Imagem da matéria: Manhã cripto: no aniversário do Bitcoin, destaque fica para altcoins; criador da FTX se declara inocente
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As altcoins lideram a valorização das criptomoedas nesta quarta-feira (4), enquanto no mercado acionário os índices futuros dos EUA são puxados pelo otimismo em relação ao desempenho da economia chinesa. 

Enquanto isso, o Bitcoin (BTC) segue de lado, com leve alta de 0,6% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 16.841. Já o Ethereum (ETH) tem ganho de 2,7%, negociado a US$ 1.249, segundo dados do Coingecko. Os registros de domínios do protocolo Ethereum Name Service (ENS) ultrapassaram 2,8 milhões no ano passado. 

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Em reais, o Bitcoin (BTC) avança 2,5%, para R$ 90.996,28, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB). 

As altcoins mais negociadas operam em terreno positivo, entre elas BNB (+3,4%), XRP (+1,3%), Dogecoin (+0,7%), Cardano (+4,3%), Polygon (+2,4%), Polkadot (+2,6%), Shiba Inu (+0,3%) e Avalanche (+4,6%).  

token LDO, da plataforma Lido Finance, sobe 12,3% nas últimas 24 horas. O salto ocorre depois de o protocolo de apostas líquidas ter ultrapassado a MakerDAO para se tornar a maior plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) por valor total bloqueado (TVL) no início desta semana.  

A próxima atualização do Ethereum, batizada de Shanghai, também estaria por trás dos ganhos do LDO, assim como de outros tokens de governança como SWISE e RPL, de acordo com o CoinDesk

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Solana (SOL) dá sequência ao rali, com valorização de 16,6% nas últimas 24 horas e de 24,3% em sete dias. Austin Federa, chefe de estratégia e comunicação da Fundação Solana, disse em entrevista ao CoinDesk que a plataforma continua a ganhar usuários, apesar do impacto da quebra da FTX. 

Bitcoin hoje 

O Bitcoin continuou dormindo no dia de seu 14º aniversário. A maior criptomoeda segue estacionada no intervalo de preço de US$ 16,4 mil a US$ 17 mil há 16 dias. Analistas questionam o que poderia despertar o Bitcoin em meio à série de notícias negativas no mercado cripto, inflação persistente e desafios macroeconômicos. 

“Não acredito que tenhamos atingido um fundo”, disse ao CoinDesk Bilal Little, presidente da DFD Partners, uma plataforma de distribuição para gestores de ativos. “Ainda acredito que provavelmente haverá mais um ou dois grandes problemas importantes que causarão algum impacto no mercado. Mas, quando chegarmos a algum ponto intermediário, como US$ 12 mil a US$ 13 mil mais ou menos, devemos ter um bom fluxo ao sistema.” 

No cenário macro, investidores aguardam a divulgação da ata do Federal Reserve nesta quarta, que deve mostrar os motivos que levaram ao aumento dos juros na última reunião do banco central americano em dezembro. 

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Crise da FTX 

Como esperado, o fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, se declarou inocente de uma série de crimes financeiros durante audiência na terça-feira (3) em um tribunal federal em Nova York. SBF, como é conhecido, é acusado de oito crimes, que incluem fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Também é acusado de violar a lei de financiamento de campanha eleitoral por supostas contribuições ilícitas no valor de dezenas de milhões de dólares. 

Nas próximas quatro semanas, promotores dos EUA vão coletar provas para o processo, que promete ser longo. O julgamento do ex-CEO da FTX foi marcado para 2 de outubro. Embora a declaração de inocência já fosse esperada, juristas disseram à Bloomberg que SBF ganha mais tempo para preparar sua defesa. 

Também foi pedida uma condição adicional para a liberdade provisória de Bankman-Fried: proibi-lo de acessar ou transferir quaisquer ativos da FTX ou da Alameda Research, antigo braço de investimentos da exchange. O pedido tem como base transações com criptomoedas supostamente associadas a carteiras de SBF. 

Bankman-Fried pediu a um juiz que mantenha em sigilo as identidades de duas pessoas que ajudarão a garantir sua fiança, conforme a Bloomberg.  Além de SBF e de seus pais, outras duas pessoas “de recursos consideráveis” assinaram a fiança de US$ 250 milhões. 

“Se os dois fiadores restantes forem identificados publicamente, provavelmente serão submetidos a indagações da mídia e potencialmente alvo de assédio, apesar de não terem nenhuma conexão significativa com o caso”, escreveram os advogados de Bankman-Fried. 

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Negociações com criptomoedas no Brasil 

Em meio ao colapso da FTX, novembro foi o mês com o menor volume de transações de criptomoedas declaradas à Receita Federal em 2022. Ao todo, o volume mensal ficou em R$ 11,3 bilhões. Antes disso, o pior resultado do ano havia sido em março, com R$ 11,7 bilhões. Os dados relativos a dezembro ainda não foram divulgados pela Receita. 

A maior parte das declarações são feitas por corretoras com sede nacional, que reportaram R$ 8,8 bilhões em novembro de 2022. 

Porém, um dado teve aumento: o número de CNPJs únicos que fizeram declarações foi de 45.486, o maior nível desde que os dados começaram a ser coletados em outubro de 2020. Já o total de CPFs únicos teve pequena queda: em novembro somaram 1,1 milhão comparados com 1,2 milhão em outubro. O pico foi registrado em setembro, com 1,49 milhão. 

O uso de terminais de compra e venda de criptomoedas também tem aumentado entre a população brasileira. O país fechou 2022 com 25 caixas eletrônicos cripto instalados, de acordo com dados da Coin Cloud fornecidos ao portal BeInCrypto. O primeiro caixa eletrônico cripto do país foi instalado pela Coin Cloud em 2020, na cidade de São Paulo. Aproveitando a parceria com a rede de shopping centers BRMalls, a empresa pretende instalar novos terminais nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste em 2023. 

Outros destaques das criptomoedas 

A Ribus, tokenizadora e marketplace do setor imobiliário, quer acelerar a digitalização de serviços como obras e corretagem depois de fazer uma consulta formal à CVM para se certificar de que seu token nativo, o RIB, não é considerado valor mobiliário, informou o Valor. Na consulta, a CVM reconheceu que o RIB constitui o chamado “utility token”, que confere aos detentores determinados bens e serviços prestados no ecossistema de blockchain. 

Na avaliação da gestora de investimentos Bernstein, a Binance não corre risco de quebrar. Em relatório, a gestora destacou que a maior exchange cripto do mundo superou o teste de estresse após a da recente “corrida bancária” que gerou saques em massa de US$ 6 bilhões em apenas um dia de dezembro. 

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Mas a Binance ainda precisa enfrentar dois grandes desafios,destaca o relatório. O primeiro é enfrentar a concorrência crescente das corretoras descentralizadas (DEX). Além disso, a Bernstein aponta que a empresa precisa criar uma estrutura regulatória “on-shore” mais robusta à medida que desembarca em novos países. 

A Indonésia planeja criar uma corretora de criptomoedas este ano antes de transferir poderes regulatórios sobre tais ativos para a Autoridade de Serviços Financeiros (FSA), informou a Bloomberg. Atualmente, os criptoativos na Indonésia são negociados juntamente com contratos de commodities sob a supervisão da Agência Reguladora de Negociação de Futuros de Commodities, conhecida como Bappebti. Como parte de uma reforma mais ampla do setor financeiro, a FSA assumirá o poder regulatório sobre os ativos nos próximos dois anos, quando a exchange deverá ser estabelecida, disse nesta quarta-feira (4) o chefe interino da Bappebti, Didid Noordiatmoko. 

A Core Scientific vai cortar o fornecimento de energia de 37 mil plataformas de mineração de criptomoedas pelas quais a Celsius Network ainda deve pagamento, segundo acordo entre as duas empresas que marca o fim de uma disputa que se arrastava desde outubro do ano passado. A Core e a Celsius estão em recuperação judicial. 

Fabio Panetta, membro do conselho executivo do Banco Central Europeu, argumenta em artigo no Financial Times que, para evitar o risco de atrasos na regulamentação devido ao tempo necessário para os processos legislativos, reguladores e supervisores precisam ter poderes para acompanhar a evolução dos criptoativos. 

“E para ser eficaz e evitar a arbitragem regulatória, a regulamentação deve ter alcance global. As recomendações do Conselho de Estabilidade Financeira para a regulamentação e supervisão das atividades e mercados de criptoativos devem ser finalizadas e aplicadas com urgência, assim como as regras recentemente publicadas pelo Comitê da Basileia para o tratamento das exposições dos bancos às criptos”, recomenda Panetta. 

Esses riscos enfrentados por bancos também foram destacados por reguladores nos EUA. Em comunicado conjunto na terça-feira (3), o Federal Reserve, a Corporação Federal Asseguradora de Depósitos (FDIC) e o Escritório do Controlador da Moeda (OCC) disseram ter preocupações com a segurança e solidez dos modelos de negócios de bancos altamente concentrados em cripto. 

Enquanto isso, a IRS, o equivalente à Receita Federal nos EUA, vê empresas de criptoativos como parceiras no combate a crimes praticados com ativos digitais. Em entrevista ao Wall Street Journal, Thomas Fattorusso, agente especial responsável pela divisão de Investigação Criminal da IRS em Nova York, afirmou que a agência quer construir laços com a indústria de criptoativos e que tem contratado profissionais com experiência no setor. “As criptomoedas vieram para ficar”, afirmou. “Não podemos ser hostis à tecnologia.” 

Um ex-diretor financeiro de várias empresas de aquisição de propósito especial (SPACs, na sigla em inglês) se declarou culpado de desviar mais de US$ 5 milhões dessas companhias e perder quase tudo negociando ações-meme e criptomoedas. Cooper Morgenthau, 35, da Flórida, admitiu crime de fraude eletrônica na terça-feira (3) em um tribunal federal de Manhattan, segundo informações da Reuters. 

Lee Jung-Hoon, ex-CEO da exchange Bithumb – maior corretora de criptomoedas da Coreia do Sul – foi considerado inocente de fraude pela Justiça do país, de acordo com reportagem do jornal Korea Economic Daily publicada na terça-feira (3). Lee estava no banco dos réus sob acusação de violar uma lei de crimes econômicos em outubro de 2018 após uma caótica venda de tokens. 

DNP3, pseudônimo do fundador da coleção de tokens não fungíveis Goobers e de outros projetos de web3, admitiu ter feito apostas em jogos de azar com fundos de usuários. DNP3 não respondeu a um pedido de comentário do The Block para esclarecer o valor apostado, mas o portal estima o valor em milhões de dólares. 

Mais de US$ 3,7 bilhões em criptomoedas foram perdidas em ataques de hackers e golpes em 2022, o que marcou o pior ano do mercado até agora segundo essa métrica, mostra levantamento da empresa de segurança CertiK divulgado pelo InfoMoney. No entanto, em dezembro o valor de tokens roubados somou US$ 62 milhões, a menor cifra de 2022 e bem abaixo do volume perdido em novembro, de US$ 595 milhões. 

Como será o mercado de criptomoedas em 2023? Clique aqui e descubra no relatório gratuito do time de Research do MB

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