Ronaldinho Gaúcho de boina cinza piscando
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O ex-astro do futebol, Ronaldinho Gaúcho, passou a promover na quarta-feira (19) um token comemorativo da Copa do Mundo do Catar. A competição tem início no dia 20 de novembro e nomes conhecidos do universo cripto já alertam para possíveis perigos de golpe sobre o projeto.

Além disso, vale lembrar que o “Bruxo” já tem um histórico na promoção de criptomoedas que naufragaram e até mesmo de divulgação de pirâmides financeiras.

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O World Cup Inu (WCI) apresenta queda de 28% nas últimas 24 horas e está cotado em US$ 0,01315514, segundo o CoinGecko. O token tem como camada base a blockchain Ethereum e pode ser comprado na Uniswap ou OpenOcean.

Segundo seus criadores, os donos do token poderão fazer apostas nos resultados das partidas da Copa. Também dizem que será feita uma loteria interna com prêmio.

O alerta vermelho sobre o projeto foi dado por Fatman, um perfil anônimo no Twitter que ganhou notoriedade por fazer denúncias e análises no episódio do colapso da Terra (LUNA). Um dos pontos apontados é a taxa de trade cobrada pela empresa, que está em 4%, mas que pode ser ajustada de forma discricionária pelos donos do projeto.

Fatman diz ainda que os criadores já sacaram US$ 300 mil da reserva de liquidez e que as funções de smart trading permitem que as transações sejam suspenas a qualquer momento.

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O uso de parte da reserva de liquidez para reinvestimento no projeto ou para ações de marketing é uma ação comum em empreendimentos de criptomoedas, mas há sempre uma dúvida sobre a real intenção de quem comanda as operações.

Ronaldinho Gaúcho, criptomoedas e pirâmides

É grande a lista de projetos problemáticos que tiveram a participação de Ronaldinho Gaúcho. O ex-craque da seleção brasileira e Barcelona promoveu em 2019 a pirâmide financeira LBVL, mesmo depois de ela ter sido proibida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de captar investidores no Brasil.

Em 2020, Ronaldinho se tornou réu em ação coletiva por associação com a pirâmide financeira 18k, que levava seu nome ‘18K Ronaldinho’.

Depois disso tudo, o Ronaldinho ainda promoveu a Airbit Club, um esquema de pirâmide liderado pelo brasileiro Gutemberg dos Santos, preso nos EUA por enganar milhares de investidores e coordenar uma rede internacional de lavagem de dinheiro.

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O jogador até mesmo tentou criar a sua própria criptomoeda no passado, a Ronaldinho Soccer Coin (RSC), mas o projeto não foi adiante.

Em 2021, Ronaldinho Gaúcho passou a promover a criptomoeda Atari Token (ATRI). Trata-se da criptomoeda oficial do Atari, uma das maiores companhias de videogame do mundo que está por trás de grandes títulos como Pac-Man, Donkey Kong e Asteroids. Em abril desse ano a Atari abandinou o projeto.

Em fevereiro deste ano, o ex-jogador de futebol se tornou o embaixador global da Graph Blockchain, uma empresa canadense que fornece aos investidores exposição à altcoins e oportunidades no meio das finanças descentralizadas (DeFi) e NFTs.

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