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Glaidson Acácio dos Santos, mais conhecido como Faraó do Bitcoin (Foto: Reprodução)

Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó do Bitcoin” que liderava a pirâmide financeira com criptomoedas da GAS Consultoria,  já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por encomendar a morte de seus concorrentes. Agora, áudios inéditos divulgados pela GloboNews comprovam que ele estava por trás dessas artimanhas.

A reportagem exibida na sexta-feira (6) mostra gravações de ligações entre Glaidson e os comparsas que contratou para executar os assassinatos em seu nome, antes de ele ser preso em agosto de 2021 pela Polícia Federal, acusado de duas tentativas de homicídio e pelo assassinato do trader Wesley Pessano.

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O contato mais frequente do Faraó do Bitcoin era com Ricardo Rodrigues Gomes, conhecido como “Piloto”, responsável por monitorar as vítimas e contratar os assassinos. Atualmente foragido, Piloto já foi condenado por tráfico internacional de drogas e fez parte da quadrilha de Pablo Escobar.

Nos áudios, Piloto faz atualizações frequentes para Glaidson sobre o andamento do plano de assassinar o alvo da vez. “Já planilharam tudo. Rua pra sair, tudo, rua onde não tem câmera, tudo, tudo, tudo”. E Glaidson dá o sinal verde, dizendo: “É hoje, Piloto! Sextou, pô! Caramba. Sextou, pô! Pelo amor de Deus. É hoje!”

Em outro vídeo, Piloto aparece com um drone recém-comprado exclusivamente para monitorar de perto as vítimas. O drone e todas as despesas da quadrilha de 15 pistoleiros eram pagas por Glaidson. Em outra ligação com Piloto, ele é cobrado a enviar mais dinheiro para os contratados continuarem com as espionagens. “Pagamento só no final, ok? Agora é só merreca para aluguel de carro e despesa de dois, três dias. Só isso.”

A GloboNews também divulgou áudio de uma ligação de Glaidson com outro pistoleiro (escute abaixo), onde o contratado explica que não foi capaz de concluir o serviço porque o seu alvo estava acompanhado de familiares no dia em que seria executado:

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“O trabalho vai ser feito com 100% de segurança, entendeu? O que acontece: ele não largou a esposa e nem a filha hoje. Ficou praticamente direto [com elas]. Com mulher e filha a gente não mexe.”

Glaidson vai a juri popular por assassinato

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu em dezembro que Glaidson Acácio dos Santos irá a júri popular por acusação de homicídio agravado pela prática de extermínio de seres humanos.

Conforme descrito no processo, Glaidson é acusado de mandar matar duas pessoas: Wesley Pessano e Adeilson José da Costa, que sobreviveu à tentativa de homicídio.

A motivação dos crimes era que ambos atuavam no mesmo ramo que a GAS Consultoria na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e eram considerados concorrentes.

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 A GAS Consultoria captava clientes com promessas de rendimentos que supostamente viriam do trade de criptomoedas. Mais tarde, seu modelo de operação revelou ser uma pirâmide financeira, que desencadeou uma série de investigações pelas autoridades brasileiras.

Glaidson está detido atualmente no presídio Bangu 1, no Rio de Janeiro, mas a Justiça já autorizou a transferência dele para a penitenciária federal de Catanduvas, no interior do Paraná.  

O pedido de transferência partiu da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que viu indícios de que Glaidson continua liderando sua organização criminosa dentro da cadeia, chegando inclusive a corromper agentes do estado para fazer isso. 

Contudo, a defesa jurídica de Glaidson tenta barrar a transferência argumentando que o atual estado de saúde dele não permite a mudança de cadeia.

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