Imagem da matéria: Chiliz quer ir além de fan tokens e fornecer infraestrutura para desenvolvimento
(Foto: Shutterstock)

A startup cripto Chiliz definiu o mercado de fan tokens com sua plataforma Socios, assinando com gigantes times de futebol, como o FC Barcelona, Paris Saint-German e Juvenus, bem como o Ultimate Fighting Championship (ou UFC, na sigla em inglês), equipes de Fórmula 1 e clubes de e-sports — contabilizando mais de 130 parceiros.

E Lionel Messi é o novo rosto da plataforma.

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Mas a empresa possui outras ambições além dos fan tokens, motivo pelo qual a Chiliz está desenvolvendo uma blockchain de segunda geração para permitir que outras marcas do mundo dos esportes e do entretenimento desenvolvam todos os tipos de possíveis aplicações da Web 3 junto com a Socios — desde tokens não fungíveis (ou NFTs) a jogos, aplicações de Finanças Descentralizadas (ou DeFi) e mais.

Na última quinta-feira (31), a empresa anunciou o lançamento da primeira rede de testes pública (chamada de Scoville) para a Chiliz Chain 2.0, antes do lançamento de uma rede principal, previsto para 2022.

Com a Chiliz Chain 20, a empresa irá migrar de sua atual blockchain (bifurcada do Ethereum) para uma nova rede desenvolvida com a tecnologia da BNB Chain (anteriormente conhecida como Binance Smart Chain).

O diretor de estratégias Max Rabinovitch contou ao Decrypt que sempre foi parte do plano da Chiliz expandir seu foco inicial em fan tokens para um amplo ecossistema cripto — para permitir que holders de propriedade intelectual e outros desenvolvedores façam parte de uma ampla plataforma movida pelo token CHZ.

A Socios.com foi apenas o primeiro produto da empresa, disse Rabinovitch, e queriam comprovar que havia interesse e utilidade nesse setor antes de ir mais além.

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Rabinovitch descreveu o produto de fan token como “uma prova de conceito grande o bastante e escalável o suficiente” para seus planos maiores de criar uma plataforma onde empresas da área de esportes e do entretenimento possam desenvolver.

“Agora, estamos em um momento em que podemos apoiar, de forma realista — tanto como uma infraestrutura de negócio como uma empresa legítima e consagrada —, o sonho inicial e declarado publicamente que tínhamos para a Chiliz Chain desde o primeiro dia”, explicou.

De acordo com Thibaut Pelletier, diretor técnico da Chiliz, a Socios integrou quase 1,5 milhão de carteiras únicas à sua plataforma de fan tokens até hoje.

Fan tokens fornecem uma maneira de times esportivos se conectarem com apoiadores, pois podem fornecer benefícios a holders, como votos de fãs em decisões do time, eventos exclusivos, sorteios e mais.

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O amplo ecossistema de fan tokens gera bilhões de dólares em volume negociado mensalmente, de acordo com dados do site CryptoSlam, à medida que mais de US$ 3,8 bilhões de fan tokens foram negociados nos últimos 30 dias.

O token Manchester City FC (CITY), o maior fan token listado pela Socios, possui uma capitalização de mercado de mais de US$ 54,3 milhões, segundo o site CoinMarketCap.

Socios vai continuar trabalhando diretamente com times esportivos para lançar tokens no Chiliz Chain 2.0, mas marcas e holders de propriedade intelectual também podem optar por desenvolver suas próprias aplicações e serviços.

O que é Chiliz Chain 2.0?

Empresas podem usar a plataforma para emitir colecionáveis NFT, implementar jogos “play to earn” ou lançar suas próprias iniciativas de fan token de forma independente da Socios. Também podem desenvolver aplicações DeFi, programas de fidelidade e outros.

Tudo será criado em torno do existente token CHZ, que será transferido para a nova chain, dado que a verdadeira utilidade do token é um dos principais motivos pelos quais a Chiliz está desenvolvendo essa plataforma.

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Atualmente, CHZ é usado na aquisição de fan tokens e Rabinovitch afirmou que é, “basicamente, uma moeda de jogo” em sua forma atual.

Mas na Chiliz Chain 2.0, o token pode fomentar uma variedade de aplicações de esportes e entretenimento e incentivar holders com recursos, como staking de tokens na rede de autoridade proof of stake (ou PoSA).

Pelletier disse que a Chiliz não achou realmente necessário desenvolver sua blockchain do zero e que a tecnologia da BNB Chain atendeu seus requisitos.

Ele também destacou a oportunidade de trabalhar em conjunto com Ankr, fornecedora de infraestrutura para a Web 3 e que está bastante enraizada no ecossistema BNB Chain para trazer sua nova blockchain à vida.

Rabinovitch disse que o atrativo para que empresas escolham a Chiliz Chain 2.0 não é uma tecnologia única ou sob medida, e sim a capacidade de desenvolver junto com a Chiliz e marcas do mundo dos esportes e do entretenimento (que ainda serão anunciadas) para desenvolver um ecossistema cripto principal para essas indústrias.

“É importante que essas pessoas pensem: ‘Bom, quero criar aqui porque é onde soluções em Web 3 de esportes e entretenimento estão sendo desenvolvidas’”, disse Rabinovitch, acrescentando que criadores podem se sentir confortáveis em desenvolver em um “ecossistema curado” com empresas que têm ideias semelhantes. 

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Conforme sugerido pelo comentário acima, a Chiliz Chain 2.0 não está disponível para todos os criadores.

A plataforma terá um processo de aprovação (ou “whitelisting”) que marcas e holders de propriedade intelectual poderão passar a fim de obter acesso. A partir de então, vão estar livres para criar o que quiserem. Validadores da rede vão votar em quais partes poderão desenvolver no Chiliz Chain 2.0.

Ter uma barreira de entrada pode ser algo “um pouco complicado”, admitiu Pelletier, mas isso é intencional: a Chiliz quer garantir que criadores na plataforma sejam verificados e confiáveis para que não haja nenhuma “tokenização fraudulenta” na Chiliz Chain 2.0.

A rede de testes da Chiliz agora está disponível

O lançamento da rede de testes Scoville na semana passada é o primeiro passo para apresentar a Chiliz Chain 2.0. Pelletier estima que levará cerca de seis meses até que a rede principal seja lançada.

Até lá, a migração de ativos existentes (ou “bridging”) — de fan tokens da Socios a CHZ — para a nova rede pode levar algum tempo, apesar de acreditar que baixas taxas serão um “grande incentivo” para que holders tomem uma iniciativa.

Rabinovitch afirma estar mais empolgado para ver as “comportas abertas” e que outras entidades comecem a desenvolver na Chiliz Chain 2.0.

É algo que está sendo planejado há tempos mas, quando outros projetos em grande escala (que não será a Socios) forem lançados, irá parecer um ecossistema adequado em vez de um produto único de fan token, segundo ele.

“Nossa maior visão é: Queremos fazer desta uma chain extremamente líquida e ativa e ter centenas e centenas de pessoas desenvolvendo nela em serviço da música, filmes, esportes etc.”, explicou.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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