Imagem de Glaidson Acácio dos Santos, mais conhecido como Faraó do Bitcoin
Glaidson Acácio dos Santos, mais conhecido como Faraó do Bitcoin (Foto: Reprodução)

Nesta quinta-feira (25) o criador da GAS Consultoria, Glaidson Acácio dos Santos, completa um ano na prisão. O “Faraó do Bitcoin” foi preso em 25 de agosto de 2021 em uma operação da Polícia Federal que resultou numa apreensão multimilionária. Esse foi só o início de uma nova jornada do ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.

Glaidson foi preso por ser suspeito de criar uma pirâmide financeira. A PF o encontrou em um casa em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Junto com ele foram apreendidos R$ 15,3 milhões em espécie, entre notas de real, dólar e euro — e também barras de ouro.

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Muito mais valioso que os valores em moeda fiat foi o butim em criptomoedas: a PF conseguiu apreender 591 bitcoins. Naquele momento o BTC estava cotado em US$ 49.320, o que equivalia a um total de R$ 29 milhões.

Agora, com o BTC valendo US$ 21.666, o montante caiu de valor para US$ 12,8 milhões.

Picanha e celular

A etapa de Glaidson preso foi marcada em um primeiro momento pela prevalência de seu poder e riqueza dentro do presídio Joaquim Ferreira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

Uma reportagem do portal G1 mostra que Glaidson recebia uma série de visitas irregulares, inclusive de funcionários públicos. Uma busca nos arredores de sua cela resultou na apreensão de celulares e peças de picanha.

A denúncia fez com que o suspeito fosse transferido para Bangu 1, penitenciária de segurança máxima, conforme informa o jornal Extra. Mas sua estadia lá não durou muito: a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) acatou uma decisão da Justiça Federal e transferiu o ex-pastor de volta para o presídio original em outubro.

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A juíza Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal, disse não ter sido provado que as carnes e os celulares eram de fato de Glaidson.

Fãs comemoram soltura que não ocorreu

Em outubro, um momento pitoresco ocorreu. Centenas de clientes da GAS Consultria comemoraram por engano a liberdade de Glaidson Acácio dos Santos. “Uh, é G.A.S”, gritaram seus apoiadores.

Mas era uma informação errada que se espalhou. Naquele dia, por 2 votos a 1 o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou mais um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-garçom.

Veja abaixo a comemoração:

Réu por homicídio

Inicialmente, Glaidson foi preso por ser suspeito de criar uma pirâmide financeira por meio da GAS Consultoria.

Mas durante seu tempo atrás das grades, seu caso se tornou muito mais sério. A Justiça Estadual do Rio de Janeiro acolheu duas denúncias e Glaidson é reu por homicídio e tentativa de homicídio.

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No homicídio cocretizado, Glaidson é acusado de encomendar a morte de Wesley Pessano em julho de 2021 em São Pedro da Aldeia (RJ). A vítima seria concorrente do Faraó na captação de clientes com criptomoedas de chamariz na Região dos Lagos, conforme aponta reportagem do G1.

A tentativa de homicídio se refere a uma suspeita de ter encomendado o assassinato de Nilson Alves da Silva em março deste ano.

Conforme aponta reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Nilson estaria espalhando pela cidade de Cabo Frio (RJ) que o dono da GAS seria preso e isso motivou a encomenda de seu assassinato por Glaidson.

O ataque ocorreu no dia 20 de março deste ano, quando um carro parou ao lado do veículo de Nilson durante o sinal fechado de um semáforo. Os quatro homens supostamente contratados pelo “Faraó” fizeram seis disparos. Nilson foi atingido e está cego e paraplégico por conta do atentado.

O destino dos Bitcoins do Faraó

A  3ª Vara Federal Criminal do Rio bloqueou cerca de R$ 400 milhões em criptomoedas e bens confiscados de Glaidson e sócios alvos da Operação Kryptos.

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A juíza Rosália Moneiro Figueira, titular da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, considerou que esses bens podem ser transferidos para a União ao invés de serem usados para pagar os credores da GAS.

O que leva a magistrada a considerar a possibilidade da Justiça enviar os bens aos cofres do Governo é a não comprovação da origem dos ativos, pois, segundo investigadores federais, os bens podem pertencer a criminosos.

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