Imagem da matéria: Irmão do criador da Midas Trend também aplicou golpe com pirâmide financeira
Devanney Santos explicando plano de recuperação das paltaformas Waygetcoin e Waythebest. Imagem: Reprodução/Youtube

“O sistema está quebrado. Não temos dinheiro no caixa, não temos dinheiro para pagar ninguém”. A fala, que aparece em um video no Youtube, é de Devanney Santos, irmão do criador da pirâmide financeira Midas Trend, Deivanir Santos.

Conforme vários vídeos que ainda circulam no Youtube, Devanney já participou de vários golpes além da Midas Trend, dentre eles, BBom e TipsClub. No entanto, o referido vídeo trata de duas extintas plataformas chamadas ‘Waygetcoin’ e ‘Waythebest’.

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Com exceção da BBom — golpe que ficou bastante conhecido ainda na época da Telexfree — e da TipsClub, a Waygetcoin e Waythebest passaram longe das páginas dos jornais.

As duas plataformas, provavelmente comandadas pelos irmãos Santos, usavam como chamativo os investimentos em criptomoedas. O esquema era divulgado através de links pelos associados.

Devanney culpou hackers

Em um vídeo publicado no Youtube, Devanney Santos aparece com um plano de recuperação para ambas plataformas.

Não se tem o histórico de como os sistemas “quebraram”’, mas também não é difícil adivinhar, dado os históricos da Midas Trend e de outros golpes recentes.

Segundo Devanney, os problemas nos pagamentos aconteceram por conta de uma ação errada de um programador e também em razão de uma invasão hacker no sistema. É praticamente o mesmo discurso usado por Deivanir no caso da Midas.

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Para aumentar o drama, ele também disse que “pessoas ativaram contas com comprovantes falsos”.

Diante do problema, Devanney foi criticado e chamado de mentiroso por pessoas que não acreditavam no sumiço do dinheiro. Ele então se defendeu.

“Quem sabe disso sou eu. Quem vivenciou isso foi eu, não vocês”, outra vez um discurso semelhante ao do irmão.

Plano de recuperação

A sugestão de Devanney no vídeo para recuperação da empresa, no entanto, seria nada menos que um golpe dentro do golpe.

Devanney disse que abriria uma nova conta para os clientes e lançaria R$ 130 reais para cada um, independente de quanto fosse seus prejuízos até então.

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Contudo, segundo ele, seriam ativadas apenas 10 contas por semana. Outro ponto: quem tinha investido mais de R$ 1 mil teria uma recuperação diferenciada “com upgrades”, mas sem dar maiores detalhes.

Conforme explicou, com o novo modelo ele iria ajudar os clientes a se reerguer. Uma “conta-mãe”, que ele chamou de “conta principal”, ficaria responsável para distribuir as bonificações e acelerar a recuperação.

Pirâmides TipsClub e D9

Há cerca de três anos, Devanney Santos mostrava um bolo de dinheiro em um vídeo no Youtube. Conforme disse, o dinheiro foi ganho através da da TipsClub.

A empresa usava como chamativo o trading esportivo com investimento em criptomoedas, esquema semelhante ao da D9 Club.

O golpe da TipsClub ficou conhecido depois de aparecer em uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, em agosto de 2017, que denunciava o caso D9 Clube, do Danilo Dubaiano.

Não se sabe se Danilo Santana (Dubaiano) tem um dedo na TipsClub. Segundo a reportagem do Fantástico, o esquema foi criado pelo ex-soldado da Polícia Militar do Estado da Bahia, Isac Gomes Albuquerque. As imagens, porém, sugerem o mesmo tipo de golpe.

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Ainda segundo a reportagem, para a polícia, na época, não havia inovação: a D9 e a TipsClub seriam “novas versões das velhas pirâmides financeiras”.

Clientes e líderes deixados na mão

Na última segunda-feira (27), Deivanir Santos, criador da Midas Trend, voltou a fazer promessas aos clientes com o mesmo discurso de sempre.

No entanto, o site da MidasPay — que ele indicou como sendo a fonte de recuperação — e a plataforma Midas Trend não estão funcionando.

Na live da semana passada, Santos confirmou estar devendo R$ 55 milhões aos clientes.

Uma das vítimas é uma moradora de Salvador (BA) de 47 anos que não quis se identificar. Ela tinha o sonho de comprar imóveis para alugar e caiu no golpe.

Segundo reportagem do jornal A Tarde, a motorista de aplicativo vendeu seu carro, fez empréstimo de R$ 10.000 e investiu tudo no negócio.

A ideia de investidor, diz o jornal, partiu da sugestão de um colega de trabalho, que a persuadiu com a famosa frase “seja seu próprio patrão”.

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Após uma fase de depressão e sem saída para as finanças, a motorista de aplicativo voltou a trabalhar com um carro emprestado.

De acordo com o jornal A Tarde, não são só os clientes comuns que estão desesperados, mas os antigos líderes também.

É o caso de um empresário de Santa Catarina de 45 anos que também pediu para não ser identificado.

Segundo a reportagem, o empresário conheceu a Midas Trend por meio de grupos de WhatsApp e investiu R$ 200 mil. Hoje, com R$ 450 mil presos na empresa e sem data para receber, ele promete agir.

“Deivanir vem enrolando a gente com falsas promessas. Hoje, estamos reunidos em um grupo para entrar com um processo contra a Midas”.

O que é a Midas Trend

A Midas Trend é acusada de pirâmide financeira, onde operava um suposto robô de arbitragem, que multiplicava o dinheiro dos investidores.

O robô de trading que eles anunciavam “trabalhava” com retornos que iam de R$ 380 para quem investisse R$ 130 a R$ 80 mil para quem aplicasse R$ 8 mil.

Além disso, a empresa oferecia os famosos bônus de indicação e binário, típicos de esquemas ponzi.


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