STJ dá razão ao Bradesco e mantém conta da Foxbit encerrada
(Foto: Shutterstock)

As criptomoedas aceleram os ganhos nesta terça-feira (17), na contramão dos índices futuros dos EUA, que apontam uma abertura no vermelho. Investidores globais reagem a comentários cautelosos de autoridades e executivos sobre o rumo dos juros e à desaceleração do PIB da China. 

O Bitcoin (BTC) avança 1,9% nas últimas 24 horas, para US$ 21.195,91. Em reais, o BTC ganha 1,7%, cotado a R$ 109.401,67, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB). 

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O Ethereum (ETH) opera com valorização de 1,6%, negociado a US$ 1.566,46, segundo dados do Coingecko.  

As altcoins são negociadas em território positivo ou com pouca variação, com destaque para BNB (+1%), XRP (+1,3%), Cardano (+0,9%), Dogecoin (+0,6%), Polygon (+2,8%), Solana (+2%), Polkadot (+3,8%) e Avalanche (+2,9%). 

Shiba Inu (SHIB) tem alta de 1,3% nas últimas 24 horas. A equipe de desenvolvedores da memecoin planeja lançar “em breve” a versão beta do Shibarium, uma rede de segunda camada que será executada sobre a blockchain Ethereum. A meta do Shibarium é reduzir custos e aumentar a velocidade das transações com a criptomoeda SHIB, embora o número exato de transações por segundo ainda não tenha sido divulgado. 

FTT, token nativo da colapsada exchange FTX, perde 7% em 24 horas, depois de acumular ganhos de quase 200% em duas semanas, embora analistas não saibam explicar o motivo, destacando que os ganhos podem ser apenas resultado de especulação. 

Bitcoin hoje 

Apesar do feriado nos EUA na segunda-feira (16), o Bitcoin e a maioria das criptomoedas permaneceram no azul. Parte dos ganhos reflete expectativas de um cenário macro mais positivo. 

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“Vemos o principal fator por trás desse aumento de 20% do BTC na última semana como o fato de que alguns temores macroeconômicos estão diminuindo, com dados econômicos positivos nos EUA, incluindo estatísticas de inflação mais baixas e números fortes de crescimento do emprego (…)”, além da reabertura da China, escreveu em e-mail ao CoinDesk Bradley Duke, codiretor-presidente da ETC Group, provedora de produtos negociados em bolsa (ETPs). 

No mercado de opções, traders apostam em ganhos para o Bitcoin nos próximos seis meses, revertendo a percepção pessimista para a maior criptomoeda. 

Os aplicativos de criptomoedas também podem iniciar uma “era de ouro”, de acordo com relatório da gestora de investimentos Bernstein divulgado pelo InfoMoney. A receita de apps de criptomoedas tem potencial para crescer 1.600% nos próximos 10 anos, atingindo US$ 400 bilhões em 2033. 

Bradesco e as criptomoedas

O Bradesco se prepara para entrar com tudo no mercado de criptoativos. Segundo o Valor Econômico, o banco tem planos ambiciosos para a tokenização de títulos de dívida e gestão de fundos atrelados a cripto.

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De quebra, a instituição financeira não descarta oferecer negociação de moedas digitais. “Esse mercado já chegou e chegou para ficar. Abrir para negociação de criptomoedas é algo que está dentro dos nossos planos. A CVM [Comissão de Valores Mobiliários] autorizou que fundos invistam em cripto, e o Bradesco é um dos maiores administradores de fundos do Brasil”, disse em entrevista André Bernardino, diretor de ações e custódia do Bradesco. 

Outros destaques das criptomoedas 

Outra empresa que também reforça a aposta na indústria cripto é a Cryptum, startup fundada no ano passado para oferecer infraestrutura do tipo “blockchain as a service” (BaaS), informou o Valor. A plataforma promete facilitar a migração de projetos na chamada web2, que atua de forma centralizada na distribuição de serviços e produtos online, para o ambiente automatizado e descentralizado dos criptoativos da web3. 

No Fórum Econômico Mundial em Davos, quem marca presença é a startup brasileira Green Mining. Finalista do 2º Prêmio Ecoa, a empresa é pioneira em logística reversa inteligente baseada em blockchain, que já reciclou mais de 5 mil toneladas de embalagens, de acordo com informações do portal Ecoa, do UOL. O presidente da startup, Rodrigo Oliveira, participará de dois painéis no evento para apresentar os projetos da empresa. 

Também presente em Davos, Tom Duff Gordon, vice-presidente de política internacional da corretora Coinbase, destacou que o recente rali das criptomoedas é bem-vindo, mas, no longo prazo, a adoção dos criptoativos depende de uma maior regulação do setor que possa “gerar confiança” entre investidores de varejo, segundo entrevista ao CoinDesk.  

Jeremy Allaire, CEO da Circle, emissora da stablecoin USDC, foi outro que chamou a atenção para a importância da regulação. “Novas definições… ajudariam a fornecer mais clareza sobre quais reguladores estão envolvidos em quais atividades”, disse Allaire à Reuters durante participação no Fórum Econômico Mundial. 

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Outro peso-pesado do setor cripto, Anthony Scaramucci, fundador da SkyBridge Capital, disse em Davos que o Bitcoin pode chegar a US$ 35 mil neste ano, embora reconheça que sua previsão talvez seja muito otimista. A empresa, que já investiu em Bitcoin, Ethereum e altcoins como a Solana, pretende focar no mercado de crédito estruturado em 2023, de acordo com a Reuters. 

Scaramucci confirmou que pretende recomprar a fatia de 30% da SkyBridge vendida para a FTX. O executivo, que era muito próximo de Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, disse se sentir “traído”. “Eu o considerava um amigo”, afirmou durante o evento Blockchain Hub em Davos. 

Em meio ao plano de venda de ativos da FTX, uma corretora online no Japão está de olho na unidade do império falido no país. “De um modo geral, estamos naturalmente interessados”, disse à Bloomberg Oki Matsumoto, CEO da Monex Group, em resposta sobre a possibilidade de comprar a FTX Japan. 

Em busca de ganhar a confiança de investidores institucionaisa Binance vai permitir que suas criptomoedas garantidas, usadas para posições alavancadas, sejam mantidas fora da exchange, de acordo com o CoinDesk. Os investidores poderão depositar as garantias na Binance Custody, uma plataforma da empresa que mantém os ativos em carteiras cripto frias (offline). 

E a Binance foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar danos morais por ter impedido um cliente de fazer saques, segundo informações publicadas no portal Metrópoles. De acordo com o portal, em julho do ano passado, um profissional liberal entrou na Justiça contra a B Fintech – empresa da Binance que tem sido acionada no lugar da corretora – alegando que foi impedido de sacar R$ 75 mil. A decisão é referente ao período de três semanas em que a corretora interrompeu saques devido a conflitos com o Capitual. 

O fundador da Animoca Brands, Yat Siu, ajudou a arquitetar a fusão de duas startups apoiadas por sua empresa com o objetivo de criar um serviço de dados e notícias, conforme a Bloomberg. O rastreador de dados CryptoSlam e o Forkast.News vão se unir para criar o Forkast Labs, um provedor de notícias e ferramentas para investidores rastrearem ativos digitais. Os termos do acordo não foram divulgados. 

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E a Microsoft pretende adicionar o bot de inteligência artificial ChatGPT, da OpenAI, ao seu serviço Azure baseado em nuvem “em breve”, com base em um acordo existente entre as duas empresas. A Microsoft está em negociações para investir até US$ 10 bilhões na OpenAI, disseram pessoas familiarizadas com os planos à Bloomberg na semana passada. 

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