PIX e Open Banking ajudarão retomada da economia pós-Covid, diz diretor do Banco Central

Novo sistema de pagamentos instantâneos em desenvolvimento pelo Banco Central foi um dos temas do primeiro dia do CIAB Febraban

Banco Central antecipa para outubro cadastro de email, CPF e telefone no PIX
Foto: Shutterstock


Além de mudar para sempre o sistema de pagamentos no Brasil com transações instantâneas, o PIX pode ajudar na retomada da economia pós-coronavírus? Para João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central (BC), a resposta é sim.

Essa visão foi defendida pelo diretor do BC e demais debatedores no CIAB Live, promovido pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). O evento, que teve início nesta terça-feira (23) e vai até quinta (25), teve um painel dedicado ao sistema de pagamentos instantâneos em desenvolvimento pelo Banco Central.

“PIX e uma oportunidade no que se se refere ao comércio. É um condão de redução de custos de transação. E tudo o que diminui o custo de transação potencializa o crescimento”, exemplifica o diretor.

Mello complementa que essa redução de custos e de tempo nos processos reverbera não só em operações cotidianas, mas também em questões macroeconômicas.

“Não é só um motor de retomada do crescimento cíclico, mas também um motor importantíssimo de crescimento sustentável a longo prazo”, completa Mello.

O entusiasmo do diretor do BC com o PIX foi compartilhado no painel por Ivo Mósca, superintendente de Open Banking & Pagamentos Instantâneos do Itaú Unibanco.

“O PIX traz uma série de oportunidades para esse mercado, abre um caminho muito grande para a digitalização dos clientes. Acho que o PIX é transformacional e vem para se incorporar ao dia a dia das pessoas”, complementa.



Open Banking

O potencial do PIX de acelerador da economia também é atribuído ao Open Banking, outro importante processo em curso no mercado financeiro nacional.

O Open Banking corresponde a um conjunto de regras e tecnologias que permitem o compartilhamento — seguro, eficiente e mediante autorização prévia — de informações cadastrais e financeiras de pessoas e empresas.

Assim como o PIX e o Sandbox Regulatório, o Open Banking é parte de um plano maior do Banco Central, a Agenda BC#, que visa modernizar o sistema financeiro nacional. E essa modernização, segundo Mello, reduz custos e processos e potencializa ganhos econômicos.

“Todos esses projetos têm de se vistos num contexto mais amplo, da melhoria de eficiência e de competição no sistema financeiro para que a gente ataque os problemas de forma estrutural”.

“Eu diria que o Open Banking é tão transformacional quanto foi a internet para o setor bancário. A despeito da complexidade nos bastidores, a capacidade de oferecer ao cliente novos serviços e produtos de forma simples vai ser o grande diferencial”, complementou Leandro Vilain, diretor de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban, durante o debate.

Esse caráter de transformação do PIX e do Open Banking foram citados por Mello como o principal motivo para manter o cronograma de implantação dos dois programas, mesmo em meio à pandemia.

PIX para saques no varejo

Atualmente em fase de homologação, o PIX já conta com a adesão de 980 instituições financeiras e tem data de estreia marcada para 16 de novembro. Um Soft Opening, uma espécie de grande ensaio geral para o serviço, está agendado para 3 de novembro.

O PIX promete ajudar a fomentar uma série de inovações junto ao mercado financeiro brasileiro. Um exemplo desse potencial foi o anúncio do presidente do BC, Roberto Campos Neto, na segunda-feira (22), de que o sistema vai permitir a realização de saques por meio de lojas.

Campos Neto disse que maiores detalhes serão anunciados somente no mês de agosto. No entanto, adiantou que os saques via rede varejista “têm potencial de reduzir ainda mais o custo logístico e operacional com a distribuição de numerário” e de gerar negócios adicionais aos varejistas”.

PIX com companhia

Ao chegar ao mercado em novembro, o PIX encontrará companhia. Isso porque no último dia 15 de junho o Facebook anunciou o lançamento da função de envio e recebimento de pagamentos por meio do WhatsApp.

Para analistas consultados pelo Portal do Bitcoin, a chegada do serviço via WhatsApp configura um cenário “pré-PIX” e a existência de ambos a partir de novembro gera curiosidade sobre como ambos vão se comportar.

O popular aplicativo de mensagens tem no Brasil, com cerca de 120 milhões de usuários, seu segundo maior mercado no mundo — atrás somente da Índia. Essa capilaridade é um dos trunfos da big tech, que marca assim sua entrada no mercado de pagamentos no Brasil.

Por outro lado, o PIX conta já de saída com boa parte do mercado de pagamentos ao menos em processo de adesão ao serviço.


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