Cauã Reymond em vídeo promocional da Atlas Quantum
Cauã Reymond em vídeo promocional da Atlas Quantum (Imagem: Reprodução/YouTube)

O famoso ator da rede Globo, Cauã Reymond, voltou ao mercado de cripto. A partir de agora, o ator faz parte do trio de embaixadores da corretora mexicana de criptomoedas Bitso, junto com Fernanda Gentil, jornalista e apresentadora de TV; e Gabriela Prioli, advogada e comentarista política.

Cauã, no entanto, tem um passado polêmico quando o assunto é criptomoeda. Em 2018, ele foi garoto-propaganda de uma grande ação de marketing da Atlas Quantum, um dos maiores esquemas de pirâmide financeira com bitcoin do Brasil que deixou milhares de investidores no prejuízo.

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Na época, o ator fez uma campanha ao lado de Tatá Werneck. Em um programa transmitido ao vivo, eles interagiram num jogo de perguntas e respostas sobre criptomoedas.

Em uma segunda etapa da mesma “campanha educacional”, a dupla distribuiu R$ 1,5 milhão em bitcoin para os telespectadores como forma de promover a empresa.

A ação foi considerada um fracasso na época, com baixa audiência online e uma dinâmica ao vivo que não funcionou. O programa foi retirado das redes sociais alguns dias depois.

Pouco tempo depois do fracasso, o então o sócio e diretor de marketing responsável pela ação, Fabrício Sanfelice, anunciou que deixaria o cargo e ficaria apenas como sócio da Atlas Quantum. Mais tarde, ele criou a empresa de empréstimo Mutual. Atualmente, ele apagou ou restringiu todos os seus perfis nas redes sociais.

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Tudo isso aconteceu entre maio e junho de 2018, mas a Atlas Quantum só foi cair em 2019, após receber um alerta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que desencadeou uma corrida de saques pelos clientes, que ficaram sem receber. O criador da Atlas Quantum, Rodrigo Marques, fugiu poucos meses depois e até hoje é procurado por clientes lesados pelo seu esquema. Seu paradeiro é desconhecido.

O Portal do Bitcoinprocurou a assessoria da Bitso para saber se a corretora tinha conhecimento do envolvimento de Cauã Reymond com a Atlas Quantum no passado. Até a publicação deste texto, nenhuma resposta havia sido enviada. O ator também foi questionado, mas não se manifestou.

O ator nunca comentou sobre o assunto. Em uma reportagem da BBC Brasil sobre a situação das vítimas da Atlas, sua assessoria disse que não havia nada de suspeito na empresa.

Os planos da Bitso no Brasil

A corretora mexicana Bitso chegou ao mercado brasileiro em dezembro de 2020 após receber um investimento de R$ 320 milhões. Na época, o ex-executivo do Nubank Marcos Jarne assumiu o cargo de country manager da Bitso no Brasil e deixou o cargo meses depois.

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O CEO e fundador da Bitso, Daniel Vogel, assumiu a gestão da corretora no país, intensificando as campanhas de marketing da empresa para atrair os investidores brasileiros. Na semana passada, por exemplo, a Bitso distribuiu criptomoedas durante o clássico entre São Paulo e Palmeiras.

Conforme a própria corretora informou em comunicado enviado à imprensa, Cauã Reymond, Fernanda Gentil e Gabriela Prioli serão o rosto da Bitso no Brasil e “ajudarão o público a entender de maneira simples o que é cripto e como embarcar nessa viagem”. 

A nota não entrou em detalhes sobre as ações que os embaixadores farão no futuro, mas afirmou que eles vão ensinar como interagir com o site e aplicativo da Bitso para comprar, vender e transferir criptomoedas. O trio também vai falar sobre segurança e a importância de comprar criptoativos de forma segura.

“Ao longo do ano, eles participarão de campanhas da Bitso e vão contar, através das suas redes sociais, tudo que têm aprendido sobre criptoativos”, finaliza o comunicado.

Final da competição promovida pela Atlas Quantum (Foto: Wagner Riggs/Portal do Bitcoin)
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