Imagem da matéria: Polícia faz operação na casa de Philip Han, criador de empresas suspeitas de pirâmide como FX Trading e My Hash
Philip Han, criador da FXTrading e suspeito de pirâmide financeira (Foto: Reprodução/YouTube)

Criador da FX Trading, Philip Wood Han é alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (23). Foram autorizados pela Justiça pedidos de busca e apreensão em sua casa em um condomínio de luxo na cidade de Santana do Parnaíba (SP) e a investigação tem também como alvo Carla Moreia Han, esposa do suspeito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo o inquérito policial, o casal Han é suspeito de criar pirâmides financeiras e promover lavagem de dinheiro por meio das diversas empresas que abriu ao longo dos últimos anos.

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Uma delas foi a FX Trading, que ficou famosa entre grupos de investidores alguns anos atrás. A empresa prometia retornos de 10% mensais, tendo como chamariz o Bitcoin: Han afirmava que o lucro vinha de operações com derivativos envolvendo a criptomoeda e também a arbitragem entre corretoras (comprar em uma exchange por um preço menos e vender para outra por preço maior).

Ao todo, Han criou seis empresas de marketing de multinível:  WCM777, Mr. Link, ifreex, FX Trading, F2 Trading e My Hash.

Reportagem da Folha de S. Paulo repercutida pelo Portal do Bitcoin em maio de 2020 mostrava que existiam três inquéritos distintos contra Han. O volume poderia chegar a R$ 1 bilhão. Na época, o promotor de justiça Renato Davanso, disse que se tratava “de um exemplo típico de estelionato mais sofisticado”.

Segundo a reportagem, uma das vítimas, o juiz aposentado Messias Cocca, de 81 anos, perdeu, juntamente com o filho, mais de R$ 900 mil. O magistrado assumiu que foi ludibriado por esta organização criminosa de nível mundial e que por pouco não investiu R$ 2 milhões, disse a reportagem, que teve acesso ao histórico de um boletim de ocorrência registrado no ano passado.

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Ascensão de Philip Han

Uma reportagem especial do Estadão publicada em 2019 relatava que Philip Han vivia uma vida de luxo e era suspeito de ter coordenado um dos maiores casos de pirâmide financeira do país. O suspeito persuadia seus investidores adornado com um medalhão de ouro 24 quilates no pescoço com o símbolo de um bitcoin.

A vida de luxo do líder da FX Trading, foi construída com patrimônio erguido graças às suas empreitadas de sucesso no marketing multinível, segundo investigadores da Polícia Federal e representantes da Procuradoria da Fazenda.

O brasileiro filho de sul-coreanos construiu, então, seu império graças a uma promessa “milagrosa” de multiplicação de dividendos, diz a reportagem.

‘Quem não conseguir US$ 50 mil por dia é um fracassado’, disse o empresário a sua equipe durante um jantar, antes de um evento no Credicard Hall, em São Paulo, que reuniu 7.000 pessoas em maio deste ano.

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FX Trading no Brasil

Em 2019, a FX Trading Corporation foi proibida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de atuar no mercado brasileiro sob pena de multa diária no valor de R$ 1 mil.

De acordo com o Ato Declaratório CVM 17.142, a empresa vinha atuando de forma irregular, oferecendo serviços de intermediação de valores mobiliários bem como captando clientes brasileiros para o chamado mercado de Forex.

Em julho de 2018, a CVM emitiu uma cartilha falando que não há uma empresa sequer no Brasil autorizada a trabalhar nesse segmento.

No mês seguinte ao alerta da CVM, a FX Trading comunicou várias mudanças nas regras de seu modelo de negócio. Os saques, que eram diários, passaram a feitos uma vez por mês.

Houve, também, mudança nos ganhos de rentabilidade e no chamado plano binário.

No mês seguinte, a FX Trading encerrou as atividades no marketing multinível e deixou muita gente na dúvida sobre os saques atrasados, revoltando investidores.

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O início do fim no Brasil

Logo depois, Philipp Han, que se intitulava como Global Master da companhia, anunciou o fim da FX Trading por meio de um vídeo veiculado no Youtube, já retirado do ar.

Ele relatou sobre o problema dos saques atrasados e prometeu que todos receberiam de volta o valor injetado na empresa.

Cerca de um mês depois do ‘fim das operações’ no Brasil, a já extinta FX Trading mudou o nome para ‘F2 Trading Corp’ e se relançou em Dubai, nos Emirados Árabes. 

Conforme apurou o site Behind MLM na época, a mudança foi só no nome, pois a companhia continuava sob comando de Phillip Han e seus conhecidos colaboradores, bem como mantinha a maioria dos planos e ofertas de seu marketing multinível.

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