Imagem da matéria: Dono da BWA diz ter R$ 163 milhões preso nas exchanges do Grupo Bitcoin Banco
Foto de Paulo Bilibio em 2014, quando ele promovia a pirâmide financeira BBom no Guarujá (Foto: Reprodução)

O empresário Paulo Bilibio, da BWA Brasil, está cobrando R$ 163 milhões da NegocieCoins, do Grupo Bitcoin Banco (GBB), que se encontra em recuperação judicial.

O documento, ao qual o Portal do Bitcoin teve acesso, é dirigido à administração judicial da NegocieCoins, exchange do GBB. A empresa declarou que Bilibio tem um crédito de R$ 6.925.805,56. Já o empresário informa ter um saldo quase 24 vezes maior, de R$ 163 milhões.

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Para comprovar o valor, Bilibio anexou uma ata notarial, também obtida pela reportagem e registrada junto a um cartório de Santos (SP), cidade-sede da BWA. Nele, consta que o crédito total do dono da empresa junto à NegocieCoins é de R$ 163.277.991,60.

“Desta forma, o peticionário vem à presença deste ilustre administrador a fim de apresentar sua divergência em relação ao valor de seu crédito, requerendo sua correção, para que conste na lista de credores, o valor correto”, diz o documento.

Relação nebulosa

A BWA e o GBB possuem uma relação nebulosa, que veio à tona após o sequestro sofrido por Bilibio em novembro de 2019. 

Um dos suspeitos de ser mandante do crime, o empresário Guilherme Aere Santos, afirmou durante depoimento em outubro passado que o proprietário da BWA era o verdadeiro dono do GBB.

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Em nota divulgada à época do depoimento, a BWA negou qualquer relação da empresa e do empresário com a crise no GBB.

“A BWA utilizou os serviços de compra e venda de criptoativos ofertado pela exchange Negocie Coins, da mesma maneira que utilizava diversas outras exchanges nacionais e internacionais, não tendo qualquer relação com a crise desencadeada pelo Grupo Bitcoin Banco”.

Bilibio atualmente vive em Orlando, nos Estados Unidos.

Calotes da BWA

Bilibio está dos dois lados do balcão ao mesmo tempo. Enquanto cobra crédito retido junto ao GBB, a sua BWA também deixou de pagar seus clientes, deixando-os apreensivos.

Quem entra na plataforma de empresa, que recentemente passou a se chamar Alpen Global, consegue ver os saldos mas não há mais os dados sobre a rentabilidade. Também não é possível retirar os recursos aportados.

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A BWA atua em um segmento rico de clientes, uma vez que o aporte inicial para aderir ao negócio era de R$ 30 mil. Quanto maior o valor, maior a rentabilidade. Além disso, o esquema era realizado por consultores que faziam as vendas dos produtos.

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