Imagem da matéria: FDIC vai priorizar avaliação de riscos das criptomoedas em 2022
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A Corporação Federal de Seguros de Depósitos (ou FDIC, na sigla em inglês) informou que criptomoedas (e principalmente os riscos envolvidos na indústria cripto) serão uma área prioritária em 2022.

“A rápida introdução de uma variedade de criptoativos ou produtos de ativos digitais no sistema financeiro pode apresentar riscos à segurança, robustez e ao sistema financeiro”, afirmou martin J. Gruenerg, presidente da FDIC.

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FDIC é uma agência independente criada pelo Congresso Americano para fornecer seguros de depósitos para bancos de poupança e comerciais nos Estados Unidos. A organização foi criada durante a Grande Depressão para ajudar a restaurar a confiança no sistema bancário.

“É imprescindível que agências federais bancárias considerem cuidadosamente os riscos apresentados por esses produtos e determinem a extensão em que organizações bancárias podem interagir de forma segura em atividades relacionadas a criptoativos”, acrescentou Gruenberg.

Além de avaliar os riscos por trás da indústria cripto, o FDIC irá focar nos riscos financeiros apresentados pela mudança climática, revisar o processo de fusão bancária, fortalecer a Lei de Reinvestimento na Comunidade e finalizar a Regra Capital III da Basileia, que visa “fortalecer a estrutura regulatória” para grandes organizações bancárias.

O reconhecimento do FDIC de riscos relacionados a criptoativos segue uma linha similar de pensamento que é prevalente entre muitas outras agências regulatórias e de aplicação da lei nos EUA.

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EUA, criptomoedas e regulações

O FDIC, assim como muitas outras agências, está preocupado que a indústria cripto possa apresentar riscos ao amplo sistema financeiro.

Gary Gensler, presidente da Comissão de Valores Mobiliários e de Câmbio (ou SEC), também argumentou, repetidas vezes, que são necessárias leis de proteção a consumidores mais robustas e aplicáveis à indústria cripto.

Ele também opinou abertamente sobre a possibilidade de as Finanças Descentralizadas (ou DeFi) estarem repletas de valores mobiliários não registrados.

Na capital de Washington, a senadora Elizabeth Warren disse que a indústria cripto precisa de “regras de trânsito” e que cripto põe o sistema financeiro nas mãos de “superprogramadores sombrios”.

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Uma investigação recente do Decrypt descobriu que a estratégia cripto da administração Biden visa usar agências federais para atingir emissoras de stablecoins, como Tether e Circle.

“É uma doutrina muito bem-pensada sobre como impedir que a indústria cripto cresça muito rápido e demais”, afirma Maya Zehavi, empreendedora e investidora cripto que já aconselhou reguladores.

O restante do mundo

O Banco de Compensações Internacionais (ou BIS) e reguladores de valores mobiliários na ​Organização Internacional das Comissões de Valores (ou IOSCO) também opinaram sobre a indústria cripto.

Em outubro de 2021, ambas as organizações coletivamente disseram que stablecoins devem seguir as mesmas regras que pagamentos tradicionais.

Em dezembro, o Banco da Inglaterra também alertou, assim como a FDIC, que a indústria de criptomoedas pode apresentar uma ameaça ao sistema financeiro já estabelecido.

“A questão, creio eu, que é preocupante é quando for integrada ao sistema financeiro quando uma grande correção de preço pode realmente afetar outros mercados e participantes do mercado financeiro”, afirmou Sir Jon Cunliffe, vice-presidente do banco, em entrevista à BBC.

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“Ainda não chegou lá, mas leva tempo criar padrões e regulações”, acrescentou.

*Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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