Imagem da matéria: Bitcoin tem força para bater novo recorde de preço? Especialistas respondem
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Nesta terça-feira (27), o Bitcoin subiu mais de 10% e atingiu US$ 57 mil, seu preço mais alto desde novembro de 2021. Neste cenário, a criptomoeda terá agora seu maior teste na busca para tentar revisitar — e superar — o maior preço da história (“all-time high”, na expressão em inglês). No dia 10 de novembro de 2021, o BTC superou os US$ 68,7 mil, uma marca que agora parece bem próxima de ser batida.

O Portal do Bitcoin entrevistou diversos especialistas para saber se a próxima máxima histórica deve ser renovada e quais os fatores que estão impulsionando a decolagem atual da criptomoeda líder do mercado.

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Sebastián Serrano, CEO da Ripio, afirma que já está evidente que 2024 certamente será um dos anos mais importantes na história do ativo. “É muito provável que, até o final do ano, ninguém duvide que o Bitcoin seja o ouro digital da nova economia”, disse.

O executivo ressalta que a aprovação dos ETFs nos Estados Unidos e a iminente chegada do halving podem “permitir a busca de novas máximas históricas ainda neste ano”. Serrano aponta que a inflação global continua a aumentar e que isso já está aumentando a adoção do BTC. 

“Na Ripio, é nítido o aumento do interesse dos usuários pelo Bitcoin. Em janeiro deste ano, o token representou 40% do total de compras no app da Ripio globalmente. Isso corresponde a um aumento de cerca de 30% na comparação com dezembro de 2023”, revelou.

André Franco, head de research do Mercado Bitcoin, afirma que o motor da alta é o fluxo intenso nos ETFs. “Ontem foram US$ 280 milhões que entraram via os produtos ETF. E o mais interessante é que a Grayscale só retirou US$ 39 milhões, o que é um dos menores patamares desde que começou a negociação dos ETFs”, disse.

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O gerente de experiência do cliente da NovaDAX, César Felix, afirma que o “efeito dos ETFs ainda é perceptível, mas com certeza não é o único fator a impulsionar o Bitcoin até seu caminho ao all-time high, como por exemplo, a expectativa de queda de juros nos EUA e o halving”. 

O CEO da Liqi, Daniel Coquieri, acredita que o recorde de preço pode ocorrer antes do halving, previsto para ocorrer entre 16 e 17 de abril. “A aprovação dos ETFs à vista de Bitcoin pela SEC demonstrou que há uma demanda muito grande dos institucionais pelo Bitcoin, além disso, esse ano temos o halving, que torna o Bitcoin mais escasso e esse combo é perfeito para que o Bitcoin siga subindo”, afirma. 

Andrés Salcedo, head de cripto da Bitso, também ressalta a importância do halving e da adoção institucional: “Estamos em um momento emocionante na história do Bitcoin com o halving e sua exposição em mercados tradicionais através dos ETFs. A redução da oferta de Bitcoin minado, prevista para abril de 2024, é um componente crucial na dinâmica de oferta e demanda que rege o mercado.”

Lucas Panisset, assessor de investimentos na Transfero Prime, lembra que “a entrada vigorosa do setor de varejo nesse mercado também está contribuindo ainda mais para o aumento do preço do ativo”.

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Pedro Gutierrez, diretor da CoinEx, diz que outro aspecto crítico a considerar é a “evolução da percepção do Bitcoin não apenas como um ativo especulativo, mas também como uma proteção contra a inflação e uma potencial reserva de valor. Esta narrativa em mudança levou muitos investidores a verem o Bitcoin como uma adição valiosa às suas carteiras”. 

Flávia Jabur, analista de mercado, compartilha sua visão sobre os fatores que estão por trás dessa ascensão: “O preço do Bitcoin subiu mais de 255% desde janeiro do ano passado e agora estamos relativamente próximos à máxima histórica de US$ 69 mil. A aprovação dos ETFs à vista de Bitcoin pela SEC, que comprovou a existência de uma demanda institucional muito grande, e o halving que está se aproximando, são alguns dos principais motores dessa movimentação.”

Momento inédito para o Bitcoin

Beto Fernandes, analista da Foxbit, destaca a maturidade crescente do mercado de criptomoedas como um diferencial para o momento atual. “O potencial do Bitcoin em renovar mais uma vez sua máxima é bem grande. Estamos vivendo algo talvez inédito, com o mercado de criptomoedas nunca tendo estado tão maduro. Com os ETFs e uma caminhada regulatória mais assertiva, a estrada está bem pavimentada para novas máximas”, projeta.

Ele também pondera sobre a influência de outros fatores além dos ETFs: “A recente alta do Bitcoin está muito mais voltada aos fundamentos que seu próprio mercado tem gerado, como o halving estimado para abril. Isso, junto ao volume de criptomoedas acumulado pelos ETFs, dá a sensação de estar acelerando o processo de valorização.”

Não apenas ETF: analista aponta outros fatores

Um olhar que destoa da maioria é o de Marcel Pechman. O analista afirma que atribuir a alta do Bitcoin apenas ao influxo dos ETFs é “o mesmo que dizer que o Bitcoin subiu porque teria tido muita compra na Coinbase ou outra corretora”. 

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“Isso que as pessoas falam é apenas para enganar o grande público. Não dá para dizer que o que causou a alta foi o inflow no ETF. Porque para cada dólar que foi comprado, teve um dólar de Bitcoin sendo vendido. O que está acontecendo é que as pessoas estão com mais apetite. Estão dispostas a pagar mais caro”, afirma. 

Segundo Pechman, os fatores da alta são macroeconômicos, como a bolha da Inteligência Artificial e a percepção de que as economias vão voltar a imprimir dinheiro.

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