Perlla e Patrick Abrahão posam para foto no dia do casamento
Perlla e Patrick Abrahão posam para foto (Imagem: Reprodução)

O casal Luciane Caroline Ribeiro e Alexandre Rodrigues da Silva, que eram investidores da pirâmide financeira Trust Investing, estão processando a cantora Perlla, seu marido Patrick Abrahão e o pai dele, Ivonélio Abrahão, para tentar recuperar o investimento de R$ 146 mil perdido no esquema.

De acordo com o colunista Anselmo Gois, do jornal O Globo, o casal ressalta no processo que Patrick e Ivonélio são sócios da Trust Investing e que a empresa vendia pacotes de investimentos e aportes em criptomoedas, prometendo lucro rápido. Apesar de alvo da ação, Perlla não tem envolvimento com a empresa e não foi alvo das investigações da Justiça.

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O casal que abriu a ação teria investido R$ 146 mil, mas passou a ter dificuldade para acessar seus ativos e em seguida foi bloqueado na plataforma. Luciane e Alexandre pedem a devolução do valor investido, além de indenização, por danos morais, no valor de R$ 100 mil.

Em outubro de 2022 e Polícia Federal deflagrou a operação La Casa de Papel, que desmantelou a pirâmide financeira Trust Investing e prendeu cinco suspeitos de liderar o esquema: Diego Chaves, Diorge Ribeiro Chaves, Fabiano Lorite, Patrick e Ivonélio Abrahão. O diretor da Trust Investing Cláudio Barbosa também foi alvo do mandado de prisão, mas até hoje se encontra foragido.

Na época, a Polícia Federal também cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e confiscou desde cabeças de gado e ovelhas até carros de luxo, joias, esmeraldas e R$ 1,2 milhão em criptomoedas.

Em agosto deste ano, Patrick e Ivonélio, além de Diorge e Diego Chaves, foram soltos após decisão da juíza Júlia Cavalcante Silva Barbosa, da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande/MS. Desde então, em suas redes sociais, Patrick deixou de falar sobre criptomoedas e de exibir uma vida de luxo, passando a postar apenas fotos e vídeos cantando com sua esposa Perlla.

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O que é a Trust Investing?

A Trust Investing é uma pirâmide financeira que dizia operar com o trade de criptomoedas para gerar supostos lucros de mais de 300% ao ano em seus pacotes de investimentos.

Em outubro de 2021, a Trust bloqueou a conta de todos os clientes alegando ter sofrido um ataque hacker. Na época, a empresa disse que os pagamentos voltariam a acontecer em três meses — o que não aconteceu.

A empresa, devendo R$ 4,1 bilhões aos investidores que mantinha no Brasil, Espanha e em diversos países latino-americanos, dava diferentes desculpas para não efetuar os pagamentos.

Um dia antes de ruir quando a Polícia Federal deflagrou a operação La Casa de Papel, os principais líderes da Trust Investing ainda divulgavam os futuros planos da empresa, prometendo pagar dividendos “por muitos anos” aos clientes.

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Desde então, os acusados já tentaram diversas vezes sair da prisão. Em dezembro do ano passado, a Justiça negou pedidos de liberdade dos líderes da Trust Investing. Recentemente, em junho de 2023, foi a vez do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido de Habeas Corpus de Diorge Ribeiro Chaves.

No início de agosto de 2023, após um interrogatório em que foi revelado um esquema para manipulação do preço do token Truster Coin (TSC), os diretores da Trust foram soltos da prisão após a juíza do caso entender que eles poderiam aguardar o julgamento em liberdade.

Algumas semanas depois, Patrick Abrahão prestou depoimento na CPI das Pirâmides Financeiras, dizendo que conheceu Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria e conhecido como “Faraó do Bitcoin”, quando ambos estavam presos.

Na ocasião, ele afirmou ainda que não tem nenhum tipo de relação com Glaidson e que ambos se conheceram apenas no presídio. O investigado repetiu inúmeras vezes ser apenas um investidor comum da Trust e não um sócio, e afirmou que foi lesado em quase R$ 1 milhão quando o saque do token da empresa foi travado.

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