Governo da Venezuela distribui bônus com criptomoeda nacional Petro para servidores públicos

Venezuela: com moeda destruída pela inflação, servidores ficam até 7h em fila criptomoeda Petro
Foto: Shutterstock


O governo da Venezuela anunciou que vai distribuir 0,5 da criptomoeda venezuelana Petro (PTR) como bônus de Natal a todos os servidores públicos, aposentados e militares, que são cerca de 8 milhões de trabalhadores.

O comunicado foi feito pelo presidente Nicolás Maduro no domingo (15), durante solenidade dos 20 anos da aprovação da Constituição Bolivariana.

“Esta semana vai começar uma nova etapa quando estaremos depositando a todos os pensionistas e todos os servidores públicos 0,5 petro como ‘Aguinaldo’ (bônus de Natal na cultura do país)”, disse Maduro.

Com a ação, disse o presidente, a Venezuela vai dar início a um novo estágio de proteção econômica para os segurados.

No entanto, para receber o benefício o servidor tem que estar cadastrado na plataforma da Petro criada pelo estado, única rede que suporta a criptomoeda.

O valor da Petro foi estabelecido em US$ 60, cerca de R$ 250. Logo, cada trabalhador irá receber cerca de R$ 125, que é referente a 0,5 PTR.

Desta forma, eles poderão usar o ‘PetroApp’ que foi projetado para permitir que os usuários comprem bens, serviços e façam transferências por meio de smartphones.



Outra opção, segundo o Coindesk, é que o aplicativo também suporta a troca por outras criptomoedas, como Bitcoin, Litecoin e Ripple

Incentivo ao uso da Petro

Contudo, o presidente acredita que o airdrop é uma oportunidade de incentivar o uso da Petro pelos venezuelanos.

A metade de uma Petro é bem superior ao valor do salário mínimo da venezuela, que é inferior a US$ 10 (cerca de R$ 40).

No mesmo discurso, Maduro ainda anunciou que 500.000 petros seriam destinadas aos estados de todo o país para que eles apoiem os municípios.

Criptomoeda controversa

Embora a criptomoeda nacional da Venezuela tenha total apoio do governo, o criptoativo ainda não teve crescimento no mercado de criptomoedas e muito menos acelerou a economia venezuelana.

Isso, mesmo depois de Maduro ter ordenado ao principal banco do país, o Banco de Venezuela, a aceitar a Petro.

Em resumo, a criptomoeda é controversa desde seu white paper, também há desconfiança de sua centralização pelo governo e até mesmo onde estaria o petróleo que dá lastro ao projeto do ditador.

Contudo, há pelo menos 400 empresas que aceitam pagamentos com a Petro, de acordo com um comunicado de imprensa do governo venezuelano.

No mesmo comunicado, diz o site, Maduro pediu mais o uso da Petro para que a criptomoeda fosse tão aceita quanto o bolívar soberano, que é a moeda oficial do país.


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