Imagem da matéria: Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) acelera alta e encosta em US$ 27 mil; FTX reabre portal para clientes lesados
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O Bitcoin se descola das principais criptomoedas e outros ativos de risco e avança na manhã desta segunda-feira (18), em uma semana cheia de dados-chave para a economia global. 

Traders acompanham na quarta-feira (20) a decisão de juros do Federal Reserve nos EUA, seguida pelas reuniões do Banco da Inglaterra na quinta e do Banco do Japão na sexta-feira. 

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O Bitcoin (BTC) ganha 1,4% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 26.945,00, segundo dados do Coingecko.   

Em reais, o BTC tem alta de 0,9%, negociado a R$ 131.563,14, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).   

O Ethereum (ETH) mostra valorização de 0,4%, a US$ 1.640,44.  

Apesar da tendência de estabilidade nesta manhã, a segunda maior criptomoeda é negociada com um desconto de 27% em relação ao seu valor justo e um grande investidor, ou “baleia”, fez uma aposta de US$ 150 milhões na alta do preço do ETH, segundo o CoinDesk. 

As altcoins operam em direções opostas, com destaque para BNB (+1,8%), XRP (-0,1%), Dogecoin (-0,1%), Cardano (+0,8%), Solana (+1,8%), Polkadot (+1%), Polygon (+0,8%), Shiba Inu (0,0%) e Avalanche (-1%). 

Falha em rede de testes do Ethereum 

A Holesky, nova rede de testes do Ethereum, apresentou falhas em seu lançamento na última sexta-feira (15), de acordo com o CoinDesk. A nova “testnet” foi desenvolvida para substituir a Goerli e marcar o aniversário de um ano da chamada “Fusão”, a grande atualização que marcou a troca do algoritmo de consenso da rede de prova de trabalho (PoW) para prova de participação (PoS). 

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“Tivemos uma configuração incorreta no arquivo ‘genesis’ e isso fez com que a rede Holesky fosse iniciada incorretamente. Alguns validadores corrigiram manualmente a configuração e conseguiram iniciar a rede, mas não o suficiente” para a finalização, disse no X Parithosh Jayanthi, engenheiro de desenvolvimento e operações (DevOps) da Fundação Ethereum. 

Ele explicou que seria possível reativar a rede com uma correção, mas foi decidido que seria melhor começar do zero, “considerando que será uma nova rede que durará anos”, afirmou Jayanthi. 

Como resultado, os principais desenvolvedores do Ethereum decidiram adiar o lançamento da Holesky por cerca de duas semanas.

Ethereum é a segunda maior blockchain depois do Bitcoin, sendo crucial para a operação de contratos inteligentes que permitem executar funções e aplicativos. 

Já as redes de teste, ou testnets, são usadas para simular transações e testar aplicativos antes de serem implementados em uma “mainnet”, ou blockchain principal. 

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Segundo o CoinDesk, a rede Goerli ainda está ativa para testes de aplicativos, mas o plano dos desenvolvedores é desativá-la no início de 2024. 

O objetivo com a Holesky é possibilitar o dobro de validadores em comparação com a “mainnet”. 

Demanda por staking

A estratégia diverge dos planos dos desenvolvedores do Ethereum para a rede principal na esteira do sucesso da atualização “Merge”, conforme a Bloomberg

Isso porque a crescente demanda por staking de Ethereum, processo pelo qual tokens são bloqueados para validar transações em troca de retornos, já apresenta riscos à blockchain. 

Cerca de 20% de todo o ETH em circulação, ou perto de US$ 41,5 bilhões, já está bloqueado, de acordo com o rastreador de dados Staking Rewards. 

Nesse ritmo, esse valor aumentaria para 50% até maio e 100% até dezembro de 2024, de acordo com estudo assinado por Dapplion (@dapplion) e Tim Beiko, coordenador de desenvolvedores do Ethereum. 

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“Todos nós gostamos de ‘up-only’ (quando apenas sobe), mas não quando a segurança do Ethereum está em jogo”, afirmou Dapplion no X (ex-Twitter). 

De acordo com análise da Bloomberg, por trás dessa alta demanda por staking está a busca por retornos em meio ao prolongado inverno cripto, já que os preços das criptomoedas ainda equivalem à metade das máximas vistas no fim de 2021. 

Por meio do bloqueio de Ethereum, os validadores podem obter um rendimento aproximado de 4%, mostram dados da agência. 

Para reduzir os riscos, em 14 de setembro, os desenvolvedores aprovaram uma proposta para limitar o número de novos validadores com permissão de ingressar na rede a cada seis minutos. 

Com isso, seria possível adiar por vários anos o ponto no qual todo o Ethereum em circulação estaria bloqueado, de acordo com o estudo

Rede da Coinbase 

Enquanto isso, a Base, rede de segunda camada do Ethereum lançada no começo de agosto, registrou 1,88 milhão de transações diárias na última quinta-feira (14), um recorde, superando o volume das rivais Optimism (780 mil) e Arbitrum (370 mil), mostram dados do IntoTheBlock.  

O salto é puxado pela maior atividade no novo aplicativo de rede social Friend.tech que, depois de altos e baixos, volta a ganhar popularidade, explicam analistas. 

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Hack da Curve 

Ao mesmo tempo, a Coinbase é alvo de críticas da comunidade cripto devido à postura da exchange dos EUA em relação a um ataque hacker contra o protocolo de finanças descentralizadas Curve em julho, aponta o CoinDesk

Quando US$ 73 milhões em cripto (a maior parte já recuperados) foram roubados da Curve, o sistema de precificação de ativos da plataforma sofreu uma breve pane. Um robô de trading percebeu a oportunidade única de arbitragem e pagou 570 ETH (no valor de US$ 1,06 milhão na época) para garantir que um validador do Ethereum processasse sua transação o mais rápido possível.  

No caso, segundo o CoinDesk, o validador era a Coinbase, que ainda não reembolsou o valor, de acordo com o protocolo Alchemix, que também foi vítima do hack. Procurada pelo CoinDesk, a Coinbase não comentou. 

A atividade de hackers continua em alta, com R$ 4 milhões em criptomoedas roubadas do bilionário Mark Cuban por meio de um ataque phishing após baixar uma versão falsa do MetaMask. 

Portal para clientes da FTX está no ar 

O portal para clientes lesados da FTX voltou a funcionar após a nova administração desbloquear as contas de usuários que foram afetadas por um recente incidente de segurança cibernética que teve como alvo a Kroll, o agente terceirizado que gerencia os pedidos de resgate de fundos no processo de recuperação judicial da exchange, que colapsou em novembro passado. 

Em comunicado, a FTX afirmou que o congelamento das contas dos clientes foi uma “medida de precaução”, destacando que “medidas de segurança adicionais” foram implementadas na plataforma. 

Os clientes da FTX têm até 29 de setembro para apresentar seus pedidos de resgate de créditos à Kroll, informou o The Block. Embora ainda não se saiba quanto os credores irão receber, o juiz que supervisiona a recuperação judicial da corretora aprovou recentemente um plano para começar a liquidar os ativos digitais. 

O fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, acusado de várias irregularidades, entre elas desvio de fundos de clientes, tem julgamento marcado para outubro. Mas um juiz não gostou das perguntas propostas por ele para o júri. 

Acordos da FTX com celebridades 

Três celebridades decidiram fechar acordos para arquivar processos relacionados a contratos de patrocínio assinados com a FTX, segundo Decrypt

Por um valor não revelado, Trevor Lawrence, jogador do Jacksonville Jaguars, da liga de futebol americano (NFL), teria conseguido suspender uma ação que o acusava de enganar investidores da FTX. Os Youtubers Tom Nash e Kevin Paffrath também fecharam acordos, mas os termos não foram divulgados. 

Outros destaques das criptomoedas  

Um pedido da SEC, a CVM dos EUA, para revelar documentos em seu processo contra a Binance.US foi aprovado na sexta-feira (15) por um juiz distrital, de acordo com documento divulgado pelo Decrypt. A informação havia sido previamente registrada sob sigilo pelo regulador em agosto, limitando o acesso apenas aos advogados envolvidos na ação.  

No entanto, na quinta-feira (14), a SEC decidiu tornar públicos vários documentos – incluindo anexos para uma declaração feita pela advogada da SEC, Jennifer Farer. As partes envolvidas no processo concordaram em revelar vários documentos, disse a agência. 

Ainda nos EUA, Rashawn Russell, um ex-banqueiro do Deutsche Bank que havia negado ter fraudado investidores em um esquema com criptomoedas, parece ter mudado de ideia e vai se declarar culpado das acusações, conforme a Bloomberg. Russell foi indiciado em abril por procuradores federais de Nova York, acusado de enganar investidores ao prometer “retornos garantidos”. 

Depois de repetidas tentativas para que os advogados de Russell negociassem um acordo com o governo, o juiz magistrado dos EUA, Sanket Bulsara, ordenou na sexta-feira que Russell compareça amanhã (19) a uma audiência para uma “mudança de confissão”. 

A JPEX, uma exchange cripto de Hong Kong, suspendeu as negociações após uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários e Futuros de Hong Kong (SFC), que resultou na prisão de uma pessoa ligada à corretora, de acordo com informações da mídia local. A JPEX opera no território sem licença, afirma a SFC, e a polícia recebeu inúmeras reclamações sobre a plataforma.

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