Imagem da matéria: Manhã Cripto: Rali continua e Bitcoin (BTC) atinge US$ 62 mil; Executivos da Binance são presos na Nigéria
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Investidores continuam a apostar em criptomoedas nesta quinta-feira (29) em meio à forte demanda por fundos com exposição direta ao Bitcoin nos EUA. Traders de ações aguardam o índice de inflação mais acompanhado pelo Federal Reserve, com os futuros das bolsas de Nova York em queda.

Perto de seu maior ganho mensal desde 2020, o Bitcoin avança 5,8% em 24 horas, para US$ 62.687,30, segundo dados do Coingecko.   

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Em reais, o BTC ganha 6%, negociado a R$ 312.568,76, de acordo com o Índice do Preço do Bitcoin (IPB). 

Ethereum (ETH) sobe 3,8%, cotado a US$ 3.474,50. 

A demanda também é alta por altcoins, com destaque para Dogecoin, que dispara 28%, e Shiba Inu, que decola 23%. Outras altcoins são negociadas no azul, como BNB (+0,7%), XRP (+2,3%), Solana (12,9%), Cardano (+9,7%), Chainlink (+3,9%), Avalanche (+7,4%) e Polkadot (+2,7%).

Bitcoin hoje

Os novos fundos de Bitcoin à vista nos EUA já atraíram mais de US$ 7 bilhões em entradas líquidas em menos de dois meses, mostram dados da Bloomberg.

Com isso, a maior criptomoeda acumula alta de 45% neste ano, se aproximando cada vez mais da máxima histórica de US$ 69 mil, atingida em novembro de 2021. O próximo halving do Bitcoin também dá fôlego ao rali, assim como os níveis de alavancagem e de “capitalização realizada”, que mede o valor total de bitcoins com base no momento e preço em que cada moeda foi movimentada pela última vez, segundo a Glassnode.

Traders tomaram um susto na quarta-feira (28) quando o preço do BTC despencou 7% após atingir a máxima de US$ 64 mil, levando a liquidações de US$ 700 milhões, de acordo com cálculos da CoinGlass compartilhados pelo CoinDesk.

O forte rali até causou um “bug” na Coinbase, e usuários da maior exchange cripto dos EUA relataram que viam seus saldos zerados. A corretora disse que o problema foi resolvido, mas o “crash” também pode sinalizar mais ganhos para o Bitcoin, dizem especialistas.

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Com a BlackRock atingindo mais um recorde diário de entradas em seu ETF de Bitcoin à vista, fontes disseram ao CoinDesk que o Morgan Stanley avalia oferecer esses fundos para clientes em sua plataforma de corretagem.

Prisão de executivos da Binance na Nigéria

Dois executivos da Binance foram detidos na Nigéria em meio à investida do país contra exchanges de criptomoedas para frear a especulação com a moeda local naira, segundo o Financial Times.

Os executivos viajaram à Nigéria após a decisão do país de bloquear vários sites de corretoras cripto na semana passada, mas foram detidos pelo gabinete do conselheiro de segurança nacional e seus passaportes apreendidos, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Um conselheiro do gabinete não respondeu de imediato a um pedido de comentário. A Binance não quis comentar.

A operação da Binance na Nigéria movimentou US$ 26 bilhões em fundos não rastreáveis no ano passado, afirmou o presidente do banco central do país, Olayemi Cardoso. De acordo com uma publicação do The Guardian na terça-feira (27), Cardoso acusou a exchange de ser usada para canalizar fundos “ilícitos” e “suspeitos”.

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Os comentários foram feitos durante uma reunião do Comitê de Política Monetária do BC da Nigéria.

Devolução de fundos a clientes da Gemini

Reguladores de Nova York ordenaram a Gemini Trust a devolver pelo menos US$ 1,1 bilhão a usuários do programa de renda passiva Earn e a pagar cerca de US$ 37 milhões em multas por falhas de conformidade. As informações são do Wall Street Journal.

O Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York disse na quarta-feira (28) que a Gemini falhou em supervisionar e examinar sua parceira no programa Earn, a plataforma Genesis Global Capital, cuja recuperação judicial impediu que 200 mil clientes do Earn acessassem sua moeda virtual, avaliada atualmente em cerca de US$ 1,8 bilhão.

De acordo com o WSJ, o regulador também encontrou outras deficiências nos programas de conformidade da Gemini e na supervisão de gestão, incluindo a diligência prévia de clientes e o plano de auditoria interna.

Outros destaques das criptomoedas

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) alertou que a Terraform Labs, fundada pelo criador do token LUNA, Do Kwon, não deveria ter permissão para contratar o escritório de advocacia Dentons ou pagar custos de litígio para funcionários durante seu processo de recuperação judicial, informou a Reuters.

A SEC disse que a Terraform enviou US$ 166 milhões para a Dentons desde o início de 2023, e que essas transferências podem ter sido destinadas a evitar o pagamento de uma sentença futura no processo da SEC que acusa a empresa de Do Kwon de fraudar investidores.

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O Departamento de Justiça dos EUA escolheu um ex-procurador federal que liderou o processo do governo contra o terrorista “Unabomber” para conduzir uma nova investigação externa sobre a relação entre a FTX e seus advogados, de acordo com a Bloomberg News.

Robert J. Cleary vai comandar a investigação do Office of the US Trustee, um braço do DoJ que monitora processos de recuperação judicial. Cleary tem como objetivo revisar possíveis conflitos de interesse envolvendo o escritório de advocacia Sullivan & Cromwell e a FTX, mostram documentos judiciais registrados na terça-feira (27).

Já com um ETF de Bitcoin à vista no mercado, a gestora VanEck lançou o SegMint, um marketplace de tokens não fungíveis (NFTs) e plataforma de ativos digitais em colaboração com a Nueva.Tech, Delegate.xyz, MINtangible.io, Portals.to e Walletchat.fun.

Em comunicado enviado ao The Block, a gestora disse que a plataforma visa melhorar a acessibilidade e a segurança no segmento por meio de seu “Lock & Key Model”, que simplifica o compartilhamento em autocustódia de criptoativos. O marketplace tem foco inicial em usuários da Europa e Ásia e não está disponível para residentes ou cidadãos dos EUA.

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