira. 

Com a próxima reunião do Fed marcada para os dias 21 e 22 de março, será uma das poucas chances do mercado de buscar pistas sobre o rumo da política monetária na maior economia do mundo. 

Além do cenário macro, os criptoativos também sentem o peso da pressão regulatória, que tem atingido em cheio as stablecoins. 

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Enquanto a Binance USD perde espaço, a dominância da Tether (USDT) cresce entre as stablecoins com a atual sacudida do mercado de US$ 136 bilhões. A fatia da USDT ultrapassou 54% na segunda-feira (6), de acordo com dados do CoinGecko citados pelo CoinDesk. É a maior participação alcançada pela stablecoin da Tether desde o fim de novembro de 2021, depois que o ciclo de alta do mercado cripto atingiu o ápice. 

Para a empresa de pesquisa de mercado Kaiko, a decisão do Silvergate Capital de encerrar seu serviço de transferências SEN, muito usado entre grandes investidores para operações com exchanges cripto, vai reforçar o peso das stablecoins e de seus emissores na negociação de criptomoedas, dizem analistas em estudo

A TeraWulf iniciou as operações na Nautilus Cryptomine – a primeira instalação de mineração de Bitcoin movida a energia nuclear nos EUA – com quase 8 mil plataformas online e poder de computação, ou taxa de hash, de cerca de 1,0 exahash por segundo (EH/s). A empresa espera ter cerca de outras 8 mil plataformas energizadas nas próximas semanas, elevando a capacidade da instalação da Nautilus, com sede na Pensilvânia, para 1,9 EH/s até maio, de acordo com comunicado

Crise do Silvergate 

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, afirmou que o governo americano está monitorando a situação do Silvergate, comparando a crise do banco com a de outras empresas cripto. Jean-Pierre disse que o presidente dos EUA, Joe Biden, pediu ao Congresso que tome medidas nessa área. 

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Durante coletiva de imprensa na Casa Branca na segunda-feira (6), Jean-Pierre disse que não poderia falar sobre o Silvergate especificamente, mas observou que várias empresas de criptomoedas enfrentaram “problemas significativos” nas últimas semanas, e apontou para declarações de reguladores federais alertando para o risco que os criptoativos podem representar para bancos e outras instituições financeiras. 

Em entrevista ao The Block, o diretor jurídico da Kraken, Marco Santori, disse que os bancos têm evitado clientes do setor. Mas, apesar dos desafios regulatórios, com seu serviço de renda passiva proibido nos EUA, a exchange cripto pretende lançar um banco em breve, disse o executivo. 

As ações do Silvergate chegaram a cair 11% na segunda-feira em Nova York, fechando em queda de 6,4%, e levaram junto outras empresas, como o Signature Bank (-2,5%), que também trabalha com o setor cripto, mostram dados da Reuters

Os papéis da exchange Coinbase Global recuaram 2,7% na segunda-feira. Um cliente que processou a maior corretora cripto dos EUA após perder US$ 96 mil por uma falha de segurança pode ter problemas para recuperar o dinheiro, já que a empresa alegou não ser responsável pelas perdas. 

Alameda enfrenta Grayscale 

A Alameda Research, antiga unidade de trading da colapsada exchange cripto FTX, abriu um processo contra a gestora de criptoativos Grayscale Investments, que administra o Grayscale Bitcoin Trust (GBTC), maior fundo de BTC do mundo.  

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A Alameda busca uma medida cautelar para ter acesso a mais de US$ 250 milhões em ativos de clientes e credores afetados pela quebra da empresa de Sam Bankman-Fried, de acordo com comunicado divulgado pelo CoinDesk. 

“Continuaremos a usar todas as ferramentas que pudermos para maximizar as recuperações para clientes e credores da FTX”, disse John J. Ray III, CEO e diretor de reestruturação da FTX.  

De acordo com o processo da Alameda, a Grayscale tem cobrado taxas exorbitantes para a administração dos fundos Grayscale de Bitcoin e Ethereum e permitiu que as ações desses fundos fossem negociadas com aproximadamente 50% de desconto com relação ao valor líquido dos ativos. Dados mais recentes do TradeBlock apontam esse desconto em 42% 

A queixa alega que, se a Grayscale reduzisse as taxas e permitisse resgastes, as ações de credores e clientes da FTX nos fundos valeriam pelo menos US$ 550 milhões, ou cerca de 90% mais do que o valor atual. Um porta-voz da Grayscale disse que o processo é “equivocado”. 

A ação também apresenta queixas contra o CEO da Grayscale, Michael Sonnenshein, contra a controladora da Grayscale, o Digital Currency Group (DCG), e seu CEO, Barry Silbert. O DCG também é dono do CoinDesk. 

Batalha da Grayscale contra SEC 

A Grayscale também está envolvida em outro processo, mas não como réu. Nesta terça, a gestora tem uma audiência em Washington para defender seus argumentos em uma ação contra a SEC, a CVM dos EUA.  

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A empresa tenta converter o GBTC, com US$ 14,8 bilhões em ativos, em um fundo de índice, ou ETF. Embora a SEC tenha permitido o lançamento de produtos cripto lastreados em futuros, a agência reguladora tem repetidamente negado a aprovação de produtos no mercado à vista. 

Nos últimos cinco anos, o GBTC se desvalorizou mais de 25% em comparação com um ganho de 126% do Bitcoin, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Desde o final de 2015, ano em que foi listado, o fundo multiplicou por 19 seu retorno total. 

Outros destaques das criptomoedas   

No mesmo dia em que o Banco Central do Brasil apresentou seu projeto piloto para o real digital, com a promessa de ser o Pix dos serviços financeiros, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) definiu o modelo de seu “Project Icebreaker” com o objetivo de encontrar soluções para transações transfronteiriças baseadas na tecnologia de registro distribuído (DLT). O Innovation Hub do BIS trabalha em cooperação com os bancos centrais de Israel, Noruega e Suécia. 

Um sistema transfronteiriço que conecta as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) pode permitir pagamentos globais mais baratos e seguros, de acordo com relatório publicado pelo BIS na segunda-feira (6). 

A SEC também está de olho no setor de mineração de criptomoedas. A agência entrou com uma ação contra a Green United, de Utah, alegando que a empresa violou as leis federais de valores mobiliários ao vender US$ 18 milhões em equipamentos que não mineravam o que os fundadores alegavam. A empresa ofertava as chamadas “Green Boxes”, máquinas que supostamente mineravam os tokens GREEN na Green Blockchain. Segundo a SEC, as máquinas nunca mineraram o suposto token, e a blockchain não existe. 

O leilão da Yuga Labs no protocolo Ordinals, baseado na rede Bitcoin, atraiu 288 lances vencedores, sendo que quase US$ 160 mil foram oferecidos por um único token não fungível (NFT), segundo o The Block. O leilão de 24 horas da coleção TwelveFold marca o primeiro flerte da Yuga Labs com NFTs na rede Bitcoin, tendo até agora dominado esse mercado na blockchain Ethereum com as famosas coleções Bored Ape Yacht Club e CryptoPunks. De acordo com a Yuga Labs, houve 3.246 participantes no total e o leilão gerou 735,7 BTC (cerca de US$ 16,5 milhões). A startup foi alvo de críticas sobre como o leilão foi conduzido.  

Enquanto isso, a marca de luxo francesa Hermès International pediu a um tribunal federal de Manhattan que impeça o artista Mason Rothschild de promover ou possuir tokens não fungíveis de sua coleção “MetaBirkin” depois que um júri concluiu que os ativos violam os direitos de marca registrada da Hermès de suas famosas bolsas Birkin, conforme a Reuters. A Hermès alega em seu processo que Rothschild continuou a promover os NFTs, apesar da decisão. 

A empresa de infraestrutura de mídia e web3 Forkast Labs, que tem a Animoca Brands entre os investidores, criou um conjunto de índices para o mercado de tokens não fungíveis, que acompanham dados de diferentes segmentos em tempo real. Isso inclui os chamados rastreadores Forkast 500 NFT, Forkast SOL NFT Composite e Forkast ETH NFT Composite, criados para servirem como referência em ativos digitais, assim como os índices S&P 500 e Nasdaq Composite no mercado acionário. 

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