Imagem da matéria: Sony e Theta Labs lançam NFTs em 3D que poderão ser "tocados" pelo usuário
(Foto: Reprodução Sony

OsTokens não fungíveis (ou NFTs, na sigla em inglês) estão se aproximando cada vez mais do mundo físico.

Uma prova é a parceria anunciada na sexta-feira (6) entre a Theta Labs, operadora da plataforma blockchain de streaming de vídeos Theta, com a Sony. As empresas vão lançar dois tipos de NFTs em 3D, especialmente criados para uso com o dispositivo Sony Spatial Reality Display (ou SRD), que permitirá ao usuário “tocar” o NFT.

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O SRD da Sony é um dispositivo similar a um tablet, que exibe imagens em 3D em realidade aumentada (ou VA) e semifísica, permitindo que usuários visualizem e manipulem objetos em 3D sem o uso de óculos ou outros acessórios.

O display SRD rastreia o movimento dos olhos, girando a imagem em sincronia à medida que o espectador se inclina ou move sua a cabeça em qualquer direção, criando a sensação de um objeto em 3D. Os NFTs lançados pela Theta e Sony serão visualizáveis e manipuláveis no SRD em uma realidade mista em 3D, sem a assistência de acessórios oculares.

Uma máscara Tiki chamada “The Tiki Guy”, um dos dois NFTs compatíveis com o SRD, será de edição limitada: apenas dez NFTs “Tiki Guy” serão criados. No entanto, donos do NFT com endereços de envio americanos receberão um SRD gratuito da Sony. Atualmente, um SRD custa US$ 5 mil.

Os NFTs serão lançados no mercado ThetaDrop, responsável por lançar a primeira coleção NFT da cantora Katy Perry, bem como coleções promocionais NFT da World Poker Tour, da competição musical “American Idol” e do programa “The Price is Right”.

Metaverso

O lançamento dos NFTs pretende dar início à integração do SRD a mais projetos criados para o metaverso, uma futura versão mais imersiva da internet que as pessoas podem usar para trabalhar, jogar e socializar em ambientes aumentados e virtuais.

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“NFTs imersivos e tridimensionais são uma ótima forma de exibir o potencial do Spatial Reality Display da Sony para entusiastas e colecionadores de metaverso”, afirmou Nick Colsey, vice-presidente de desenvolvimento comercial da Sony, em um comunicado de imprensa.

“NFTs do Theta são a maneira mais nova que podemos demonstrar nossa rápida adesão à tecnologia favorável do metaverso”, disse ele.

Esta marca uma mudança da Sony no marketing do SRD voltada ao público. Desde seu lançamento em 2020, o dispositivo foi apresentado como uma ferramenta de desenvolvimento industrial para designers, artistas e engenheiros.

Especialistas da indústria notaram que um dos maiores desafios do metaverso é a criação de dispositivos que permitem que usuários interajam com mundos virtuais sem depender de hardwares extremamente complicados ou caros de usar. Algumas empresas NFT tentam aproveitar a tecnologia dos smartphones para solucionar esse problema, via AR.

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Dispositivos, como o SRD da Sony, podem fazer parte da solução ao fornecer uma ponte entre os mundos físico e digital, mas como o lançamento do NFT da Theta e Sony sugere, o preço de US$ 5 mil do hardware pode ser extremamente caro para usuários comuns.

Outro debate que domina o setor é sobre a interoperabilidade — a capacidade de objetos digitais, como NFTs, serem movimentados livremente entre diversas plataformas e formatos que vão compor o metaverso.

Os NFTs da Theta e Sony, por exemplo, só vão funcionar no SRD. Se futuros donos desses NFTs quiserem mostrá-los em um formato em 2D em suas contas no Twitter ou em um desktop, terão de readquirir versões em 2D dos mesmos NFTs da Theta por uma taxa adicional.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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