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O rali das criptomoedas desacelera nesta terça-feira (19) após ganhos durante a madrugada. O Bitcoin (BTC) é negociado a US$ 21.819,47, com baixa de 1,6%, segundo dados do CoinGecko.  

A maior criptomoeda chegou a subir 6,8% e encostar em US$ 23 mil, nível visto pela última vez em meados de junho, de acordo com a Bloomberg. 

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No Brasil, o Bitcoin mostra estabilidade, cotado a R$ 119.196,91, segundo o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH), que mais cedo deu um salto de 11%, tem alta de 3,4%, negociado a US$ 1.525,25. Investidores estão mais animados com a perspectiva de conclusão da transição da blockchain para um mecanismo de consenso com menor uso de energia. Em sete dias, a alta acumulada do segundo maior token já alcança 38%. 

As altcoins mostram desempenho misto nesta terça, entre elas Binance Coin (-0,3%), Cardano (+1%), Solana (+5,5%), Dogecoin (-0,1%), Polkadot (+2,1%), Polygon (-0,5%), Shiba Inu (+2,5%) e Avalanche (-0,7%). 

 Já o token XRP tem queda de 2% nas últimas 24 horas. O empresário Jed McCaleb terminou de vender o “estoque” de XRP obtidos em um processo contra a Ripple e faturou mais de US$ 3 bilhões em oito anos. 

Com o aparente retorno do interesse por ativos mais arriscados, o mercado de criptomoedas reconquistou o nível de US$ 1 trilhão

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Apostas de que o Federal Reserve deve subir os juros em 0,75 ponto percentual na reunião deste mês – e não em 1 ponto percentual – animaram tanto investidores de cripto quanto de ações. No entanto, os riscos permanecem. 

Lucas Passarini, especialista em trading do MB, alerta em artigo do Money Times que o recente rali das criptomoedas pode ser uma armadilha no curto prazo, já que não houve mudanças significativas no cenário macroeconômico. 

De fato, na segunda-feira (18) as bolsas americanas encerraram em leve baixa sob o impacto dos planos da Apple, que pretende desacelerar as contratações e investimentos em algumas áreas em 2023 caso a economia entre em recessão, afirmaram pessoas com conhecimento do assunto à Bloomberg. 

Faixa de negociação 

Relatório da Glassnode diz que o Bitcoin tem sido negociado abaixo do preço realizado há mais de um mês, com muitos sinais de uma “capitulação profunda e completa”. Como resultado, vários dados indicam que a criptomoeda pode estar perto de um piso. 

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Na análise, a empresa também destaca que as perdas totais não realizadas de Bitcoin são equivalentes a cerca de 55% da capitalização do mercado cripto, uma parcela maior do que em março de 2020, e não muito diferente em magnitude das mínimas do período baixista de 2018. 

Crise de liquidez 

A corretora de criptomoedas AEX, de origem chinesa e com sede nas Ilhas Seychelles, é a mais recente companhia do setor a travar saques de Bitcoin, Ethereum e outros tokens. Em nota, a equipe da AEX disse que a ação se deve a uma colaboração com autoridades policiais, mas não detalhou o motivo. 

A Skybridge Capital, de Anthony Scaramucci, suspendeu resgates em um de seus fundos, o Legion Strategies, após a forte desvalorização das ações e criptomoedas, disseram pessoas a par da decisão à Bloomberg. 

A plataforma de empréstimos cripto Celsius deve mais de US$ 5 bilhões a meio milhão de credores, disseram advogados da empresa durante sua primeira audiência do processo de recuperação judicial na segunda-feira (18). Durante a audiência, a plataforma apresentou um plano de reorganização focado na atividade de mineração de Bitcoin, informou o CoinDesk

A Celsius emprestou US$ 75 milhões ao fundo Three Arrows Capital (3AC). Documentos obtidos pelo The Block mostram que a Celsius concedeu dois empréstimos em stablecoins USDC para o 3AC, um no valor de US$ 50 milhões e o outro, de US$ 25 milhões. Documentos do processo de liquidação também mostram que o cofundador do 3AC, Su Zhu, e a esposa de Kyle Davies, o outro cofundador, estão entre os credores que emprestaram dinheiro ao hedge fund cripto. 

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Outros destaques 

A Coinbase, maior exchange cripto dos EUA, deixou de ser a empresa do segmento com mais bitcoins em reserva ao ser destronada pela Binance. As posições da Coinbase caíram abaixo de 600 mil BTC, enquanto a reserva da Binance teria ultrapassado essa marca, de acordo com o analista Will Clemente, que se baseou em um gráfico recente da Glassnode.

O chefe de vendas de ativos da Coinbase, Nick De Bontinrefutou os dados, afirmando que Clemente seguiu um gráfico impreciso da empresa de análise, que indica apenas as “hot wallets” (carteiras online) e endereços marcados como conhecidos. 

Apenas sete semanas após a corretora cripto Gemini cortar aproximadamente 10% da força de trabalho devido a “condições de mercado turbulentas”, a startup fez uma segunda rodada de demissões, apurou o TechCrunch, e mais cortes podem estar a caminho. A empresa não anunciou o total de funcionários demitidos internamente, mas uma fonte disse ao TechCrunch que o canal de mensagens Slack agora registra 68 empregados a menos, uma redução de 7%. A Gemini não comentou. 

A Buenbit, uma exchange de criptomoedas sediada na Argentina com operações no México e no Peru, lançou na segunda-feira (18) um produto de empréstimo em moeda local que usa criptomoedas como garantia, de acordo com o CoinDesk. Os usuários da plataforma poderão sacar até US$ 3.333 em nuARS, uma stablecoin atrelada ao peso argentino garantida pelo token DAI, da MakerDAO. Após demitir 45% da força de trabalho em maio – 80 pessoas -, a Buenbit prepara uma nova rodada de financiamento. 

Depois de deixar o cargo de diretor de operações do SoftBank no começo deste ano, Marcelo Claure se prepara para assumir uma posição de destaque entre grandes investidores, de acordo com a Bloomberg. Com uma fortuna de US$ 2 bilhões, Claure abriu um family office, o Claure Group, que pretende investir em “uma combinação de tudo”, como imóveis, cripto, financiamento público, privado e capital semente, afirmou à Bloomberg Línea em maio. 

Regulação, Cibersegurança e CBDCs 

A senadora americana Elizabeth Warren, do Partido Democrata, quer que o Congresso e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a SEC, adotem uma postura mais firme em relação aos criptoativos em meio aos problemas de insolvência de plataformas de empréstimo como Celsius, Vauld, Voyager e BlockFi. Ao Yahoo! Finance, Warren afirmou que  “o Congresso precisa agir, mas a SEC tem a responsabilidade de usar sua autoridade para implementar proteções e reprimir agentes cripto que violam as regras”. 

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Singapura estuda ampliar a regulação de criptoativos e incluir mais atividades para supervisão, conforme relatório anual do banco central da cidade-estado. Em resposta à Bloomberg, a autoridade monetária disse que os controles podem incluir o acesso de investidores de varejo a ativos digitais. 

No Brasil, especialistas acreditam que a regulamentação do mercado cripto poderia atrair mais investidores e consumidores. Julien Dutra, diretor de Relações Governamentais da 2TM, dona do MB, concorda: “Como o fluxo financeiro cresceu bastante para esse mundo cripto, uma regulamentação hoje se faz super necessária. Ela procura prevenir fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e até mesmo financiamento ao terrorismo. São problemas que ainda assolam um pouco o mercado de ativos virtuais”, afirmou em entrevista ao Esfera Brasil publicada pelo portal Exame. 

O novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Pedro Nascimento, que tomou posse na segunda-feira (18), quer transformar a agência em um “regulador tech”, conforme o Valor. Na agenda de Nascimento estão o marco regulador para startups e questões relativas aos criptoativos que estariam sob o guarda-chuva da CVM. 

O youtuber brasileiro Lucas Lira teve seu canal ‘Invento na Hora’, com mais de 14,1 milhões de inscritos, hackeado na segunda-feira (18). Hackers usaram seu perfil para divulgar um golpe de criptomoedas que tinha como isca o nome da Ark Invest, empresa da gestora-estrela Cathie Wood. O canal ainda estava indisponível até a publicação deste artigo. 

Metaverso, Games e NFTs 

A plataforma de moda de luxo Farfetch e a Outlier Ventures, aceleradora de projetos voltados à Web3 e iniciativas do metaverso, anunciaram o lançamento do Dream Assembly Base Camp, programa que oferecerá curadoria de orientação, networking e suporte a empresas do setor, informou a Forbes.

A Christie’s, a renomada empresa britânica de arte e luxo, lançou um fundo de investimento para apoiar empresas emergentes de tecnologia e fintech relacionadas ao mercado de arte, segundo o The Block.

Funcionários do Executivo dos EUA que possuem tokens não fungíveis (NFTs) agora devem divulgar ativos para investimento ou geração de renda acima de US$ 1.000, de acordo com nova diretriz do Escritório de Ética Governamental. 

Dubai busca se posicionar entre as 10 maiores economias do metaverso com uma nova estratégia que prevê a criação de até 40 mil empregos virtuais e US$ 4 bilhões injetados no PIB da cidade em cinco anos, segundo informações da agência de notícias estatal WAM. 

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