Sam Bankman-Fried da FTX falando em vídeo
Sam Bankman-Fried no DealBook Summit de 2022 (Foto: Reprodução)

Exposições sobre os sentimentos do criador e ex-CEO da FTX, Sam Bankman-Fried, continuaram a ser revelados nesta semana, com a divulgação pela imprensa de tweets escritos pelo executivo, mas que não chegaram a ser publicados. Desta vez, uma confissão ilustrou como estava o estado emocional do empresário de 31 anos: “Eu realmente não sei o que significa felicidade”.

A frase faz parte de um novo achado de escritos feitos por SBF desde o fim do ano passado, quando veio à tona o colapso da FTX. Segundo o site CoinDesk, que divulgou os textos nesta sexta-feira (29), as mensagens sugerem que, com a proximidade do julgamento de SBF na Justiça americana, ele pode estar tentando criar uma nova imagem para si mesmo ao discutir abertamente sua saúde mental.

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Depois de voltar das Bahamas para os EUA, ser solto e preso mais uma vez, SBF agora se prepara para passar pelo que promete ser o maior julgamento de um empresário do mercado de criptomoedas até agora. A audiência está marcada para o dia 3 de outubro.

De acordo com trechos dos novos textos revelados, o ex-empresário provavelmente iria tornar público que sofre tanto de depressão quanto de anedonia, que se refere à incapacidade de sentir prazer.

Ele diz que percebeu pela primeira vez que algo estava errado com sua saúde mental ainda no colégio:

“Eu já vivia há 16 anos. E de alguma forma, nunca durante esses anos eu realmente me perguntei o que me fazia feliz. Nada acontece… E no final das contas eu realmente não sei o que significa ‘felicidade’. Nenhum de nós realmente sabe. Mas o que todo mundo descreve — não é algo que eu sinta.”

Ele também descreve que toma um antidepressivo chamado EmSam que o ajuda a manter o foco e a organização. No mês passado, enquanto estava sob custódia no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, seu advogado afirmou que SBF não estava recebendo seus medicamentos.

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SBF diz ser “indiferente quanto à falta de luxo”

Há duas semanas, também, vieram à tona vários escritos feitos por ele desde sua prisão domiciliar em dezembro do ano passado. Na ocasião, SBF disse que se sentia “quebrado” e “uma das pessoas mais odiadas no mundo”.

Os tweets não foram publicados porque a certa altura das investigações, a Justiça dos EUA o proibiu de acessar redes sociais.

Em março deste ano, por exemplo, o então Twitter não estava entre os sites aprovados que Sam Bankman-Fried tinha permissão de acessar enquanto estava confinado na casa de seus pais em Stanford, Califórnia, cumprindo prisão domiciliar.

Em um dos rascunhos, descreve o CoinDesk, SBF sugere ser indiferente quanto à falta de luxo. “Eu nunca gostei de coisas sofisticadas. Eu gostaria de pensar que é porque seria egoísta, mas, honestamente, muito disso é porque coisas sofisticadas não me farão feliz de qualquer maneira. Porque nada acontecerá”.

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Sam Bankman-Fried está preso aguardando julgamento, tendo sido acusado de uma vários crimes, incluindo fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, uso indevido de fundos de clientes e violações da lei de financiamento de campanha.

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