Sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central começa em novembro; bancos serão obrigados a aceitar

PIX, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central, será lançado oficialmente em 16 de novembro

PicPay, Nubank, Banco do Brasil estão entre as 109 instituições que pediram adesão ao PIX
Foto: Shutterstock


O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, chamado de PIX, estará pronto para uso dos brasileiros em 16 de novembro. Foi o que afirmou o Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução da instituição, João Manoel Pinho de Mello, durante a abertura do 7° Fórum de Pagamentos Instantâneos, que ocorreu nesta terça-feira (18) em São Paulo.

A marca, que já havia sido adiantada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, terá lançamento oficial já na quarta-feira (19), durante evento no Banco Central, em Brasília.

“Pagamento instantâneo significa que você vai poder pagar entre uma pessoa e outra, 24 horas por dia, sete dias por semana, e o dinheiro vai cair imediatamente na conta da outra pessoa”, descreveu Campos Neto durante entrevista à GloboNews no último dia 12.

Também começam em 19 de fevereiro os primeiros testes no PIX, que visam deixá-lo pronto para o lançamento da plataforma à população nove meses depois.

“Estamos trabalhando em ritmo acelerado de desenvolvimento dos sistemas”, afirmou Mello.

A previsão era de implantar o meio de pagamento em 2020 e passar a operá-lo de forma ampla a partir de 2021. No entanto, ainda no começo de 2019 Campos Neto decidiu acelerar o cronograma.

Entre as funcionalidades disponíveis para o lançamento do PIX estão a realização de pagamentos por meio de leitura de QR Code e o pagamento de taxas à união —neste último caso, viabilizada por meio de uma parceria com o Tesouro Nacional.



Participação obrigatória

Para garantir o cumprimento do cronograma, o Banco Central determinou a participação obrigatória no PIX de todas as instituições financeiras e de pagamentos que tenham mais de 500 mil contas ativas.

Segundo Mello, esse recorte engloba cerca de 30 instituições que representam mais de 90% das contas transacionadas ofertadas no Brasil.

“Para que todas as funcionalidades estejam disponíveis à população em novembro, é preciso que todos os agentes se engajem”, reforça o diretor do BC.

Além de integrar o PIX, os bancos comerciais, múltiplos e caixas econômicas serão ainda obrigados a participar de outros dois ambientes relacionados. São o SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos), responsável pela liquidação dos pagamentos a serem feitos por meio do PIX, e a base de endereçamento de contas transacionais (DICT).

“Essas medidas de obrigatoriedade visam unicamente disseminar o Pix, dando ao cliente o poder de escolha. Temos convicção de que esse novo meio de pagamento, inserido em um ambiente aberto, competitivo e seguro, trará mais eletronização inclusive para o varejo. É fundamental que as principais instituições que operam no mercado de varejo ofereçam esse serviço aos seus clientes”.

Agenda BC# e Open Banking

A entrada em cena do sistema de pagamentos instantâneos é mais uma medida da chamada Agenda BC#. Ela prevê a adaptação do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) às modernas tecnologias presentes atualmente no setor.

Outro ponto da agenda de modernização empreendida pela autoridade monetária nacional é o Open Banking. Trata-se de uma premissa que incentiva grandes bancos e fintechs a participarem de um ecossistema conectado para melhorar a experiência do cliente.

Com essas medidas, o Banco Central visa fomentar a competitividade e a inovação no sistema financeiro brasileiro —e, consequentemente, gerar melhores oportunidades e opções para clientes.


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