Imagem da matéria: Marcas independentes vão destronar grifes de moda no metaverso | Opinião
Desfile da Dolce & Gabbana no Metaverse Fashion Week (Foto:Twitter/Decentraland)

Das passarelas de Nova York e Paris, a próxima parada do mundo da moda é digital: o Metaverse Fashion Week, um evento de quatro dias no Decentraland que começou na quinta-feira (24).

A programação inclui grifes globais de moda, como Dolce & Gabbana e Hugo Boss, que irão exibir suas peças junto com novos designers e marcas digitais que farão sua estreia.

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O evento será bem diferente de uma passarela comum, mas pode oferecer uma prévia do futuro da moda digital, em que a marca é menos importante do que a estética.

Em 2021, muitas marcas tradicionais de moda e luxo entraram para o metaverso pela primeira vez.

Nike e Vans criaram seus próprios mundos no Roblox, onde usuários podem vestir seus avatares com tênis Air Force ou skates de marca.

Balenciaga se uniu ao Fortnite para lançar uma coleção de roupas no jogo, além de lançar o “Afterworld”, seu próprio jogo onde fãs podem experimentar coleções sazonais de forma virtual.

Talvez a maior manchete deste ano tenha sido o leilão da Dolce & Gabbana de uma coleção de nove peças digitais e físicas que foi vendida por 1.885 ETH (cerca de US$ 6 milhões).

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Dado o entusiasmo em que consumidores adotaram os tokens não fungíveis (NFT) e os espaços virtuais, é evidente que luxo e alta costura iriam ocupar seu lugar no metaverso.

Mas é ainda mais evidente que usuários digitais iriam preferir produtos de qualidade e artísticos — independente de terem sido feitos por Rolex ou Timex.

Ao analisar moda como arte, é razoável pensar que a moda digital vai seguir a tendência da arte NFT, com artistas originais e suas coleções se tornando as mais desejadas.

Em particular, designers e marcas desconhecidas que priorizam o metaverso, são os mais adequados para esse paradigma.

No mundo tradicional da moda, grifes têm seu encanto por conta de sua reputação e seus recursos. De modo geral, quando alguém compra na Tom Ford ou Chanel, recebe uma commodity conhecida.

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Existe a expectativa por um material de qualidade, design cuidadoso e produção perfeita – e, portanto, faz alarde por seu altíssimo preço.

Mas atender esses altos padrões custa muito em termos de fornecimento, design e fabricação e é por isso que existem poucas marcas de luxo. Por sua vez, esses obstáculos criam um elemento de escassez, aumentando ainda mais sua atratividade e exclusividade de alta costura.

O metaverso inverte o modelo tradicional, pois as preocupações sobre a qualidade de produção, tamanho ou matérias-primas são irrelevantes. Em um evento digital, qual é a diferença entre vestidos feitos por Dior e vestidos feitos por designers digitais, como DRESSX?

E se as aparências importam no metaverso, você não iria preferir um designer que é nativo à arte digital e familiarizado com a renderização em 3D e implementação de NFTs?

Essa é uma das razões pelas quais empresas de moda estão adquirindo marcas menores e nativas desse espaço que possam operar como paralelos digitais às suas marcas físicas.

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A aquisição do estúdio RTFKT pela Nike foi uma decisão fácil ao considerar como o mercado de tênis em NFT é semelhante ao frenesi em torno do modelo Air Jordan vendido na loja on-line GOAT de Michael Jordan.

A moda digital também parece abrir espaço para que itens pessoais tenham mais do que valor sentimental.

Pense nos seus copos personalizados e moletom do curso da época da faculdade. A Gucci não vai fazer um NFT ou renderizar esses colecionáveis para você, mas diversas marcas independentes irão oferecer (e fazer muito bem) esse serviço no metaverso.

Você pode facilmente vesti-los ou usá-los para exibir partes da sua vida que, por outro lado, estariam juntando poeira em seu guarda-roupa.

Em sua essência, a autoexpressão é a característica principal tanto da moda digital como física, e agora o metaverso serve como outra avenida para criar e expressar identidade.

A diferença é que o metaverso oferece uma gama de escolhas pessoais de estilo que não são possíveis no mundo físico.

Conforme entramos na era da Web3 e do metaverso, consumidores se voltarão para quem lhes permitir criar a identidade que desejam, independentemente da marca.

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*Artigo escrito por Zach Hungate, líder de jogos NFT na plataforma Everyrealm, com a colaboração de Coley Hungate.

**Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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