“Vão quebrar, mas é assim que se começa”, diz Henrique Bredda sobre novos investidores da Bolsa

Gestor deu conselhos para as novas pessoas físicas que estão entrando na bolsa

Henrique Bredda (Foto: Reprodução/Divulgação)


Henrique Bredda, gestor do fundo de investimentos da Alaska Asset Management, compartilhou neste sábado (25) um pouco da sua experiência no mercado financeiro. Sua reflexão no Twitter sugere alerta, mas também serve como motivação para os novos investidores da Bolsa.

“Muitas pessoas físicas que estão começando a investir em ações agora vão perder? Vão. Alguns quebrarão? Sim. Alguns mais de uma vez. Mas é assim que se começa!”, escreveu Bredda no Twitter.

A fala acontece dias depois da influencer Gabriela Pugliesi aparecer operando na bolsa de valores, afirmando que sua mais nova ocupação é a de day trader, cuja atividade é comprar e vender ações no mesmo dia. “Nasci pra isso”, disse ela na ocasião.

Começou quebrando

Na série de tuítes, Bredda revelou como debutou no mercado de ações. “Comecei quebrando, mais de uma vez”. Segundo ele, “fazia um monte de burrices”.

Apesar de renomado no mercado, o gestor fez questão de advertir que no setor financeiro se aprende todo dia. Sobre seus erros, afirmou:

“Hoje [cometo] menos, mas ainda continuo cometendo”.

Segundo Bredda, não há outra forma das pessoas começarem a operar sem passar por uma combinação de erros e perdas — “aprende e volta; quebra e reconstrói”, escreveu. Conforme explicou, esse tipo de performance é normal quando se começa a investir.



“Investidores ou gestores profissionais que conheço, a maioria já quebrou nas primeiras burrices na física”, comentou.

E Bredda discorreu sobre o próprio tuíte. “Excesso de zelo com os iniciantes pode estar sendo disfarce para egoísmo de experientes”. Para ele, sugere o texto, é dever moral dos especialistas não desencorajar os novos atores e ajudá-los no processo de aprendizagem.

Bolsa é para todos

O especialista também foi harmonioso no que diz respeito a novos entrantes no mercado de ações. Ele disse que entende a preocupação de alguns grupos de investidores, mas rejeita “a pequenez” daqueles que se sentem desconfortáveis pela democratização do setor.

“Não temos o direito de tirar essa possibilidade, essa liberdade das pessoas físicas começarem”, comentou, acrescentado:

“É como criar um menino eternamente na bolha do apartamento. Não temos o direito de privá-lo de ralar o joelho jogando bola na terra, tomar picada de abelha, ou ver que a vida é dura”.