Imagem da matéria: Esposa do Faraó do Bitcoin diz ter chorado ao ter conta bloqueada e pede que clientes da GAS Consultoria pressionem autoridades
Mireliz é acusada pelo MP-RJ de crimes contra o sistma financeiro (Foto: Reprodução)

Esposa do “Faraó do Bitcoin” Glaidson Acácio dos Santos e foragida da Justiça por sua participação na GAS Consultoria, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa publicou mais um vídeo nesta sábado (9). Dessa vez ela falou sobre as operações com criptomoedas e a GAS Consultoria, empreendimento que é acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser uma pirâmide financeira.

Mirelis disse que, 20 dias depois de Glaidson ser preso, ainda conseguiu fazer pagamentos para clientes. Sua última cartada foi fazer uma nova conta na Binance, depositar lá as critpomoedas que tinha para tentar multiplicar o valor com negociações e pagar os clientes.

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“No dia seguinte bloquearam a conta. Eu chorei e chorei. E os clientes, não vão receber?”, questiona.

Ela afirma que não é correta a informação de que ela seria a administradora da operação da GAS Consultoria e que ainda teria acesso a uma parte do dinheiro da empresa.

Pressão popular

O motivo do vídeo parece ser colocar uma pressão popular nas autoridades. Mirelis diz que não culpa os clientes da GAS que dão entrevistas criticando a empresa, mas pede que todos façam como ela.

“Peço que cada cliente que tem dinheiro para receber da GAS, que faça um vídeo contando sua história. A culpa não é nossa, e sim dessa operação”, afirma, se referindo à operação Kryptos, que terminou com a prisão do marido.

A esposa de Glaidson parece confusa com sua situação legal. Ela diz que é mentira que seria foragida, como afirma a imprensa, pois foi da Venezuela ao Brasil buscando uma vida melhor como muitas outras pessoas.

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Mas Mirelis é foragida da Justiça pois há uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro acusando-a de cometer crimes contra o sistema financeiro nacional.

Mireliz e Glaidson são acusados pelos Ministério Público Rio de Janeiro de terem “promovido, constituído, financiado e integrado organização criminosa preordenada à prática de crimes contra o sistema financeiro, contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro”.

No dia 5 de julho Mirelis publicou seu primeiro vídeo.

Conheceu o Bitcoin em 2013

No vídeo Mirelis conta que ouviu falar pela primeira vez de Bitcoin em 2013 quando estava na Guatemala, lendo um post de blog de um americano, o qual jogou no tradutor do Google para entender.

“Comecei nesse mundo cripto quando ninguém sabia nada, muitas poucas pessoas sabiam de Bitcoin. Eu conheci antes de 2013. Estava na Guatemala quando vi um texto de um americano falando sobre Bitcoin. Você jogava Bitcoin no Google nessa época não aparecia nada”, conta.

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Inicialmente ela diz ter feito uma grande confusão: “Achava que Bitcoin eram as moedas do game Fable e joguei um monte para conseguir as moedas. Depois descobri que não valiam nada”.

A mudança foi quando entrou em grupos de Facebook sobre o tema e começou a entender como comprar, vender e armazenar criptomoedas.

Prisão de Glaidson

Glaidson foi preso na manhã do dia 25 de agosto de 2021 no âmbito da operação Kryptos da Polícia Federal, acusado de orquestrar uma fraude milionária. Na ocasião, outros suspeitos foram presos e outros se tornaram foragidos, como a esposa de Glaidson, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa.

Como resultado, os agentes da PF e Receita Federal apreenderam 591 bitcoins, dezenas de carros de luxo e mais de R$ 13 milhões em espécie.

A GAS Consultoria se apresenta como empresa de investimentos com promessas de rendimentos que supostamente viriam de trading com criptomoedas.

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No mês passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus para Glaidson. Segundo informações do jornal O Globo, os ministros  da 5ª Turma do revogaram sua prisão preventiva no caso referente à Operação Kryptos. No entanto, este é um dos quatro processos pelos quais Glaidson responde. Portanto, ele segue preso.

Bens bloqueados

No momento, encontram-se bloqueados pela pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio cerca de R$ 400 milhões em criptomoedas e bens confiscados de Glaidson e sócios na Operação Kryptos.

A juíza Rosália Moneiro Figueira, titular da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, considerou que esses bens podem ser transferidos para a União ao invés de serem usados para pagar os credores da GAS.

O que leva a magistrada a considerar a possibilidade da Justiça enviar os bens aos cofres do Governo é a não comprovação da origem dos ativos, pois, segundo investigadores federais, os bens podem pertencer a criminosos.

No início do mês, a Justiça do Rio de Janeiro determinou que a GAS Consultoria tem até o dia 30 de junho para informar sua lista de clientes, o valor devido e os recursos disponíveis para ressarcimento dos credores.

No final de maio, o Escritório de Advocacia Zveiter começou a cadastrar em seu site os credores da GAS Consultoria. Na ocasião, pelo menos 10 mil credores já constavam na lista.

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