Pirâmide montada com notas de dólar
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O consultor de segurança cibernética John Reed Stark, que atuou na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) por 18 anos, disse em um tweet no fim de semana que a Tether (USDT), maior stablecoin do mercado, pode ser um esquema ponzi e que a empresa por trás da criptomoedas é “um castelo de cartas”, o que remete a ‘pirâmide financeira’.

Stark se refere a uma pergunta antiga que permeia o mercado cripto há anos, que é sobre o lastro da USDT, atualmente com um market cap de US$ 65 bilhões, o terceiro maior. A empresa por trás da stablecoin, Ifinex, que também controla a exchange Bitfinex, sempre foi criticada por atores do setor pela falta de transparência nesse quesito.

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Seu comentário, contudo, foi uma crítica a uma entrevista feita pela CNBC na última sexta-feira (02) com o cofundador da Tether, Reeve Collins, que, segundo Stark, não foi capaz de ser claro sobre o lastro do USDT em um mercado ainda abalado pelo colapso da FTX. Ele então escreveu no Twitter:

“Uau, diga-nos que o Tether está executando um esquema Ponzi sem nos dizer que o Tether está executando um esquema Ponzi. Apenas ouça suas respostas. Na minha humilde opinião, como ex-funcionário da SEC de 18 anos, a evasão/desvio/falta de capacidade de resposta me faz acreditar que o Tether é um castelo de cartas”.

Na semana passada em um publicação no LinkedIn, Stark também comentou pontos negativos em sua visão sobre o setor cripto, através de uma coletânea de notícias. Com um texto intitulado ‘Tachar o setor de criptomoedas de esquema Ponzi não é exagero – é o óbvio’.

Lastro da Tether (USDT)

Em setembro deste ano, uma juíza de Nova York ordenou que a Tether produzisse documentos financeiros que comprovem que a criptomoeda possui lastro em dólares, como parte de uma ação judicial que alega que a empresa manipulou o mercado cripto. 

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Vale lembrar que pela regra das stablecoins, para cada unidade de ativo emitida em blockchain deve haver US$ 1 dólar de reserva, no caso da Tether — mas existem stablecoins lastreadas em outras moedas fiduciárias, com euro, por exemplo, mas a regra é não é diferente.

Apesar de ainda não existir uma lei específica que obrigue a comprovação de fundos de stablecoins, tanto reguladores quanto  investidores vãos empresa ficar com o pé atrás se o ativo pode ou não cair em derrocada, como ocorreu com a Terra LUNA.

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