Gustavo Scarpa em um campo de futebol usando o uniforme do Atlético Mineiro
(Divulgação/Atlético Mineiro)

A Polícia Federal concluiu que os 20 quilos de pedras preciosas que a suposta pirâmide financeira Xland afirmava a clientes que valiam R$ 2 bilhões não têm valor suficiente para serem usadas como garantia no processo do meia do Atlético Mineiro, Gustavo Scarpa, contra o atacante do Santos, Willian Bigode, em um caso envolvendo investimento em criptomoedas.

De acordo com publicação do GE de quarta-feira (22), um laudo pericial nas pedras de alexandrita usadas por Gabriel Nascimento, dono da Xland, como garantia para angariar investidores, foi apreciado pelo juiz federal Wendelson Pereira Pessoa, da 1ª Vara Cível e Criminal da Justiça Federal do Acre, que estimou um valor total insuficiente à garantia de eventual cumprimento de sentença. O valor, contudo, não foi informado pela reportagem.

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Scarpa cobra na Justiça de São Paulo R$ 6 milhões aplicados na WLJC Gestão Financeira, empresa de Bigode que teria intermediado um investimento em criptomoedas. Segundo o GE, Scarpa e sua defesa haviam pedido à Justiça um laudo para estimar o valor real das pedras, pedido este que foi acatado pelo juiz Danilo Fidel de Castro em janeiro deste ano.

Scarpa acreditou na promessa de rendimentos de até 5% ao mês

O caso veio à tona em março de 2023 quando os jogadores Mayke (Palmeiras) e Gustavo Scarpa procuraram a Justiça de São Paulo para tentar reaver cerca de R$ 11 milhões em investimentos feitos em 2022 na Xland através da WLJC.

A WLJC prometia rendimentos de 3,5% a 5% ao mês em supostos investimentos em criptomoedas. No entanto, quando os clientes tentaram resgatar seus fundos, entre agosto e outubro de 2022, não tiveram sucesso.

Willian “Bigode” foi apontado como um dos proprietários da WLJC e o responsável por convencer os colegas de Palmeiras a colocarem dinheiro no negócio. Na época, Bigode, que confirmou que Gabriel Nascimento, dono da Xland, afirmava a clientes que a empresa mantinha R$ 2 bilhões em pedras preciosas como garantia, também disse ter sido vítima no negócio e que teria perdido cerca de R$ 16 milhões.

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Enquanto Willian Bigode nega que tenha enganado os atletas, os dois pedem na Justiça o bloqueio de 30% de seus salários no Santos.

Para o delegado Glaucius Vinicius Silva, que falou com a reportagem do Fantástico em março de 2023, existem indícios de que houve o crime de estelionato. No mês seguinte, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 7,8 milhões das contas bancárias do jogador Willian “Bigode” bem como de suas sócias na WLJC Gestão Financeira, Loisy de Siqueira e Camila Moreira de Biasi.

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