Várias mãos buscando pela moeda de bitcoin no centro de uma mesa
Foto: Shutetrstock

As maiores criptomoedas  são negociadas no vermelho nesta “superquarta” (20), dia de decisão de juros no Brasil e nos EUA. Em meio à expectativa de outra investida regulatória nos EUA e mais um ataque phishing contra uma plataforma cripto, traders acompanham de perto os passos do banco central americano para guiar as apostas. 

Enquanto no Brasil analistas esperam queda da Selic, nos EUA as projeções apontam para uma pausa no aperto monetário do Federal Reserve que, no entanto, pode voltar a elevar os juros no começo de novembro devido ao nível ainda elevado da inflação. 

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Embora a confirmação da pausa possa impulsionar os preços de ativos de risco como o Bitcoin, especialistas esperam baixa volatilidade após a decisão nesta tarde. 

O Bitcoin (BTC) cai 0,2% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 27.061, segundo dados do Coingecko.   

Em reais, o BTC tem queda de 0,6%, negociado a R$ 132.153, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH) recua 1%, para US$ 1.628. Dados da TradingView mostram que o preço da segunda maior criptomoeda caiu para o menor nível em 14 meses na comparação com o Bitcoin. A correlação ETH-BTC recuou para 0,0602 na terça-feira (19), o menor patamar desde julho de 2022. 

A tendência coincide com um total de US$ 60 milhões em Ethereum depositados em exchanges, o que poderia indicar futuras quedas, destaca análise do CoinDesk. O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, transferiu 300 ETH (cerca de US$ 490 mil) para a corretora Kraken na terça, segundo a empresa de segurança PeckShield

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Apesar das projeções pessimistas, a gestora Grayscale deu seu voto de confiança ao Ethereum com um pedido para lançar um segundo fundo de índice (ETF) de futuros de ETH nos EUA, noticiou o Wall Street Journal. A diferença é que, desta vez, o registro segue a mesma regulamentação usada para commodities e ETFs à vista de Bitcoin. 

Entre as altcoins, XRP é destaque positivo, em alta de 0,8%. A Mynt, plataforma do BTG Pactual, listou o token emitido pela Ripple, de acordo com comunicado

BNB, token ligado à Binance, perde 1,1% em meio à pressão regulatória sofrida pela unidade da empresa nos EUA. 

Entre outros destaques, a stablecoin USDC agora está disponível no ecossistema da rede Polygon, cujo token nativo (MATIC) sobe 0,5%. 

Avalanche (AVAX) perde 1,5% nas últimas 24 horas. Daniele Sestagalli, influente desenvolvedor da blockchain, relançou um projeto que vai permitir a troca de tokens ICE por tokens WAGMI, segundo o CoinDesk

Outras altcoins também operam em terreno negativo nesta quarta, entre elas Cardano (-1,4%), Dogecoin (-0,8%), Solana (-0,5%), Polkadot (-0,9%) e Shiba Inu (-1,1%). 

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SEC investiga mais exchanges e plataformas DeFi 

A SEC, agência equivalente à CVM nos EUA, não terminou sua tarefa de investigar exchanges de criptomoedas e projetos de finanças descentralizadas (DeFi) que estariam violando as leis de valores mobiliários do país, de acordo com o CoinDesk, que cita David Hirsch, chefe da unidade cripto e cibernética da reguladora. 

Além da Binance e Coinbase, sua unidade está investigando outras empresas com práticas semelhantes às duas gigantes, afirmou Hirsch na terça-feira (19) em um fórum da SEC realizado em Chicago.  

“Continuaremos a apresentar essas acusações”, disse Hirsch, segundo o qual o regulador tem uma série de outras empresas em seu radar.  

“Continuaremos ativos em relação aos intermediários”, acrescentou. “Podem ser corretoras, ‘dealers’, exchanges, agências de compensação ou quaisquer outras que atuem neste espaço, que estejam sob nossa jurisdição, e não cumpram suas obrigações, seja por meio de registro ou falha em fornecer divulgações adequadas ou completas.” 

A Binance, maior exchange cripto do mundo, é um dos principais alvos da SEC. De acordo com o Decrypt, o braço da empresa nos EUA teve que explicar à agência uma movimentação de US$ 250 milhões referente a um empréstimo ao CEO Changpeng ‘CZ’ Zhao concedido pela BAM Management U.S. Holdings, cujo valor foi então transferido para a BAM Trading – que atua como Binance.US – , de acordo com documentos judiciais revelados nesta semana. 

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Também na mira da SEC, a Coinbase, maior corretora cripto dos EUA, lançou uma campanha para acelerar a regulação do setor no país. 

Doações da FTX 

A Universidade Stanford recebeu mais de US$ 5,5 milhões em doações da exchange cripto FTX, que foram supostamente remetidas à universidade da Califórnia por Joe Bankman, pai de Sam Bankman-Fried (SBF), e que integrava o corpo docente da Stanford. 

Em comunicado enviado ao site Blockworks, um porta-voz da Stanford reconheceu as doações e prometeu devolver o dinheiro ao novo comando da FTX. 

“A Stanford recebeu doações da Fundação FTX e de empresas relacionadas à FTX, em grande parte para a prevenção e pesquisa relacionadas à pandemia. Estivemos em discussões com advogados dos credores da FTX para recuperar essas doações e devolveremos os fundos na íntegra”, escreveu o porta-voz. 

Os pais de Bankman-Fried, fundador da FTX, estão sendo processados por suposta apropriação de fundos desviados da corretora. 

Em detalhes divulgados sobre o processo, o pai de SBF teria se queixado do salário de US$ 200 mil por ano, dizendo a um executivo da FTX.US que esperava ganhar US$ 1 milhão e que pretendia falar com a esposa, Barbara Fried, sobre o assunto. 

Outros destaques das criptomoedas  

A Balancer, uma exchange descentralizada baseada em Ethereum, sofreu um ataque contra o sistema de nomes de domínio (DNS) do site da plataforma (front-end), confirmou a equipe ao The Block. Durante o incidente, os hackers executaram uma invasão do DNS para assumir o controle do link oficial da página da Balancer – balancer.fi – e redirecionaram os usuários para um site de phishing associado a um contrato malicioso com o objetivo de roubar fundos dos usuários. 

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A Balancer alertou usuários para não interagirem com o site até novo aviso. Embora não tenha havido nenhuma declaração oficial sobre o impacto nos ativos de usuários, a empresa de segurança PeckShield estimou que cerca de US$ 238 mil em criptomoedas podem ter sido roubados durante o ataque. 

Grupos de hackers norte-coreanos têm usado cada vez mais exchanges de criptomoedas russas para lavar fundos roubados, de acordo com a Chainalysis

A empresa de análise on-chain afirmou que hackers da Coreia do Norte transferiram recentemente mais de US$ 21 milhões em criptomoedas, roubados no hack da ponte Horizon no ano passado, para uma exchange russa conhecida por facilitar fluxos financeiros ilícitos. 

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