Imagem da matéria: Resumo da semana cripto: as principais criptomoedas afundam enquanto LUNA chega ao fundo do poço
(Foto: Shutterstock)

Basta uma olhada nas principais manchetes dos últimos dias para perceber que a indústria mundial de criptomoedas está em meio a um ataque de pânico.

Essa semana muito louca viu mais de R$ 1 trilhão em capitalização de mercado se evaporarem entre quarta e quinta-feira, quando as principais criptomoedas – Bitcoin e Ethereum – recuaram para níveis de baixa que não eram vistos desde 2020, colocando “baleias” corporativas como Elon Musk and Michael Saylor no vermelho. Pior: podemos ainda não ter chegado ao fundo do poço.

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LUNA, o principal token do Terra – e até a semana passada uma das 10 maiores criptomoedas do mundo – caiu para zero. O ativo havia registrado um valor recorde de US$ 118 no mês passado, e agora está sendo negociado pela fração de um dólar.

O fim de LUNA foi gerado pelo colapso do outro token do Terra, a stablecoin UST, que agora está sendo negociada por apenas US$ 0,1, quando deveria estar pareada na totalidade ao valor do dólar.

Os números da semana

Esta foi a sexta semana consecutiva de declínio no mercado; virtualmente todas as 100 principais criptomoedas por capitalização iniciaram o final de semana com quedas na faixa dos dois dígitos. Bitcoin (BTC) recua 13,1% frente à semana anterior, negociado a US$ 29.800; Ethereum (ETH) cai 18,4%, a US$ 2.058.

Entre as principais perdedoras estão Cosmos (ATOM), com queda de 43%; Algorand (ALGO), também com 43%; o protocolo NEAR, com recuo ainda de 43%; Polygon (MATIC), despencando 40%; em Avalanche (AVAX), que perdeu 48%.

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A única criptomoeda entre as 100 maiores que ganhou força foi Maker (MKR). O 42º maior token por capitalização (US$ 1,4 bilhão) teve alta de 7,1%, para US$ 1.419.

As notícias da semana

Para além do derretimento do sistema Terra, houve muita agitação no meio cripto, com destaque para conversas cada vez mais frequentes em Washington sobre uma possível regulamentação no funcionamento das stablecoins.

Na segunda-feira, o Instagram anunciou que está iniciando os testes junto a um grupo de influencers para integrar NFTs à sua plataforma. O projeto-piloto permite que os usuários conectem suas carteiras cripto aos seus perfis e exibam seus desenhos colecionáveis. A Meta, dona da empresa, também anunciou que o suporte de NFTs para Facebook está a caminho.

O economista – e antigo rival das criptomoedas – Nouriel Roubini começou a trabalhar no projeto de uma stablecoin anti-inflação pareada com o dólar americano. A Atlas Capital, empresa de Roubini, contratou a desenvolvedora de Web 3 Mysten Labs para criar a tecnologia necessário para o “United Sovereign Governance Gold Optimized Dollar”, como o produto vem sendo chamado. Trata-se de uma reviravolta de 180 graus para Roubini, que em 2018 escreveu um artigo de 37 páginas chamando as criptomoedas de “Mãe de Todos os Golpes”.

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Em meio à queda no preço do bitcoin, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, comprou mais 500 BTC por US$ 15,3 milhões. Isso levou o valor das reservas de criptomoeda do país para cerca de 2.300 BTC. No entanto, o recuo no preço está deixando a nação centro-americana com um prejuízo de US$ 33 milhões frente ao valor que pagou pelo ativo.

Na terça-feira, a Secretária de Estado dos EUA, Janet Yellen, usou o colapso de UST como um exemplo do porque as stablecoins deveriam ser reguladas. Na quinta, Yellen citou os criptoativos novamente, desta vez para dizer que a capitalização total da indústria – cerca de US$ 1,2 trilhão – não representa um “risco sistêmico” para o sistema financeiro americano.

Quem também chamou a atenção durante a semana foi a Alemanha, que anunciou a regulamentação de impostos sobre criptoativos. Por essa legislação, a negociação de criptomoedas como Bitcoin ou Ethereum passa a ser isenta de impostos – caso os negociadores tenham os tokens em seu poder por um ano ou mais. Os holders agradecem.

*Traduzido com autorização do Decrypt.co.

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