Imagem da matéria: Ex-advogada da Atlas Quantum agora processa a empresa e pede quase R$ 1 milhão
Advogada da empresa em vídeo explicativo (Foto: Reprodução/Youtube)

*Erramos: A petição apresentada no dia 29 com o rol de testemunhas era da autora da ação trabalhista uma vez que a Atlas Quantum ainda não apresentou sua defesa. O texto já foi corrigido.

A advogada Emília Malgueiro, ex-diretora de riscos e controle da Atlas Quantum, entrou com um processo na Justiça do Trabalho contra a empresa do setor de criptomoedas na qual exercia cargo de direção. A ação foi movida no dia 22 de outubro, no valor de R$ 831.737,05.

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Não há informação sobre o que exatamente se trata no processo que tramita na 12ª Vara do Trabalho de São Paulo. Consta no site do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) apenas que o assunto envolve pedido de indenização por dano moral.

A única decisão que consta no processo foi expedida no dia 11 de novembro, em que o juiz César Augusto Fagundes mandou intimar as partes para apresentarem rol de testemunhas para serem ouvidas em audiência que está marcada para acontecer o dia 31 de janeiro.

Ele deu o prazo de cinco dias para que essa lista de testemunhas fosse apresentada. Malgueiro apresentou sua lista no último dia 29 e no dia 12, apresentou fatos novos para complementar a petição inicial. A reportagem não teve acesso a esses documentos.

Procurada, a advogada preferiu não falar sobre o assunto.

Malgueiro contra Atlas Quantum

A relação entre Malgueiro e a Atlas Quantum já não vinha bem desde que se iniciou crise da empresa com os saques bloqueados de bitcoins dos seus clientes. A advogada disse no WhatsApp que a alegação da empresa de que os bitcoins estão bloqueados “é absurda”.

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De acordo com ela, a Atlas teria a “intenção de fazer uma fraude com todas as atitudes que eles estão tomando”. Na visão da advogada, isso poderia ocorrer pois “perderam os fundos ou porque foram bloqueados por algo muito errado que fizeram”.

A situação toda, no entanto, começou há três meses. Malgueiro a chegou a retirar do seu Linkedin que trabalhava na empresa, mas depois voltou atrás. Esse teria sido o início de toda reação da advogada diante do que estava ocorrendo com a Atlas.

Malgueiro foi demitida da empresa no dia 12 de setembro junto com o diretor executivo de Marketing, Marcelo Melo, o diretor de Vendas, Bruno Peroni, e o diretor de Tecnologia, Rodolfo Marun. 

Mas a bomba estaria por vir dias mais tarde, em 25 de setembro, durante audiência pública na Câmara dos Deputados para se apurar as suspeitas de pirâmide em relação à Atlas Quantum. Já fora da empresa, Malgueiro afirmou aos deputados que havia sido demitida porque questionava demais. 

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Rodrigo Marques, CEO da Atlas, sustentou que a demissão da advogada teria ocorrido por questão de problemas econômicos enfrentados pela empresa após a proibição pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A questão, contudo, é que Malgueiro disse também ter ficado com dinheiro preso na plataforma e que seu pedido de saque não foi realizado.

Atlas Quantum na Justiça do Trabalho

Malgueiro não é a única pessoa com ação trabalhista contra a Atlas Quantum. No dia 13 de novembro, o juiz Victor Pellegrino Vivan, da 80ª Vara do Trabalho de São Paulo, concedeu uma liminar favorável a um ex-funcionário da empresa que havia sido demitido sem justa causa, para sacar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o Seguro desemprego.

Ele foi um dentre os mais de 100 funcionários demitidos pela Atlas Quantum. A empresa tem passado por uma profunda crise e há suspeitas de que esteja sem caixa para pagar a rescisão referente aos contratos trabalhistas.


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