Mãos manipulando cotações
Indícios apontam para manipulação do preço da StormX (Foto: Shutterstock)

Na madrugada desta quinta-feira (27), a exchange UpBit anunciou a listagem do token MultiversX (EGLD), nativo da rede Elrond. O anúncio foi feito à 01:19h no site oficial e à 01:47h no Twitter da maior exchange sul-coreana; no entanto, o preço do criptoativo subiu 35% horas antes do comunicado ao mercado, o que pode ser um indício de um possível caso de insider trading, ou informação privilegiada.

O movimento de alta de 35% do EGLD começou exatamente 24 horas antes do anúncio, à 01:00h da madrugada de quarta-feira (26). E a maior valorização se deu no intervalo das 21:00h às 23:00h.

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Após o anúncio, a capitalização de mercado do MultiversX caiu cerca de 9% e, por volta das 11h30, EGLD é negociado por US$ 45,14 a unidade.

Capitalização de mercado do MetaversX (EGLD) com velas de uma hora no TradingView, mostrando a valorização de 35,65% no período reportado, horas antes da listagem na UpBit
Capitalização de mercado do MetaversX (EGLD) com velas de uma hora no TradingView

Usuários da UpBit poderão negociar o Token do Multiverso com Bitcoin (BTC) ou na moeda local: Won Sul Coreano (KRW).

O CEO e fundador do MultiversX, Beniamin Mincu, comentou sobre a listagem em seu twitter pessoal.

“Aumento significante de exposição e adoção para EGLD e MultiversX. Mais de 8,9 milhões de usuários podem agora descobrir e negociar EGLD na maior exchange Coreana e segunda maior exchange do mundo”

https://twitter.com/beniaminmincu/status/1651555320227934211

MultiversX é um protocolo blockchain que busca oferecer “velocidades de transação extremamente rápidas usando sharding“, segundo o CoinMarketCap. O projeto se descreve como um ecossistema de tecnologia para a nova internet, que inclui fintechs, finanças descentralizadas e IoT.

O protocolo é parte do ecossistema Elrond, cujo token nativo é o EGLD.

Histórico de grandes exchanges e o efeito de listagem de criptoativos

No começo do ano, o irmão de um ex-funcionário na Coinbase foi condenado por seu papel em um esquema de insider trading envolvendo a listagem de tokens na exchange norte-americana. A prática de “insider” envolve o uso de informação privilegiada para obter lucro no mercado financeiro.

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Saiba mais: Homem é condenado por usar informação privilegiada para lucrar com criptomoedas

O lucro era possível pela popularidade da empresa. Fazendo com que os ativos digitais tivessem o costume de valorizar quando a plataforma anunciava sua listagem — fenômeno conhecido como “efeito Coinbase”.

Em 2022, o jornalista Colin Wu levantou suspeitas parecidas com supostos esquemas de listagem envolvendo a Binance, de CZ.

Em 2017, o entusiasta e investidor Roger Ver fez comentários sobre a prática de “Insider Trading” envolvendo a listagem do Bitcoin Cash (BCH) na Coinbase: “o abuso de informações não é crime”, disse Roger Ver.

No entanto, a prática é condenada por diversos países. Nos Estados Unidos a pena máxima é de 20 anos de prisão, sendo um crime afiançável. No Brasil, o uso indevido de informação privilegiada pode ser punidos em diversas esferas, com penas de 1 a 5 anos de prisão na esfera penal.

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