Imagem da matéria: Anúncios de criptomoedas vão marcar presença no próximo Super Bowl
Foto: Shutterstock

Criptomoedas estão chegando ao Super Bowl.

Em 13 de fevereiro, o time Cincinnati Bengals irá enfrentar o Los Angeles Rams em Los Angeles. E a transmissão terá mais criptomoedas do que nunca.

Publicidade

FTX, a corretora de derivativos cripto com avaliação de US$ 32 bilhões, esteve em uma onda de despesas com marketing esportivo no último ano, comprou um anúncio do Super Bowl em outubro.

Dias antes do Natal, a corretora adversária Crypto.com seguiu seus passos.

O custo de um anúncio no jogo deste ano (a 26ª edição do Super Bowl) é de US$ 6,5 milhões por apenas 30 segundos de transmissão, mas essas corretoras cripto estão cheias da grana pelas taxas de negociação conforme criptomoedas dispararam durante a pandemia.

É claro que os anúncios do Super Bowl são apenas parte de uma tendência maior. Corretoras cripto, como FTX, Crypto.com, Coinbase e Binance estão alocando milhões em marketing esportivo para ganhar novos clientes e amplificar o reconhecimento de seu nome.

E a FTX e a Crypto.com podem não ser os únicos nomes cripto que veremos no Super Bowl deste ano.

A iniciativa esportiva do setor cripto

Grandes empresas cripto estão migrando para anúncios esportivos por um enorme motivo: reconhecimento.

“Estamos por aí há dois anos e meio. Isso é bem menos tempo do que alguns outros grandes nomes no ramo de corretoras cripto. Quando alguém busca se envolver com cripto pela primeira vez, descobrimos que nunca ouviram falar da FTX”, disse Bankman-Fried ao Decrypt em novembro.

Publicidade

“Entrar em diferentes esportes apenas permite que eu alcance todos onde estiverem. Super Bowl é apenas um passo a mais nisso, onde há o maior alcance possível”, afirmou Kris Marszalek, CEO da Crypto.com ao Wall Street Journal em dezembro.

Ainda veremos se a Crypto.com irá reprisar sua odiada propaganda com o ator Matt Damon ou apresentar algo novo.

E embora tanto a FTX como a Crypto.com gastaram milhões em anúncios do Super Bowl, não é a primeira vez que empresas rivais colocaram seus nomes em eventos esportivos, estádios esportivos e até camisas esportivas.

Em novembro de 2021, a Crypto.com pagou US$ 700 milhões pelos direitos de nomeação do estádio dos Lakers em Los Angeles, o Staples Center.

Agora, os Lakers jogam na Crypto.com Arena. Também em 2021, a Crypto.com se tornou uma patrocinadora da final de futebol mais prestigiosa da Itália, a Coppa Italia.

Publicidade

A FTX também esteve bem ocupada.

Em abril, a FTX fechou um enorme acordo de 19 anos com o time Miami Heat da Associação Nacional de Basquete (ou NBA, na sigla em inglês) que faz com que a corretora seja a parceira cripto “oficial e exclusiva” do Heat.

A American Airlines Arena (o antigo nome do estádio por mais de 20 anos) também se tornou a FTX Arena.

A parceria da FTX com o Miami Heat é, sem dúvidas, o maior acordo esportivo de Bankman-Fried, mas o CEO da FTX está ocupado firmando outros enormes acordos.

Recentemente, a FTX US firmou acordos com o Golden State Warriors, o Wizards (time da Associação Nacional de Basquete ou NBA) e Capitals (time da Liga Nacional de Hóquei ou NHL).

Árbitros da Liga Principal de Beisebol (ou MLB) também têm o logo da corretora em seus uniformes.

Bankman-Fried acredita que isso está funcionando: “Todos com quem conversamos e nos conhecem um pouco, ou muito, ou quase nada, ou de forma íntima, isso está mais presente em suas mentes”, disse ele no primeiro episódio do podcast gm do Decrypt.

Publicidade

“Claramente, isso penetra mais do que qualquer outra coisa que fizemos combinada, em termos da percepção das pessoas sobre nós. Não em termos de instalações em dólares gastos.”

A Coinbase, que não anunciou uma propaganda do Super Bowl, está bem próxima da FTX em termos de despesas com esportes.

Em outubro, a corretora se tornou a parceria cripto oficial da NBA e da Liga Nacional de Basquete Feminino (ou WNBA), enchendo ainda mais o estádio cripto e de basquete.

Em janeiro, a Coinbase também firmou um acordo com a estrela da NBA (e antigo investidor na Coinbase) Kevin Durant.

NFTs no Super Bowl

Corretoras cripto não são as únicas que estão se infiltrando no futebol americano. Tokens não fungíveis (ou NFTs), os populares colecionáveis digitais desenvolvidos em blockchain, abriram caminho nos esportes e grandes marcas estão participando dessa febre.

Na semana passada, Bud Light começou a usar um NFT Nouns como sua foto de perfil no Twitter, aparentemente como parte de uma votação na Nouns DAO para incluir imagens de Nouns no Super Bowl.

Publicidade

E também tem o Bored Ape Yacht Club (ou BAYC). O show do intervalo deste ano, patrocinado pela Pepsi, é um “quem é quem” dos rappers mais famosos do mundo, incluindo Eminem e Snoop Dogg, que possuem NFTs do Bored Ape.

Eminem comprou seu Bored Ape por US$ 452 mil em janeiro e é interessante mencionar que o NFT se parece com ele. Snoop Dogg possui inúmeros NFTs, mas não havia entrado para a febre dos Bored Apes até dezembro. “Quando eu entro, entro com tudo!”, tuitou Snoop.

Mary J. Blige, Kendrick Lamar e Dr. Dre (que estão entre os cinco que irão se apresentar no show do intervalo) ainda não entraram no bonde dos NFTs, mas conforme outros rappers, incluindo Post Malone, KSI, Rich the Kid e Timbaland, compraram seus primatas, isso pode mudar.

O mais interessante é que uma organização autônoma descentralizada (ou DAO) também tentou entrar nessa.

DAOs também querem participar

Um grupo de entusiastas cripto, que operam no coletivo SuperDAO, tinha o objetivo de arrecadar US$ 20 milhões pela venda de NFTs que, por sua vez, iriam financiar um anúncio do Super Bowl.

A DAO falhou em atingir seu objetivo de financiamento e ficou sabendo que todas as vagas para anúncio do Super Bowl deste ano já foram preenchidas.

Com um destino semelhante ao da ConstitutionDAO em novembro, a iniciativa demonstra o potencial do que DAOs podem realmente alcançar.

A iniciativa NFT da SuperDAO foi coordenada por uma entidade separada, a BPNFT, descrita pelo fundador Steven Echtman como “uma espécie de empresa que está fabricando os colecionáveis”.

Com sede no estado americano de Delaware, BPNFT é basicamente um estúdio artístico que cria e venda colecionáveis.

“No futuro, a visão é… como usamos isso como um veículo para gerar conscientização de NFTs e para esses artistas e ajudá-los a sustentarem a si mesmos e aos outros?”, questionou Echtman.

Agora, a SuperDAO está de olho em um anúncio do Super Bowl para 2023 mas, antes disso, visa enviar um artista da SuperDAO ao Super Bowl deste ano.

Um financiamento de tokens por meio da comunidade da SuperDAO será usado para enviar “pelo menos um” dos artistas da DAO ao grande jogo deste ano, segundo Echtman.

E se Bud Light acabar aprovando NFTs Nouns com base na proposta da Nouns DAO, isso também seria uma grande vitória para as DAOs.

*Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

VOCÊ PODE GOSTAR
Imagem da matéria: Hacks de criptomoedas roubaram US$ 19 bilhões desde 2011 e atividades ilegais seguem crescendo

Hacks de criptomoedas roubaram US$ 19 bilhões desde 2011 e atividades ilegais seguem crescendo

Relatório da Crystal Intelligence mostra que em 13 anos ocorreram 785 casos de roubos de criptomoedas, no valor total de US$ 19 bilhões
Bitcoin e grafico de mercado

Taxas do Bitcoin estão disparando novamente – e não é por causa de Runes ou Ordinals

Uma grande exchange está tentando organizar sua carteira Bitcoin e está queimando muito dinheiro no processo
Imagem da matéria: Bitcoin e Ethereum sobem após dado de inflação e antes de decisão de juros nos EUA

Bitcoin e Ethereum sobem após dado de inflação e antes de decisão de juros nos EUA

As principais criptomoedas, como o Bitcoin, sobem nesta quarta após o indicador de inflação dos EUA mostrar que os preços subiram menos que o previsto em maio
Homem preso com as mãos algemadas nas costas

Polícia do Rio prende suspeitos de integrar quadrilha especializada em golpes com criptomoedas

Operação ‘Investimento de Araque’ foi deflagrada nos estados do Rio, Amazonas e Pará; suspeitos movimentaram mais de R$ 15 milhões em dois anos