Imagem da matéria: Advogado morto no Rio atuava no setor de cassinos online e estava com problemas financeiros
Rodrigo Marinho Crespo (Foto: Reprodução)

A namorada do advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros na frente da seccional carioca da OAB, disse em depoimento à polícia que ele estava começando a trabalhar com cassinos online. As informações foram publicadas em reportagem do jornal O Globo

Segundo a namorada, Crespo estava com problemas financeiros e teria começado a arrecadar fundos para abrir um novo negócio. Ela falou especificamente que o advogado estava em busca de um “operador”. 

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“No mês de dezembro de 2023, Rodrigo disse que iria advogar para o cassino online e estava muito empolgado, pois acreditava que iria ganhar muito dinheiro”, disse a namorado do advogado no depoimento à polícia. 

Ela também informou que Crespo vendeu o carro Mercedes-Benz por conta das dificuldades financeiras e que saiu no dia 24 de fevereiro, um sábado, para encontrar um possível operador do novo negócio. 

A irmã de Crespo corroborou e disse que ele estava analisando a regulamentação de jogos no Brasil para poder começar a atuar no mercado. 

Porém, um advogado que era sócio de Crespo afirmou que o parceiro não estava entrando em negócios de cassino, mas sim estudando para escrever um artigo sobre o tema. 

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Suspeitos foragidos

Os suspeitos no caso são o policial militar do 15º BPM (Duque de Caxias) Leandro Machado da Silva e Eduardo Sobreira Moraes. A Justiça já emitiu um mandado de prisão temporária de 30 dias contra a dupla, que ainda não foi localizada.

Por enquanto, a Polícia Civil não tem pistas sobre o mandante e o motivo do crime. Os investigadores chegaram aos nomes dos suspeitos após analisar as imagens e cruzar informações do carro envolvido no homicídio.

Advogado atuava em casos de criptomoedas

O advogado Rodrigo Marinho Crespo foi morto na tarde do dia 26 de fevereiro em um atentado próximo da seccional carioca da Ordem dos Advogados do Brasil.

Crespo perdeu no passado um processo contra Glaidson Acácio dos Santos, o criador da GAS Consultoria conhecido como “Faraó do Bitcoin”. 

No processo aberto no início de 2022, Marinho atuou como advogado de um investidor que fez três contratos com a GAS, totalizando um investimento de R$ 78 mil. No processo, ele pedia que os bens de Glaidson e  Mirelis Yoseline Dias Zerpa — esposa do Faraó presa em janeiro — fossem congelados para que o autor fosse restituído na totalidade dos valores gastos.

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Porém, na sentença do processo publicada no dia 19 de setembro de 2022, o investidor perdeu a ação por não ter pago as custas processuais de R$ 1.310. O processo foi arquivado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Procurada pela reportagem do Portal do Bitcoin, a defesa de Glaidson lamentou a morte do advogado e negou haver qualquer relação do crime com o processo que seu cliente foi alvo no passado.

“Como defesa, não conseguimos vislumbrar qualquer relação entre o triste episódio de ontem com o colega do Rio de Janeiro e o Sr. Glaidson. Dessa maneira, não temos como sequer nos manifestar sobre o fato”, concluiu a nota assinada pelos advogados Ciro Chagas e André Hespanhol.

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