Imagem da matéria: Glaidson dos Santos é indiciado por tentativa de homicídio contra concorrente da GAS Consultoria
Glaidson Acácio dos Santos, fundador da GAS Consultoria. (Foto: Reprodução/YouTube)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou na quarta-feira (27) o indiciamento de Glaidson Acácio dos Santos por tentativa de homicídio. O dono da GAS Consultoria, também conhecido como Faraó do Bitcoin, é suspeito de encomendar o assassinato de Nilson Alves da Silva em março deste ano.

Conforme aponta reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Nilson estaria espalhando pela cidade de Cabo Frio (RJ) que o dono da GAS seria preso e isso motivou a encomenda de seu assassinato por Glaidson.

Publicidade

Ambos eram concorrentes no mercado de captação de dinheiro com alegação de que iriam investir em criptomoedas. “Nilsinho”, como é conhecida a vítima, teria dito para as pessoas tirarem o dinheiro da GAS Consultoria e passarem para ele.

O ataque ocorreu no dia 20 de março deste ano, quando um carro parou ao lado do veículo de Nilson durante o sinal fechado de um semáforo. Os quatro homens supostamente contratados pelo “Faraó” fizeram seis disparos. Nilson foi atingido e está cego e paraplégico por conta do atentado.

“Para dar início à empreitada criminosa, o ‘faraó dos bitcoins” determinou que um comparsa de confiança contratasse os executores do delito. Para dificultar a investigação policial, quatro indivíduos contratados para matar a vítima utilizaram um veículo clonado e contaram com o apoio de um carro regularizado para fazer os deslocamentos rodoviários”, afirma a Polícia Civil, em nota.

Contratados por Glaidson

Reportagem do portal G1 aponta que a polícia já tem nomes para os executores do crime: Rodrigo Silva Moreira, Fabio Natan do Nascimento (FB), Chingler Lopes Lima e Rafael Marques Gregório. Todos foragidos da Justiça até o momento.

Publicidade

A investigação é comandada pelo delegado Carlos Eduardo Almeida, da 126ª DP (Cabo Frio), que afirma que a quadrilha usou um veículo clonado e um regularizado para dificultar a investigação.

Glaidson teria determinado que Thiago de Paula Reis contratasse os criminosos. Thiago é homem de confiança do dono da GAS Consultoria e chegou a visitá-lo na cadeia.

Outra execução

Além do caso envolvendo Nilson, a Polícia indica ainda que os dois executores dos crimes também participaram do homicídio contra Wesley Pessano, outro investidor em criptomoedas que atuava na cidade.

Conforme noticiado pela Folha, a polícia ainda investiga se Glaidson teria sido mandante deste assassinato.

Contraponto das defesas

Em nota enviada para a o portal G1, os advogados de Thiago dizem que ele “nega veementemente qualquer participação nos fatos narrados” e dizem que “antes de veiculada qualquer matéria sobre o assunto, a defesa protocolou na Delegacia de Cabo Frio uma petição informando que o Sr. Thiago de Paula Reis está inteiramente à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento sobre os fatos”.

Publicidade

O advogado Thiago Minagé, que defende Glaidson no processo de crime contra o sistema financeiro, disse que não está à frente do caso relacionado à tentativa de homicídio e por isso não pode se manifestar.

Caso GAS Consultoria nos tribunais

Nesta terça-feira (26), por 2 votos a 1, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou mais um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-garçom. Ele é suspeito de pirâmide financeira com criptomoedas e réu em processo que apura crimes contra o sistema financeiro nacional.

Segundo publicação do TRF2, um dos argumentos dos magistrados, do desembargador Flávio Lucas, para negar a soltura de Glaidon, é a “possibilidade real” de fuga do réu, já que ele tem “recursos e estrutura para se estabelecer fora do país”.

Este já é o terceiro pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Glaidson, que está preso desde agosto sob acusações de crime contra o sistema financeiro nacional, supostamente aplicado a partir de sua empresa GAS Consultoria. O negócio é conhecido em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, por oferecer controversos contratos de investimentos em criptomoedas.

A Polícia Federal, a CVM e o Ministério Público, juntaram documentos apreendidos na operação Kryptos e a Justiça o tornou réu no início deste mês, juntamente com mais 16 acusados. Sua esposa Mirelis Zarpa, provável cabeça do negócio que prometia 10% de rendimentos ao mês, ainda está foragida.

Publicidade

Na ocasião da prisão de Glaidson e demais suspeitos, os agentes da PF e Receita Federal apreenderam 591 bitcoins, avaliados na cotação atual em cerca de R$ 195 milhões, dezenas de carros de luxo e mais de R$ 13 milhões em espécie.

VOCÊ PODE GOSTAR
Moedas de Bitcoin sobre mesa espelhada

Bitcoin é uma “forma de arte” e uma moeda de desconfiança, diz filósofo Yuval Noah Harari

O filósofo, no entanto, mostrou desconfiar se realmente o Bitcoin será o futuro do dinheiro como algumas pessoas defendem
Bitcoin em gráfico de alta com seta azul apontado para o alto

Traders esperam que Bitcoin supere a máxima de US$ 74 mil em breve

“Esperamos um impulso de alta aqui que pode nos levar de volta às máximas de US$ 74 mil”, disse a QCP Capital sobre o momento do Bitcoin
Sunny Pires surfando

Surfista brasileiro recebe patrocínio em criptomoedas de comunidade web3

Sunny Pires, de 18 anos, embarca neste mês em expedição à Nicarágua com apoio da comunidade web3 Nouns
criptomoedas, criptoativos, regulação, Brasil, projeto de lei

Banco Central anuncia próximos passos da regulamentação do mercado cripto no Brasil

Sem definir datas, BC diz que irá fazer mais uma consulta pública no segundo semestre e um planejamento interno sobre stablecoins