Mão dando dinheiro
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O Tribunal de Falências dos EUA em Nova York aprovou que a quebrada corretora de criptomoedas Voyager Digital devolva US$ 270 milhões a clientes afetados, conforme noticiado pelo Wall Street Journal.

Na quinta-feira (4), o juiz da causa Michael Wiles deu à Voyager o sinal verde para devolver a clientes os fundos mantidos em uma conta de custódia no Metropolitan Commercial Bank (ou MCB).

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A empresa cripto com sede em Nova Jersey enviou um pedido de recuperação judicial do tipo “Chapter 11” — para manter a empresa operando e pagar os credores ao longo do tempo — conforme o preço das criptomoedas despencou, gerando uma corrida bancária que forçou a Voyager a suspender saques.

Após a compressão de liquidez, a Voyager buscou a permissão do tribunal para honrar com as solicitações de saque dos clientes para os fundos em dinheiro mantidos sob custódia no MCB.

Dos fundos restantes na plataforma, totalizando um pouco mais de US$ 1 bilhão, a Voyager alega que pertencem à massa falida, que serão distribuídos entre todos os credores.

O colapso da Voyager acontece em meio à sua exposição ao grande fundo de hedge cripto Three Arrows Capital (ou 3AC).

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Entendendo as obrigações de empréstimo da Voyager

A Voyager emprestou ao 3AC cerca de US$ 660 milhões. No entanto, por conta da exposição de US$ 200 milhões do fundo de hedge ao Terra, o 3AC ficou inadimplente e não pagou seu empréstimo.

O calote do 3AC fez o CEO da Voyager, Stephen Ehrlich, buscou auxílio de Moelis & Company como seus consultores financeiros.

Outras obrigações de empréstimos à Voyager incluem US$ 34,4 milhões da empresa de investimentos Galaxy Digital, de Mike Novogratz, e US$ 17,5 milhões da credora de criptoativos Genesis Global Digital.

Tanto a Galaxy Digital como a Genesis Global Capital também tinham exposição ao 3AC e ao Terra.

A Galaxy Digital anunciou um programa de recompra de ações de US$ 10,6 milhões após sua exposição ao Terra em maio.

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O diretor executivo da Genesis, Michael Moro, admitiu, via Twitter, que os empréstimos ao 3AC tinham um requisito médio e ponderado de margem de mais de 80%, sem divulgar o tamanho do empréstimo.

Outros motivos para a recuperação judicial da Voyager também podem ter sido as recompensas excessivas a clientes.

Após um acordo assinado com o time americano de basquete Dallas Mavericks, ofereceu US$ 100 em recompensas cripto e taxas anuais entre 8% e 10% para mais de 40 ativos.

A Voyager espera concluir seu processo de venda em setembro e a FTX Trading fez uma oferta para adquirir alguns dos ativos da Voyager, além de obter alguns de seus clientes.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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