Imagem da matéria: Delatora do Facebook diz que planos da Meta para o metaverso colocam usuários em risco
(Foto: Shutterstock)

Frances Haugen, a executiva que delatou o Facebook – atual Meta – novamente criticou sua antiga empresa, argumentando que os planos para o metaverso da gigante rede social podem resultar em “uma repetição de todos os problemas” em relação à segurança e privacidade dos consumidores.

A Meta fez “promessas muito grandiosas sobre como haverá ‘segurança por natureza’ no metaverso”, afirmou Haugen em entrevista ao jornal americano Politico. “Mas se não se comprometerem com a transparência, o acesso e outras medidas de responsabilização, apenas consigo imaginar uma repetição de todos os danos causados pelo Facebook.”

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Em 2021, Haugen havia virado manchete quando revelou milhares de documentos internos do Facebook enviados à Comissão de Valores Mobiliários e de Câmbio dos EUA (ou SEC, na sigla em inglês) e ao Wall Street Journal, revelando a fraca resposta da empresa à disseminação de notícias falsas sobre a vacina contra covid-19 em sua plataforma.

Agora que a empresa, com sede em São Francisco e renomeada como Meta, migrou para o metaverso, Haugen expressou preocupações com a privacidade de usuários à medida que a empresa desenvolve seu ecossistema.

Haugen afirma que está “superpreocupada como muitos diferentes sensores estão envolvidos” no hardware de metaverso, como os headsets Quest, de realidade virtual,da Meta.

“Quando interagirmos com o metaverso, teremos que ativar diversos microfones no Facebook; diversos outros tipos de sensores em nossas casas”, explicou Haugen ao Politico. “Você realmente não tem uma escolha agora se quer ou não que o Facebook te espione em sua própria casa. Só teremos de confiar que a empresa fará a coisa certa.”

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Mais dispositivos para o Metaverso

O metaverso, um dos principais termos usados na indústria blockchain desde 2021, se refere a um mundo virtual, on-line, contínuo e compartilhado com uma economia nativa.

Deseja fundir as realidades virtual, aumentada e física em um só ambiente, oferecendo uma variedade de funcionalidades, como jogos, experiências sociais, negociação de tokens não fungíveis (ou NFTs) e muito mais.

Para interagir com o metaverso, usuários usam dispositivos, como headsets de realidade virtual, “smart glasses” de realidade aumentada e sensores de pulso.

A Meta possui planos ambiciosos para o metaverso. Na época da reformulação, o CEO Mark Zuckerberg disse: “Acredito que estamos basicamente deixando de focar no Facebook para focar no metaverso”.

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Após a morte de seu projeto de stablecoin Diem, Meta está supostamente analisando o uso de tokens centralizados para aplicativos em seu metaverso — chamados de “Zuck Bucks” (algo como “Mangos do Zuck”, em português) por alguns funcionários da Meta.

A empresa-mãe do Facebook também revelou que irá testar funcionalidades que vão possibilitar que criadores ganhem dinheiro ao negociar itens virtuais e efeitos no jogo de realidade virtual e social da Meta chamado “Horizon Worlds”.

Em 2021, Meta AI, a equipe de pesquisa responsável pela iniciativa de metaverso da empresa, se uniu à Carnegie Mellon University para criar Reskin, um novo sensor tátil que age como uma pele flexível.

A “ameaça” da Meta ao metaverso compartilhado

Haugen não é a única que se preocupa com a abordagem do metaverso pela Meta.

Em entrevista ao Decrypt em outubro, Yat Siu, presidente executivo da publicadora de jogos e empresa de capital de risco Animoca Brands, havia dito que a Meta representava uma “ameaça” ao metaverso aberto.

Siu reiterou sua opinião em janeiro, contando ao Decrypt que Meta “quer desenvolver um metaverso fechado, em que podem controlar os dados e os efeitos de rede dos quais esses dados são extraídos. Então o que estão criando é [algo] menos competitivo e é simplesmente antiético ao que estamos fazendo [nas redes blockchain de código aberto]”.

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*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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