Imagem da matéria: Escritório de advocacia Nelson Wilians suspende contrato com Bitcoin Banco
(Foto: Shutterstock)

O escritório de advocacia Nelson Wilians suspendeu o contrato e não defende mais o Bitcoin Banco. A assessoria de imprensa do escritório confirmou a informação e alegou que o motivo foi “por questões contratuais”.

O rompimento foi divulgado primeiro na sexta-feira (08) pelo jornalista curitibano Fabio Campana — um dos raros a abordar o tema de forma crítica.

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Nelson Wilians é uma das maiores bancas do Brasil e, como possui escritórios em diversos estados, é capaz de enfrentar processos em massa. Algo que útil ao Bitcoin Banco, que vem sofrendo diversos processos em vários estados brasileiros.

O escritório também foi o responsável por bolar a estratégia de acordos com os clientes que está sendo implementada pelo Bitcoin Banco. Por um tempo, também negociaram diretamente com as partes por meio de um email e um telefone específico.

Questionada, a assessoria de imprensa do Bitcoin Banco não respondeu até a publicação desta reportagem. Não se sabe, portanto, se outro escritório assumirá o caso ou quando isso ocorrerá.

Crise do Bitcoin Banco

Desde pelo menos o dia 17 de maio, as exchanges do Bitcoin Banco estão com os pagamentos praticamente travados.

No início de julho, um Porsche, duas Maserati, uma BMW, uma Mercedes Benz, entre outros carros, foram bloqueados pela justiça do Espírito Santo de uma empresa criada em dezembro de 2018 por Cláudio Oliveira, fundador do Bitcoin Banco.

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No mês passado, a empresa chegou a propor alternativas de pagamentos que podem levar até 180 dias. Contudo, as opções dispostas no acordo envolvem apenas Bitcoin e a BR2EX, criptomoeda criada pela empresa.

Muitos dos clientes, insatisfeitos com os saques travados, resolveram apelar ao Judiciário. Em um dos casos, a Justiça mandou bloquear quase R$ 6 milhões das principais empresas do grupo. Contudo, as contas estavam vazias. O valor bloqueado foi de R$ 130 mil, sendo R$ 122 mil na BAT.

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