Imagem da matéria: Dubai repreende os fundadores da Three Arrows Capital por lançarem exchange sem autorização

Os fundadores do fundo privado que faliu em 2022, Three Arrows Capital (3AC), encontraram-se em maus lençóis com o regulador de criptomoedas de Dubai devido a seu novo projeto: OPNX.

Kyle Davies e Su Zhu, os cofundadores da 3AC, estão entre as cinco pessoas que receberam uma repreensão por escrito da “Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais de Dubai” (VARA, na sigla em inglês) em relação ao empreendimento recém-lançado Open Exchange (OPNX).

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O site, que entrou no ar no mês passado, estava oferendo serviços virtuais de troca de criptoativos sem possuir nenhuma licença regulatória, de acordo com um comunicado da VARA.

A OPNX oferece negociação à vista e de futuros e também disse que lançará um serviço que permite aos investidores negociarem reivindicações de falência para plataformas insolventes como FTX e Celsius.

Funcionários da VARA dizem que emitiram ao OPNX e seus fundadores uma ordem de “Cessar e Desistir” em fevereiro, o que resultou na aplicação de algumas restrições em relação aos residentes de Dubai e do restante dos Emirados Árabes Unidos (EAU). No entanto, eles não foram aplicados de forma abrangente em todos os canais de comunicação, levando a um segundo aviso de “Cessar e Desistir” em março.

A OPNX então lançou sua exchange em 4 de abril, levando a agência a emitir um alerta sobre o assunto, antes de enviar a reprimenda por escrito em 18 de abril.

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Mark Lamb e Sudhu Arumugam, que cofundaram a empresa com Davies e Zhu, também foram abordados na reprimenda, assim como a CEO da OPNX, Leslie Lamb.

“Após o lançamento e com a contínua falta de ação corretiva satisfatória por parte das partes responsáveis, a VARA continua monitorando ativamente a situação e investigando a atividade da OPNX para avaliar outras medidas corretivas que possam ser necessárias para proteger o mercado”, disse o regulador em sua declaração.

CoinFlex, fundadores da 3AC se unem

Os planos para o OPNX se tornaram públicos pela primeira vez em janeiro, quando um pitch deck vazado mostrou que os quatro fundadores pretendiam levantar US$ 25 milhões e chamariam a nova corretora de GTX “porque G vem depois de F”, em uma referência ao colapso da FTX. O nome foi posteriormente alterado.

O projeto é uma colaboração entre os fundadores da 3AC e os fundadores da bolsa de derivativos CoinFLEX, que está atualmente em processo de reestruturação.

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A OPNX usa o token nativo FLEX da CoinFLEX, enquanto sua CEO Leslie Lamb é diretora de marketing da CoinFLEX e casada com Mark Lamb.

O 3AC implodiu no verão passado depois de sofrer pesadas perdas com o colapso do ecossistema Terra (LUNA), mas já foi um dos maiores fundos de hedge com foco em criptoativos.

Na seção “sobre nós” do site da OPNX, os fundadores apontam os problemas de seus empreendimentos anteriores como positivos.

“Acreditamos que os fundadores que alcançam grandes alturas e depois caem aprendem as lições mais importantes e, portanto, têm mais a contribuir”, diz a página. “Nossa responsabilidade é usar a sabedoria adquirida para construir um mundo financeiro mais robusto, aberto e transparente para todos.”

*Traduzido por Vini Barbosa com autorização do Decrypt.

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