Imagem da matéria: Manhã Cripto: blockchain Base retoma transações, Genesis vai fechar mesa de trading nos EUA e BB e Caixa fazem 1ª transação no Drex 
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mercado de criptomoedas segue estacionado nesta quarta-feira (6), enquanto traders vendem ações após dados preocupantes sobre a economia da Alemanha e receio de avanço da inflação com os cortes da produção de petróleo pela Rússia e Arábia Saudita.  

O Bitcoin (BTC) se mantém no zero a zero nas últimas 24 horas, cotado a US$ 25.754, segundo dados do Coingecko.   

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O volume de negociação à vista de Bitcoin nas exchanges centralizadas caiu em agosto para o menor nível desde outubro de 2020, de acordo com dados da Bitfinex

Investidores continuam na expectativa para a aprovação de um fundo de índice (ETF) de Bitcoin à vista nos EUA, o que em parte explica a cautela de investidores. A gestora Grayscale, que tenta converter seu fundo GBTC em um ETF desse tipo, pressionou a SEC pela aprovação em documento apresentado por seus advogados

O Ethereum (ETH) também mostra estabilidade nesta quarta, negociado a US$ 1.632. Mas analistas da K33 Research recomendam a compra da segunda maior criptomoeda em vez do líder Bitcoin no curto prazo, devido à previsão de que um ETF de futuros de ETH seja aprovado antes de outubro. 

No mercado brasileiro, o destaque fica para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que realizaram a primeira transação entre bancos públicos dentro da blockchain do projeto-piloto do real digital, o Drex, que envolveu reservas bancárias tokenizadas, conforme o Valor

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Em reais, o BTC tem leve queda de 0,01%, negociado a R$ 128.194, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

As altcoins vão em direções opostas, entre elas BNB (-0,3%), XRP (-0,6%), Cardano (-0,2%), Dogecoin (-0,1%), Solana (+1%), Polkadot (-0,6%), Polygon (-0,8%), Shiba Inu (+2,1%) e Avalanche (+0,4%). 

Congelamento da Base 

A Base, rede de segunda camada do Ethereum desenvolvida pela Coinbase, enfrentou problemas técnicos no fim da tarde de terça-feira (5). As transações na blockchain foram interrompidas por meia hora, e a rede levou mais 30 minutos para resolver a falha, de acordo com o Decrypt

“Tivemos um atraso na produção de blocos devido, em parte, à necessidade de atualização de nossa infraestrutura interna”, informou a Base no Twitter. “O problema foi identificado e corrigido. Nenhum fundo está em risco.” 

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Por volta das 17h36 no horário de Nova York, a equipe de desenvolvimento relatou que os usuários poderiam “ter problemas para enviar transações”. 

Matt Willemsen, chefe de pesquisa da empresa de análise cripto Collective Shift, citou a paralisação para apontar que as soluções de segunda camada do Ethereum não são a mesma coisa que o Ethereum. 

“Outro lembrete de que usar Ethereum L2s (por exemplo, Arbitrum One, OP Mainnet, zkSync Era, Base) não é o mesmo que usar a ‘mainnet’ do Ethereum, que é mais ‘testada em batalhas’ (…)”, postou no Twitter. “Não estou dizendo para não usar L2s, claro, mas apenas saiba com o que você está lidando.” 

Nova plataforma crédito da Coinbase 

À parte dos problemas técnicos de sua blockchain, a Coinbase captou US$ 57 milhões para uma plataforma de crédito cripto com foco em investidores institucionais, conforme a Bloomberg

A exchange cripto com sede nos EUA planeja tomar emprestado principalmente criptoativos de clientes, que recebem garantias acima do valor do empréstimo. De acordo com o CoinDesk, essa garantia extra funciona como uma proteção para potenciais crises. 

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Sob o novo serviço, a Coinbase então concede empréstimos a clientes de trading institucionais, de acordo com documento enviado à SEC, em um modelo semelhante ao serviço de “prime brokerage” que os bancos fornecem nas finanças tradicionais. 

 A proposta é diferente do programa de empréstimos cripto para clientes no varejo cancelado pela Coinbase em 2021. 

A maior exchange de ativos de digitais dos EUA trava uma disputa com a SEC, o xerife de Wall Street, para provar que seus produtos não são valores mobiliários. 

Genesis fecha mesa de trading nos EUA 

Em meio a essa pressão regulatória, a Genesis Global Trading (GGT) enviou um e-mail a clientes dizendo que vai fechar sua mesa de trading de criptomoedas à vista nos EUA a partir de 18 de setembro. 

Todas as negociações devem ser liquidadas até 21 de setembro e todas as contas abertas restantes serão encerradas no final do dia 30. “A decisão foi tomada voluntariamente e por motivos comerciais”, de acordo com o e-mail publicado pelo CoinDesk que, assim como a Genesis, é controlado pelo Digital Currency Group. 

A GGC International Limited, outra unidade do grupo, continuará a executar serviços de negociação à vista e de derivativos, de acordo com o e-mail. 

A GGT foi uma das poucas empresas do conglomerado que escaparam da recuperação judicial após o colapso da exchange cripto FTX em novembro passado.  

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O fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, que aguarda julgamento em outubro sob a acusação de diversas irregularidades, como o desvio de fundos de clientes, conseguiu permissão de promotores dos EUA para instalar uma nova bateria em seu laptop e, com isso, dispor de mais horas para preparar sua defesa. 

Entre perdas de clientes, de investidores de venture capital e outras empresas afetadas pelo “crash” do mercado cripto em 2022, os vencedores são claramente os advogados, contadores, consultores e analistas à frente dos processos de recuperação judicial: levantamento do New York Times mostra que esses profissionais já embolsaram mais de US$ 700 milhões em taxas de cinco grandes empresas cripto, entre elas a FTX. 

CPI das Pirâmides Financeiras 

No Brasil, os parlamentares seguem os trabalhos para investigar pirâmides financeiras que trouxeram prejuízo a milhares de consumidores. 

Nesta quarta (6), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara ouve, a partir das 10h, os depoimentos de sócios, diretores e ex-executivos da 123milhas, que deixou clientes que compraram pacotes de viagem de mãos vazias, segundo o Valor. A empresa pediu recuperação judicial em 31 de agosto. 

Essa é a terceira vez que a CPI tenta ouvir executivos da agência de viagens. Quatro pessoas confirmaram participação: Tânia Madureira, sócia da empresa HotMilhas, do mesmo grupo da 123milhas; Marcos Brandão, ex-vice-presidente de governança e gestão da 123milhas; Roger Duarte Costa, gerente de prevenção a fraudes da agência; e Matheus Divino, gerente de planejamento, orçamento e controle da 123milhas, conforme o jornal. 

E o deputado Caio Vianna (PSD/RJ) entrou com um pedido na última sexta-feira (1º) para que a CPI convoque, como testemunha, o presidente da Grow Up Club, Gleidson da Costa Gonçalves. 

A Grow Up é uma empresa que captava dinheiro dos investidores com a promessa de entregar rendimentos acima do normal com o suposto trade de criptomoedas. 

A terça-feira foi agitada. Além de a Polícia Federal derrubar a Pietra Verdi, uma pirâmide de R$ 500 milhões que prometia pagar 1,2% ao dia sobre bitcoins dos investidores, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou o acesso ao cassino online Blaze no Brasil, acusado de fraudes contra clientes

Outros destaques das criptomoedas  

Usuários da MetaMask agora podem converter seus ativos digitais em moeda fiduciária e enviar os fundos para uma conta bancária ou PayPal, de acordo com o Decrypt. O recurso por enquanto está disponível nos EUA, no Reino Unido e em partes da Europa, disse a carteira digital em comunicado na terça-feira (5). 

Os usuários da plataforma, que pode ser baixada em diversos navegadores, podem converter suas criptomoedas em dólares, euros e libras. O comunicado acrescenta que a empresa tem “planos de expansão para mais regiões para atender à nossa comunidade mundial”. 

Na terça-feira (5), a Visa ampliou seu sistema para pagamentos com criptomoedas por meio de um programa-piloto para permitir que comerciantes usem a stablecoin USDC, da Circle, através da blockchain Solana, expandindo assim os seus serviços cripto que já utilizam a rede Ethereum. A Circle, aliás, também anunciou o lançamento da USDC em mais duas blockchains: Base e OP Mainnet. 

A Story Protocol planeja lançar uma solução de código aberto para criadores e propriedade intelectual em meio aos desafios apresentados pela inteligência artificial. A startup conta com mais de US$ 54 milhões em financiamento liderado pela empresa de venture capital Andreessen Horowitz, além da Samsung Next, Hashed, 11:11 Media de Paris Hilton e vários outros investidores que participaram de uma rodada inicial, segundo comunicado compartilhado com o Decrypt nesta quarta-feira (6). 

Jason Zhao, cofundador da Story Protocol, disse em entrevista à Bloomberg que a tecnologia baseada em blockchain deve ser lançada no primeiro semestre de 2024. A solução consiste em um repositório de propriedade intelectual para todos os tipos de conteúdo, incluindo prosa, imagens e áudio. Um autor pode registrar seu romance no repositório e depois usar aplicativos conectados para vender direitos de licenciamento para traduzir o texto, por exemplo. 

Xin Jiang, ex-Binance e sócio-fundador da Old Fashion Research, uma empresa de capital de risco, disse em um blog que este é o “melhor momento para investir em web3”. Projetos como memecoins, Friend.tech e Unibots, além de plataformas como X, antigo Twitter, e Telegram seriam os canais mais promissores para aplicativos descentralizados, destacou o executivo. 

E por falar em Twitterreportagem do Wall Street Journal revelou que Elon Musk tomou emprestado US$ 1 bilhão de sua empresa espacial SpaceX em outubro do ano passado, mesmo mês em que comprou a rede social, embora não se saiba por que o bilionário contraiu a dívida. O empresário teria quitado o empréstimo com juros logo depois, segundo documentos vistos pelo WSJ. Musk e a SpaceX não comentaram. 

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