Imagem da matéria: Operador de criptomoedas nega participação no assassinato de traficante do PCC, diz telejornal
Pablo Henrique Borges. Imagem: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo recebeu na segunda-feira (21) a transferência do operador de criptomoedas Pablo Henrique Borges, preso no Rio de Janeiro na semana passada por ser o principal investigado no assassinato do traficante do PCC Anselmo Becheli Santa Fausta, o ‘Magrelo’. Em depoimento, Borges negou a participação no crime, segundo reportagem do telejornal Brasil Urgente.

Borges chegou a São Paulo de helicóptero e foi levado direto para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No último domingo, o policial David Moreira da Silva, também suspeito no caso, foi detido no Aeroporto de Guarulhos. Uma terceira pessoa também já está detida, o empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, suposto contratado de Borges para lavar dinheiro do tráfico.

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As investigações apontam que Silva teria sido contratado por Gritzbach para encomendar os crimes. Em resumo, a polícia investiga se Borges foi o mandante do duplo homicídio, já que Antônio Corona Neto, conhecido pelo apelido ‘Sem Sangue’, também foi morto na ação.

O crime ocorreu em São Paulo no dia 27 de dezembro. O carro com os dois ocupantes foi alvejado por vários tiros disparados de dentro de outro veículo.

Em depoimento à polícia, Borges disse que só viu Anselmo uma única vez e sustentou que não tinha qualquer relação com ele, seja pessoal ou de negócios, diz o Brasil Urgente. Quanto a Silva, o operador de criptomoedas confirmou que o policial trabalhou como seu segurança.

O sumiço de R$ 100 milhões

A polícia investiga as circunstâncias da morte do traficante porque Magrelo teria confiado aos suspeitos R$ 100 milhões para investimento no mercado cripto, mas o dinheiro acabou sumindo. Silva então teria contratado Noé Alves Shaun para cometer os crimes; o suposto assassino de aluguel apareceu morto dias depois.

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Pablo Henrique Borges, o principal suspeito, já possui ficha na polícia por ter aplicado golpes no passado. De acordo com o delegado Maurício Mendonça, ele vinha sendo monitorado pela polícia até sua prisão. A residência em que ele se encontrava no momento da prisão fica à beira mar em Angra dos Reis (RJ) e tem um custo diário de R$ 15 mil.

Na ação, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão e arrestaram um automóvel de luxo e documentos, como passaportes, tanto dele quanto de sua esposa.

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