Entre Bitcoin, carros de luxo, imóveis e dólares, bens apreendidos da Unick Forex somam R$ 253 milhões

Entre Bitcoin, carros de luxo, imóveis e dólares, bens apreendidos da Unick Forex somam R$ 253 milhões
Foto: Shutterstock


Depois da prorrogação das prisões dos suspeitos de fraude financeira na Unick Forex, a Polícia Federal (PF) divulgou um balanço parcial da contagem dos bens apreendidos na Operação Lamanai. Os valor das apreensões, segundo o órgão, já ultrapassa R$ 200 milhões.

De acordo a PF, em comunicado enviado nesta sexta-feira ao Portal do Bitcoin, já se encontram bloqueados em conta-corrente a quantia de R$ 200 milhões.

O valor é oriundo de várias contas bancárias controladas pelo grupo preso no dia 17 deste mês.

Dentre eles, estão os cabeças da Unick, Leidimar Lopes e Danter Silva. Até o momento não há informações do paradeiro de Fernando Lusvarghi, diretor jurídico da empresa que também teve prisão decretada.

Os agentes federais também encontraram até agora R$ 53 milhões em criptomoedas em nome da empresa. Além disso, 48 carros de luxo, totalizando um montante de R$ 6 milhões conforme a tabela FIPE, também constam no balanço.

Os valores apreendidos em espécie em Real é de R$ 747 mil e valores apreendidos em moeda estrangeira (dólares, euros, entre outras), de R$ 85 mil, diz a PF.

Outra informação é que a PF também obteve ordem de sequestro de nove imóveis.



Manifestação pró-Unick

Durante a semana, áudios revelaram que clientes da Unick Forex estavam se mobilizando para uma manifestação nas redes sociais em favor da empresa.

Esses clientes criaram um grupo no Telegram cujo número de usuários já se aproxima da casa de 4.000. Lá eles discutem como e quando o protesto vai começar.

Pedem também para que os clientes gravem vídeos com depoimentos a favor da empresa para posterior divulgação em redes sociais.

Outra ação em favor da Unick foi criada também no meio da semana — um abaixo-assinado no site Change.org.

A petição “Em favor da absolvição da empresa Unick Academy” já tem quase 10.000 assinaturas, que era a meta estipulada pelo criador da ação, Cristian Gonçalves.

Segundo ele, a ideia do abaixo-assinado é para “pressionar Ministério Público e Polícia Federal”, conforme mostrado na descrição do documento.

Como funcionava a Unick Forex

A Unick Forex dizia operar no mercado Forex e de criptomoedas. Através de suas operações, a empresa prometia retornos de até 1,5% ao dia.

Em março de 2018, a empresa sofreu a primeira retaliação por parte da CVM, que a proibiu de ofertar investimentos no Brasil. A empresa continuou a operar normalmente mas, em 2019, tentou mudar o foco do esquema para despistar as autoridades.

Com a troca de nome de Unick Forex para Unick Academy, a empresa começou a focar numa espécie de venda de pacotes educativos e a partir daí os investidores começaram a ter problemas com saques.

Nos meses seguintes, a empresa acumulou milhares de reclamações e acabou contratando um escritório de advogados que propôs um acordo de apenas 20% do investido.


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