Imagem da matéria: As criptomoedas que mais valorizaram depois do tombo da semana passada
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O mercado cripto parece finalmente ter encontrado o caminho da recuperação após um começo de ano de perdas brutais.

Bitcoin está em alta de 8,1% no acumulado dos últimos sete dias e é vendido a US$ 38.016. A criptomoeda número dois no mercado, Ethereum está em alta de 8,6% e cotada em US$ 2.610, segundo dados do CoinGecko.

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Durante a semana passada, ambas as líderes do mercado caíram para o menor preço desde o inverno de 2021. O Bitcoin bateu em um fundo de US$ 33.707, enquanto o Ethereum caiu para US$ 2.172 no mesmo dia.

Diversas outras importantes criptomoedas estão indo particularmente bem: Avalanche (AVAX), o desafiante da Ethereum, está em alta de 22% na semana e quase em US$ 72, enquanto Dogecoin (DOGE) e Polygon (MATIC) apresentam valorização de 11%.

Solana passa por terremoto

Solana (SOL) teve uma semana dramática: uma olhada de relance mostra Solana com alta de 1,4% na semana; mas na segunda-feira (24) o token perdeu 16% do seu valor em 24 horas e depois registrou uma queda de 42% no acumulado de sete dias, após um congestionamento na rede ter feito a blockchain ter um apagão. Agora está em seu caminho de recuperação.

O cofundador da Solana, Anatoly Yakovenko, reconheceu que a rede estava tendo problemas de “dores de crescimento” após vários usuários reclamarem nas redes sociais. O executivo disse que, apesar de todos os problemas, a rede seguiu funcionando, embora estivesse processando 800 transações por segundo, o que é um quarto do normal.

Terra (LUNA) em dificuldade

Quem mais perdeu nessa semana entre as 20 maiores criptomoedas por valor de mercado foi Terra (LUNA). A queda na semana foi de 17% e o token é vendido por US$ 51. Considerando que a queda veio após um período longo de muito crescimento e que nas últimas 24 horas a moeda já apresenta crescimento de 2,5%, não parece haver motivo para preocupação.

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Previsão para o dólar digital

Na segunda-feira (24), o Bank of America divulgou um estudo que conclui que moedas digitais de bancos centrais (CBDC, central bank digital currencies) são “a evolução inevitável das atuais moedas eletrônicas” e que um dólar digital poderia ajudar a manter a moeda norte-americana como a reserva fiduciária mundial. O relatório estimou que o dólar digital será criado entre 2025 e 2030.

Fim do Ethereum 2.0

Também na segunda-feira outra grande notícia foi que o Ethereum 2.0 não está mais a caminho.

Antes de cuspir o café: não, nada do que foi prometido no Ethereum 2.0 foi cancelado. A rede ainda irá migrar para o mais energeticamente verde sistema de proof of stake. Mas a Fundação Ethereum está renomeando o processo.

A entidade resolveu acabar com o nome, pois Ethereum 2.0 dava a impressão que a rede iria passar por uma mudança completa, quando na verdade as fundações serão mantidas e as novidades serão incorporadas como uma “camada de consenso”.  

Rússia e as criptomoedas

Na terça-feira o ministro de Finanças da Rússia reagiu a declarações do Banco Central de querer banir as criptmoedas. O diretor do departamento de política do ministério, Ivan Chebeskov, disse ser “preciso permitir o desenvolvimento dessas tecnologias para desenvolver regulação, e não proibir”.

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No dia seguinte, o presidente Vladimir Putin disse para oficiais do governo em uma call que, em despeito à atitude dura do banco central, a Rússia tem certas “vantagens competitivas”  quando se trata de mineração de criptomoedas, incluindo uma abundância de eletricidade e mão de obra especializada em tecnologia.

Cazaquistão corta energia

No Cazaquistão, o governo interrompeu o fornecimento de eletricidade para mineração de criptomoedas entre 24 e 31 de janeiro.

Desde que a China começou a repressão total, muitos mineradores foram para o Cazaquistão, que rapidamente se tornou o segundo país na atividade mundial de produção de Bitcoin. O corte de energia não parece ter atingido o hashrate.

FMI e El Salvador

Na terça-feira, o Fundo Monetário Internacional alertou que El Salvador deve parar de usar Bitcoin como moeda lega, o que o país tem feito desde setembro.

O FMI acredita o Bitcoin é um problema para El Salvador: a economia está diminuindo enquanto a dívida pública está aumentando, e usar algo volátil como Bitcoin “aumenta os riscos” de paralisar a recuperação econômica do país.

Nayib Bukele, president de El Salvador, deu de ombros para os conselhos.  

ETF negado

Na quinta-feira, a Securities and Exchange Commission, CVM dos Estados Unidos, rejeitou a aprovação de um ETF de Bitcoin da empresa Fidelity.

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A companhia gerencia US$ 4 trilhões em ativos e lançou um ETF de Bitcoin no Canadá em dezembro. Mas cripto ainda tem um longo caminho para percorrer junto aos reguladores dos Estados Unidos.

*Traduzido e editado por Fernando Martines com autorização do Decrypt.co.

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